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	<title>Perguntas e Respostas</title>
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	<description>Conteúdo sobre A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias no Brasil e o mundo.</description>
	<lastBuildDate>Thu, 20 Aug 2026 14:43:47 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Perguntas e Respostas</title>
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	<item>
		<title>A Igreja paga influenciadores para divulgar o evangelho?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Verusca Capistrano]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Aug 2026 20:18:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Perguntas e Respostas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma reportagem da Bloomberg afirma que a Igreja paga influenciadores para divulgar o evangelho. Veja o que os fatos realmente mostram.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Em agosto, a Bloomberg publicou uma <a href="https://www.bloomberg.com/news/articles/2026-07-20/influencers-are-being-paid-to-spread-the-mormon-church-s-gospel" target="_blank" rel="noreferrer noopener">reportagem</a> com um título direto: &#8220;influenciadores estão sendo pagos para espalhar o evangelho da Igreja Mórmon&#8221;. O leitor comum entende isso de um jeito bem específico, que A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias estaria pagando criadores de conteúdo populares para pregar aos seus seguidores, disfarçando isso de testemunho pessoal espontâneo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É uma acusação séria. O problema é que, segundo uma análise publicada pela Public Square Magazine, os próprios fatos citados pela Bloomberg não sustentam essa conclusão. A reportagem não inventa informações, mas junta atividades bem diferentes entre si sob um título que sugere uma conspiração que os fatos não comprovam.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Qual é a relação real da Igreja com os influenciadores?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Há cerca de dez anos, a Igreja chegou a testar o pagamento de influenciadores para gravar depoimentos pessoais, como fazem outras marcas. Mas, em 2018, decidiu abandonar essa prática, a crença religiosa é algo mais pessoal do que a opinião sobre um produto de consumo. De lá para cá, ou seja, há oito anos, isso não acontece mais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que a Igreja faz hoje é diferente: ela usa suas próprias agências de publicidade para produzir o conteúdo das suas redes sociais oficiais, contratando profissionais com experiência em mídias sociais para escrever, filmar, atuar e editar esse material. Como muitos desses profissionais já têm seguidores próprios, afinal, segundo <a href="https://www.cnbc.com/2024/09/14/more-than-half-of-gen-z-want-to-be-influencers-but-its-constant.html">uma pesquisa da CNBC</a>, mais da metade da Geração Z hoje sonha em ser criadora de conteúdo, é natural que quem tem experiência nessa área também tenha presença online.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses profissionais são, na maioria, pessoas de fé que acreditam sinceramente na própria religião, e por isso compartilham sua fé espontaneamente, sem receber nada por isso. Alguns também topam participar de vídeos produzidos oficialmente pela Igreja mediante pagamento, mas esse pagamento não tem valores significativos e o conteúdo vai para os canais oficiais da Igreja, não para os perfis pessoais do influenciador. Não há nenhum caso documentado de um texto publicitário sendo apresentado como convicção pessoal.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="948" height="542" src="https://files.mormonsud.net/wp-content/uploads/2026/08/criador-de-conteudo.jpg" alt="" class="wp-image-164707"/></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Os encontros da Igreja com criadores de conteúdo</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto levantado pela Bloomberg é que a Igreja mantém contato frequente com criadores de conteúdo que já falam sobre a fé entre santos dos últimos dias, incluindo convites para eventos informativos. Por exemplo, a Presidência Geral das Moças recentemente organizou uma recepção para criadores de conteúdo conversarem sobre as mudanças no horário das aulas de domingo que passam a valer em setembro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a análise da Public Square, esse tipo de evento funciona como uma coletiva de imprensa voltada a criadores de conteúdo, e não como uma forma de controle editorial. A Igreja fornece informações; ela não dita o que será publicado, e não há remuneração vinculada ao conteúdo final. Manter uma lista de contatos de criadores relevantes é uma prática comum a qualquer instituição bem organizada, inclusive veículos de imprensa tradicionais mantêm listas parecidas de jornalistas, sem que isso signifique controle sobre o que é publicado.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Por que esse tipo de cobertura pede cuidado</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O formato escolhido pela Bloomberg, de insinuar uma coordenação secreta entre uma instituição religiosa, agências de publicidade e criadores de conteúdo, sem provar de fato essa coordenação, é um padrão de cobertura que historicamente tem sido usado contra minorias religiosas, alimentando teorias de manipulação oculta em vez de fatos concretos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A lição não é evitar reportagens sobre dinheiro ou instituições religiosas, mas evitar que essas reportagens sejam construídas por insinuação, já que grupos religiosos minoritários costumam ser especialmente vulneráveis a esse tipo de leitura maliciosa.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="2880" height="1413" src="https://files.mormonsud.net/wp-content/uploads/2025/04/MaisFe.png" alt="" class="wp-image-146798"/></figure>



<h2 class="wp-block-heading">E a More Good Foundation, o que é?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Já que o assunto é conteúdo religioso online, vale explicar uma organização que às vezes é confundida com a própria Igreja: a More Good Foundation.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A More Good Foundation é uma organização sem fins lucrativos, independente da Igreja, fundada em 2005 para suprir a falta de informações precisas sobre a Igreja na internet. Ela mantém sites e canais em mais de 15 idiomas, produz vídeos, artigos e materiais gráficos, e oferece treinamento para que membros comuns aprendam a compartilhar sua fé online. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A organização tem tanto funcionários remunerados quanto voluntários, mas não é administrada, dirigida ou controlada pela Igreja. A própria fundação descreve sua relação com a Igreja como parecida com a de &#8220;qualquer membro que compartilha o evangelho com vizinhos ou amigos&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E é justamente daí que vem o Mais Fé: o site que você está lendo agora é um dos canais oficiais da More Good Foundation, o time responsável pelo conteúdo em português.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto ao dinheiro: segundo o próprio <a href="https://www.moregoodfoundation.org/about-us/">site</a> da More Good Foundation, a organização é financiada principalmente por doações de membros individuais. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, pode receber recursos de fundos, empresas e outras fundações, incluindo a Deseret Trust Company (um fundo administrado por doadores) e a Foundation of The Church of Jesus Christ of Latter-day Saints, que por sua vez é sustentada pela receita de empresas que pertencem integralmente à Igreja. </p>



<p class="wp-block-paragraph">É esse conjunto de doações, pessoais e institucionais, que paga a estrutura, os funcionários e a produção de conteúdo da More Good Foundation, incluindo o time por trás do Mais Fé.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: <a href="https://publicsquaremag.org/media-education/social-media/who-pays-latter-day-saint-influencers/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Public Square</a> </p>



<h2 class="wp-block-heading">Veja também</h2>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://maisfe.org/noticias/newsletter-mais-fe/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Não perca o melhor do Mais Fé: conteúdo exclusivo para inscritos</a></li>



<li><a href="https://maisfe.org/inspiracao/5-dicas-sobre-compartilhar-o-evangelho-pelas-midias-sociais/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">5 Dicas Sobre Compartilhar o Evangelho Pelas Mídias Sociais</a></li>



<li><a href="https://maisfe.org/profetas/lideres-compartilham-experiencias-redes-sociais/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Líderes da Igreja compartilham experiências pessoais sobre o imenso amor de Deus</a></li>
</ul>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Conta aqui pra gente como o Mais Fé já te ajudou em todos esses anos &#x1f447;" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/nbxZf4_-t4M?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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			</item>
		<item>
		<title>É possível progredir de um reino de glória para outro depois desta vida?</title>
		<link>https://maisfe.org/perguntas-e-respostas/progressao-reinos-de-gloria/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Verusca Capistrano]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Aug 2026 21:55:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Perguntas e Respostas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Igreja tem posição oficial sobre progressão entre reinos de glória? Veja o que escrituras e líderes já disseram sobre o tema.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">É uma das perguntas mais debatidas, e menos respondidas oficialmente, entre os Santos dos Últimos Dias: depois de sermos designados para um dos reinos de glória, é possível progredir para um reino superior? A Igreja não tem uma posição oficial sobre isso, o que deixa espaço para interpretações bem diferentes entre os próprios membros e líderes ao longo da história. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Vamos reunir o que as escrituras e os líderes já disseram sobre o tema, e também o que, até hoje, permanece em aberto.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Os três reinos de glória</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A base de toda essa discussão está em <a href="https://www.churchofjesuschrist.org/study/scriptures/dc-testament/dc/76?lang=por">Doutrina e Convênios 76</a>, a visão em que Joseph Smith e Sidney Rigdon descreveram três reinos de glória que aguardam a maioria das pessoas depois da ressurreição: o celestial, o terrestre e o telestial. Cada um deles é descrito como uma glória real e distinta, nenhum dos três é tratado como um castigo ou punição; são graus diferentes de recompensa, de acordo com o tipo de vida e os convênios vividos por cada pessoa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mesmo capítulo também descreve algo interessante: aqueles que herdam o reino telestial são &#8220;ministrados&#8221; por servos designados para isso (<a href="https://www.churchofjesuschrist.org/study/scriptures/dc-testament/dc/76?lang=por&amp;id=p86-p88#p86">D&amp;C 76:86–88</a>), e o reino terrestre recebe ministração de quem está no reino celestial (<a href="https://www.churchofjesuschrist.org/study/scriptures/dc-testament/dc/76?lang=por&amp;id=p81#p81">D&amp;C 76:81</a>). É justamente esse detalhe que alimenta boa parte do debate: se a ministração entre reinos continua depois da ressurreição, ela teria algum propósito além de uma simples visita social?</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="948" height="542" src="https://files.mormonsud.net/wp-content/uploads/2026/07/Perdoar-1.jpg" alt="progressão entre reinos de glória" class="wp-image-163575"/></figure>



<h2 class="wp-block-heading">O que a Igreja diz oficialmente</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta curta é: não há uma declaração oficial e definitiva. A literatura atual da Igreja evita entrar no mérito de progressão entre reinos, preferindo enfatizar que o progresso eterno pleno está reservado a quem alcança a exaltação no reino celestial. Diferentes líderes da Igreja, ao longo do tempo, já se posicionaram de formas distintas sobre o tema, o que por si só é um sinal de que a questão nunca foi resolvida por revelação pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vale lembrar como uma doutrina passa a ser oficialmente reconhecida pela Igreja: segundo a própria Sala de Imprensa, isso exige que a Primeira Presidência e o Quórum dos Doze Apóstolos se aconselhem juntos e cheguem a um consenso, proclamado depois de forma consistente em publicações oficiais, não basta a opinião pessoal de um único líder em um discurso, carta ou diário. Por isso, declarações de líderes do passado sobre esse tema, por mais respeitadas que sejam, devem ser entendidas como reflexões pessoais, e não necessariamente como doutrina estabelecida da Igreja.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O argumento mais firme contra: as &#8220;sete heresias mortais&#8221;</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O posicionamento mais conhecido contra a ideia de progressão entre reinos veio do élder Bruce R. McConkie, do Quórum dos Doze Apóstolos, em um discurso de 1980 na Universidade Brigham Young que ficou conhecido como <a href="https://speeches.byu.edu/talks/bruce-r-mcconkie/seven-deadly-heresies/">&#8220;As Sete Heresias Mortais&#8221;</a>. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Nele, McConkie listou a crença de que existiria progressão de um reino de glória para outro como um dos ensinamentos que considerava incorretos, afirmando: </p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Eles não progridem de um reino para outro, nem um reino inferior chega algum dia aonde um reino superior já esteve. Qualquer progressão eterna que exista acontece dentro de uma mesma esfera.&#8221;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">O discurso gerou bastante repercussão na época, a ponto de sua versão publicada ter sido revisada após conversas com a Primeira Presidência. Até hoje, ele costuma ser citado como o principal contraponto a quem defende a possibilidade de progressão.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="948" height="542" src="https://files.mormonsud.net/wp-content/uploads/2025/11/Regressao-espiritual.jpg" alt="progressão entre reinos de glória" class="wp-image-156320" srcset="https://files.mormonsud.net/wp-content/uploads/2025/11/Regressao-espiritual.jpg 948w, https://files.mormonsud.net/wp-content/uploads/2025/11/Regressao-espiritual-300x172.jpg 300w, https://files.mormonsud.net/wp-content/uploads/2025/11/Regressao-espiritual-768x439.jpg 768w" sizes="(max-width: 948px) 100vw, 948px" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Pistas na direção contrária: o que a punição &#8220;eterna&#8221; realmente significa</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, há quem recorra a <a href="https://www.churchofjesuschrist.org/study/scriptures/dc-testament/dc/19?lang=por&amp;id=p6-p12#p6" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Doutrina e Convênios 19:10-12</a> para argumentar o oposto. Nessa revelação, o Senhor explica que expressões como &#8220;punição eterna&#8221; e &#8220;castigo sem fim&#8221; não significam necessariamente um castigo que nunca termina, mas sim &#8220;a punição de Deus&#8221;, já que &#8220;Eterno&#8221; e &#8220;Sem Fim&#8221; são nomes que descrevem a Ele mesmo, e não necessariamente a duração literal da punição. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Para quem defende a esperança de progressão, essa passagem sugere que os termos mais duros usados nas escrituras sobre julgamento podem ser menos absolutos do que parecem à primeira leitura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro texto citado nesse debate é <a href="https://www.churchofjesuschrist.org/study/scriptures/bofm/alma/12?lang=por&amp;id=p14#p14">Alma 12:14</a>, que descreve a vergonha de quem chega ao juízo final sem ter se arrependido, a ponto de preferir &#8220;que as rochas e as montanhas&#8221; caíssem sobre essa pessoa a enfrentar a presença de Deus naquele estado. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse tipo de linguagem reforça a ideia de que a vergonha e a culpa por pecados não resolvidos, e não necessariamente uma sentença fixa e definitiva logo após a morte, seriam o verdadeiro obstáculo para se sentir em casa na presença de Deus.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Um tema que a Igreja deixou em aberto de propósito</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Vale lembrar que nenhum dos reinos de glória é descrito nas escrituras como um lugar de punição, todos são chamados de reinos de glória, cada um deles descrito como algo além da compreensão humana. Isso torna a pergunta sobre progressão menos sobre &#8220;escapar&#8221; de um reino inferior, e mais sobre entender até onde vai o alcance da Expiação de Jesus Cristo e da justiça de Deus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim como acontece com outros temas ainda não totalmente esclarecidos por revelação, a orientação mais comum entre os líderes da Igreja tem sido a de não tirar conclusões definitivas. O próprio presidente Dallin H. Oaks reconheceu isso de forma direta no discurso <a href="https://www.churchofjesuschrist.org/study/general-conference/2023/10/17oaks?lang=por">&#8220;Reinos de Glória&#8221;</a>, na conferência geral de outubro de 2023: </p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Há muito que não sabemos sobre os três maiores períodos do plano de salvação e sua relação uns com os outros: (1) o mundo espiritual pré-mortal, (2) a mortalidade e (3) a próxima vida. Entretanto, sabemos estas verdades eternas: “A salvação é um assunto individual, mas a exaltação é um assunto de família”.&#8221; </p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Ou seja: não usar a esperança de uma segunda chance depois desta vida como motivo para adiar decisões espirituais importantes no presente. Como ensinam as <a href="https://www.churchofjesuschrist.org/study/scriptures/pgp/a-of-f/1?lang=por&amp;id=p9#p9">Regras de Fé</a>, a Igreja &#8220;Cremos em tudo o que Deus revelou, em tudo o que Ele revela agora, e cremos que Ele ainda revelará muitas coisas grandiosas e importantes relativas ao Reino de Deus.&#8221;, e esse parece ser exatamente um desses temas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Veja também</h2>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://maisfe.org/para-refletir/graus-dentro-do-reino-celestial/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Existem múltiplos graus dentro dos Reinos Celestial, Terrestre e Telestial?</a></li>



<li><a href="https://maisfe.org/perguntas-e-respostas/os-tres-graus-de-gloria/">O que os primeiros cristãos ensinaram sobre os três graus de glória?</a></li>



<li><a href="https://maisfe.org/jesus-cristo/inferno-o-que-o-evangelho-de-jesus-cristo-ensina/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Existe um inferno? O que o evangelho de Jesus Cristo ensina sobre isso</a></li>
</ul>



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<iframe title="Hino 1044: Cristo a todos ministrou - Com Letra | Hinos SUD" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/yXVqfFQ7uzM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>
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			</item>
		<item>
		<title>Perguntas e Respostas: Jesus teve filhos?</title>
		<link>https://maisfe.org/perguntas-e-respostas/jesus-teve-filhos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Equipe Mais Fé]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Aug 2026 18:28:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Perguntas e Respostas]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus Cristo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Afinal, Jesus teve filhos? Entenda o que as escrituras revelam e qual é a posição da Igreja sobre essa pergunta tão comum entre os fiéis.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">Pergunta</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Recentemente, estava estudando sobre matrimônio e sobre ter filhos e acabei ficando com uma dúvida. Se Jesus é nosso exemplo em todas as coisas, isso significa que Ele também se casou e teve filhos, assim como somos aconselhados a fazer?</p>



<h2 class="wp-block-heading">Resposta</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Obrigada por sua pergunta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas escrituras, não encontramos nada muito claro sobre essa informação e também não há nenhuma declaração oficial da Igreja sobre o assunto. O que encontramos são algumas suposições entre membros da Igreja envolvendo até alguns líderes gerais e apóstolos do passado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se Cristo foi casado ou não, se teve filhos ou não, é algo que ainda não nos foi revelado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E embora não seja uma doutrina tão importante assim para nossa salvação, conseguimos entender algumas coisas baseadas no fato de que Cristo deixou um exemplo perfeito enquanto esteve na Terra.</p>



<figure class="wp-block-image"><img loading="lazy" decoding="async" width="948" height="542" src="https://files.mormonsud.net/wp-content/uploads/2021/06/jesus-chamando-apostolos.jpg" alt="Jesus teve filhos" class="wp-image-62891"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Por exemplo, em <a href="https://www.churchofjesuschrist.org/study/scriptures/dc-testament/dc/88?lang=por" target="_blank" rel="noopener">Doutrina de Convênios 88:6</a> lemos:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Aquele que subiu ao alto, como também desceu abaixo de todas as coisas, no sentido de que compreendeu todas as coisas, para que fosse em tudo e através de todas as coisas, a luz da verdade;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Cristo compreendeu todas as coisas quando veio para a Terra, Ele sentiu tudo o que nós já sentimos ou vamos sentir. Isso é um fato que a só foi possível por meio da Expiação do Salvador, mas, podemos também interpretar o versículo 6 de maneira literal &#8211; no sentido de que Cristo vivenciou tudo o que foi necessário para que Ele fosse nossa luz e nosso exemplo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É só uma especulação, pois, novamente, não temos uma posição oficial da Igreja sobre o assunto, nem as escrituras são suficientemente claras a respeito disso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao refletirmos sobre essa dúvida, percebemos que o mais importante não é saber se Jesus teve filhos, mas compreender o que Ele ensinou sobre amor, família e obediência a Deus. Seu exemplo perfeito nos convida a seguir os princípios do evangelho, fortalecer nossos lares e buscar revelação pessoal. Assim, encontramos paz e propósito em nossa jornada de fé.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Veja também</strong></h2>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://maisfe.org/jesus-cristo/uma-carta-de-jesus-cristo-para-curar-um-coracao-ferido/" target="_blank" rel="noopener">Uma carta de Jesus Cristo para curar um coração ferido</a></li>



<li><a href="https://maisfe.org/jesus-cristo/como-aprender-sobre-jesus-cristo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Por que e como aprender sobre Jesus Cristo?</a></li>



<li><a href="https://maisfe.org/para-refletir/maneira-de-se-conectar-a-cristo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Uma maneira simples de se conectar a Cristo hoje</a></li>
</ul>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Deus e Jesus Cristo SÃO a MESMA PESSOA? - Fé e Crenças" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/UN7goDfiugY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Devo orar pelo alimento quando estou em público?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Inaê Leandro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Aug 2026 21:25:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Perguntas e Respostas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>"Olá. Quando estou em público, às vezes me pergunto se é apropriado orar para agradecer e abençoar alimento." Leia sobre!</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">Pergunta:</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Olá. Quando estou em público, às vezes me pergunto se é apropriado orar para agradecer e abençoar alimento.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><b>Resposta:</b></h2>



<p class="wp-block-paragraph"><span style="font-weight: 400;">A oração antes das refeições expressa nossa gratidão pelo alimento que iremos comer. Expressa também nosso pedido de que aquela refeição nos faça bem.</span></p>



<p class="wp-block-paragraph"><span style="font-weight: 400;">Quando oramos antes das refeições l</span>evamo-nos a<span style="font-weight: 400;"> uma profunda reflexão do quão abençoados somos por mais uma vez, termos algo para comer. E inclusive, essa reflexão gera em nós uma ação de não desperdício.</span></p>



<p class="wp-block-paragraph"><span style="font-weight: 400;">Quando estamos em casa, em família, nossas orações são normalmente feitas com um tom alto para que todos os presentes possam ouvir e participar.</span></p>



<p class="wp-block-paragraph"><span style="font-weight: 400;">Por outro lado, quando estamos em público nem sempre isso é possível ou até mesmo </span>pode se<span style="font-weight: 400;"> adequar.</span></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" width="948" height="542" src="https://files.mormonsud.net/wp-content/uploads/2019/11/people-sitting-at-the-table-3215526.jpg" alt="orar pelo alimento, é uma forma de agradecer ao Senhor" class="wp-image-42172" srcset="https://files.mormonsud.net/wp-content/uploads/2019/11/people-sitting-at-the-table-3215526.jpg 948w, https://files.mormonsud.net/wp-content/uploads/2019/11/people-sitting-at-the-table-3215526-300x172.jpg 300w, https://files.mormonsud.net/wp-content/uploads/2019/11/people-sitting-at-the-table-3215526-768x439.jpg 768w" sizes="(max-width: 948px) 100vw, 948px" /><figcaption class="wp-element-caption">Imagem: Pexels</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Como orar pelo alimento</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><span style="font-weight: 400;">Mais importante que o tom de voz que usamos durante <a href="https://www.churchofjesuschrist.org/topics/prayer?lang=por" target="_blank" rel="noreferrer noopener">nossas orações</a>, é o que dizemos durante elas.</span></p>



<p class="wp-block-paragraph"><span style="font-weight: 400;">Quando estivermos em público pode ser mais conveniente pedir licença para os presentes, fechar os olhos, abaixar a cabeça e em pensamento proferir uma oração.</span></p>



<p class="wp-block-paragraph"><span style="font-weight: 400;">Não perca, no entanto, a oportunidade de ensinar esse princípio quando estiver com outras pessoas.</span></p>



<p class="wp-block-paragraph"><span style="font-weight: 400;">No mês passado, fui fazer um curso fora de minha cidade e ninguém ali me conhecia. Então, na hora do almoço, estava com um grupo de 6 pessoas, quando pedi a eles um momento, pois ia fazer uma oração para abençoar o alimento&#8230; Uma das pessoas presentes pediu que eu fizesse uma oração para abençoar a refeição de todos e com o consentimento do grupo assim fiz.</span></p>



<p class="wp-block-paragraph"><span style="font-weight: 400;">Depois da oração, o almoço t</span>eve <span style="font-weight: 400;">boas conversas sobre religião e uma ótima oportunidade de compartilhar o Evangelho surgiu!</span></p>



<p class="wp-block-paragraph"><span style="font-weight: 400;">Essa foi uma ocasião excepcional, mas não ter vergonha de dizer em que acreditamos é essencial.</span></p>



<p class="wp-block-paragraph"><span style="font-weight: 400;">Não importa se sua oração é em voz alta ou no silêncio de seu coração, o Senhor está atento a todos os detalhes e sempre disposto a nos ouvir.</span></p>



<h2 class="wp-block-heading">Veja também</h2>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://maisfe.org/para-refletir/perguntas-e-respostas-tudo-bem-ir-acampar-com-alguem-que-estou-namorando/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Perguntas e Respostas: Tudo bem ir acampar com alguém que estou namorando?</a></li>



<li><a href="https://maisfe.org/vida-santos-dos-ultimos-dias/o-que-os-mormons-podem-comer/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">O que os santos dos últimos dias podem comer?</a></li>



<li><a href="https://maisfe.org/para-refletir/fazer-oracao-antes-de-comer/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Por que sempre tenho que fazer oração antes de comer?</a></li>
</ul>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Receitas culinárias Conferência Geral #food #gospel #jesus #religion #masterchef" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/ADTjnTjTVg8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Perguntas e respostas sobre a restrição do sacerdócio para os santos negros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Equipe Mais Fé]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 19:05:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Perguntas e Respostas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://maisfe.org/?p=164156</guid>

					<description><![CDATA[<p>Por que a Igreja restringiu o sacerdócio a homens negros por mais de um século? Entenda a história, do início em 1852 até o fim em 1978.</p>
<p>The post <a href="https://maisfe.org/perguntas-e-respostas/perguntas-e-respostas-sobre-a-restricao-do-sacerdocio-para-os-santos-negros/">Perguntas e respostas sobre a restrição do sacerdócio para os santos negros</a> appeared first on <a href="https://maisfe.org">maisfe.org</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Por mais de um século, a Igreja negou aos homens de ascendência africana a ordenação ao sacerdócio, e a homens e mulheres negros, a participação na investidura e no selamento do templo. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi uma das restrições mais duradouras, e mais dolorosas, de toda a história da Igreja, sustentada por gerações de líderes antes de ser revogada, em 1978, por meio de uma revelação ao presidente Spencer W. Kimball.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É também um dos capítulos que mais geram dúvida entre os membros hoje: por que a restrição existiu, se ela foi doutrina ou apenas prática administrativa, o que a Igreja pensava sobre isso enquanto durou, como e por que ela finalmente terminou, e o que a Igreja diz sobre tudo isso agora. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Reunimos aqui as perguntas mais comuns sobre o tema, com respostas baseadas no texto oficial da Igreja sobre o assunto, na <a href="https://www.churchofjesuschrist.org/study/scriptures/dc-testament/od/2?lang=por" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Declaração Oficial 2</a> e em registros históricos documentados.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que foi, exatamente, essa restrição?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Da década de 1850 até junho de 1978, a Igreja não ordenava ao sacerdócio homens com ascendência africana, nem permitia que homens ou mulheres negras participassem da investidura do templo ou de ordenanças de selamento. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso não valia para todo o mundo da mesma forma: a Igreja sempre permitiu que homens de origem polinésia recebessem o sacerdócio, e alguns grupos, como os fijianos negros, foram expressamente excluídos da restrição ainda antes de 1978. O rigor com que a regra era aplicada também variou bastante ao longo do tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vale notar que nos primeiros anos da Igreja, na década de 1830, pelo menos dois homens negros, Elijah Abel e Q. Walker Lewis, foram ordenados ao sacerdócio, e não há registros confiáveis de que alguém tenha sido impedido de recebê-lo por causa da raça enquanto Joseph Smith foi o profeta.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="948" height="542" src="https://files.mormonsud.net/wp-content/uploads/2018/10/brigham-young-32.jpg" alt="Centro de Conferências" class="wp-image-32036" srcset="https://files.mormonsud.net/wp-content/uploads/2018/10/brigham-young-32.jpg 948w, https://files.mormonsud.net/wp-content/uploads/2018/10/brigham-young-32-300x172.jpg 300w, https://files.mormonsud.net/wp-content/uploads/2018/10/brigham-young-32-768x439.jpg 768w" sizes="(max-width: 948px) 100vw, 948px" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading">De onde veio essa restrição?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Ela começou oficialmente em 1852, quando o presidente Brigham Young anunciou, em discursos à legislatura territorial de Utah, que homens afrodescendentes não seriam mais ordenados ao sacerdócio. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O anúncio aconteceu num contexto em que colonos vindos do sul dos Estados Unidos, alguns deles convertidos que haviam trazido pessoas escravizadas para Utah, discutiam o status legal da escravidão no território, e em meio a uma cultura racial americana desigual, décadas antes do fim da escravidão e mais de um século antes do fim da segregação legal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na mesma ocasião, Brigham Young declarou que um dia os membros negros da Igreja teriam &#8220;todos os privilégios e muito mais&#8221; do que os demais membros desfrutavam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os registros da própria Igreja não trazem uma explicação clara e definitiva sobre a origem exata dessa decisão.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Era doutrina ou apenas uma prática administrativa?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Depende de quem e quando você pergunta. Durante boa parte do século 20, líderes da Igreja se referiram à restrição como &#8220;doutrina&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas em março de 1954, o presidente David O. McKay teria dito, em uma conversa registrada por um professor da Universidade de Utah, que a restrição &#8220;não é uma questão de doutrina. É simplesmente uma prática&#8221;, embora, na mesma conversa, ele também tenha mencionado um &#8220;precedente nas escrituras&#8221; para a regra e afirmado que só uma revelação poderia mudá-la. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Já em 1973, o então presidente Spencer W. Kimball declarou: &#8220;Estamos sob os desígnios de nosso Pai Celestial, e isso não é política minha nem da Igreja.&#8221;</p>



<h2 class="wp-block-heading">De onde veio a ideia de que espíritos &#8220;menos valorosos&#8221; nasceram em corpos negros?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Essa teoria, de que, numa guerra pré-mortal contra Lúcifer, alguns espíritos teriam sido &#8220;menos valorosos&#8221; e por isso nasceriam com restrições na mortalidade, nunca foi publicada em um manual oficial nem ensinada em conferência geral, mas circulou de forma privada entre líderes da Igreja por décadas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela aparece, por exemplo, em correspondências particulares da Primeira Presidência em 1947, e o apóstolo Bruce R. McConkie a registrou por escrito em 1958, no livro <em>Mormon Doctrine</em>, afirmando que pessoas &#8220;menos valorosas na pré-existência&#8221; teriam nascido como &#8220;os negros&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda assim, em 1961, o presidente McKay anotou em seu diário que o &#8220;único motivo&#8221; para a restrição estava no Livro de Abraão, não nessa teoria. Mesmo assim, a ideia dos &#8220;espíritos menos valorosos&#8221; continuou aparecendo em declarações de alguns apóstolos e, de forma mais genérica, em um <a href="https://www.fairlatterdaysaints.org/answers/First_Presidency_statements_about_the_priesthood_ban" target="_blank" rel="noreferrer noopener">comunicado</a> da Primeira Presidência de 1969.</p>



<h2 class="wp-block-heading">As explicações dadas ao longo do tempo são doutrina da Igreja hoje?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Não. Além da teoria dos &#8220;espíritos menos valorosos&#8221;, outra explicação comum ao longo da história foi a de que a pele escura seria a marca de uma maldição bíblica ligada a Caim. Nenhuma dessas teorias é aceita hoje como doutrina oficial. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Em dezembro de 2013, a própria Igreja publicou um <a href="https://www.churchofjesuschrist.org/study/manual/gospel-topics-essays/race-and-the-priesthood?lang=por" target="_blank" rel="noreferrer noopener">posicionamento oficial</a> rejeitando essas ideias: o texto afirma que a Igreja &#8220;rejeita as teorias do passado de que a pele escura seja um sinal de desagrado divino ou de maldição, ou que ela reflita as ações de uma vida pré-mortal; que casamentos interraciais sejam um pecado; ou que os negros ou as pessoas de qualquer outra raça ou origem étnica sejam, de alguma maneira, inferiores a qualquer outra pessoa&#8221;, acrescentando que os líderes da Igreja hoje &#8220;inequivocamente condenam todo racismo, passado e presente, sob qualquer forma&#8221;.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A Igreja já deu uma explicação oficial para o motivo da restrição?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Não completamente. A Igreja nunca publicou uma declaração oficial explicando, de forma definitiva, por que a restrição foi implantada. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O único pronunciamento público sobre o assunto antes de 1978 veio em 1969, e mesmo assim sem entrar em detalhes. Dizia apenas que a prática remontava a &#8220;um plano que se estende até o estado pré-existente do homem&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O comunicado de 2013 rejeita as antigas teorias usadas para justificar a restrição, mas também não apresenta uma explicação oficial alternativa para sua origem.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A Igreja do século 20 foi racista?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Sim. Durante boa parte do século 20, vários líderes da Igreja expressaram ideias racistas e sustentaram práticas discriminatórias, em especial em relação a pessoas de ascendência africana. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse é um ponto reconhecido inclusive pela historiografia mais recente sobre o tema, e é parte do motivo pelo qual a Igreja, em 2013, sentiu necessidade de rejeitar publicamente as antigas teorias que tentavam justificar a restrição.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="948" height="542" src="https://files.mormonsud.net/wp-content/uploads/2022/07/sacerdocio.jpg" alt="" class="wp-image-123028"/></figure>



<h2 class="wp-block-heading">A Igreja era mais racista do que a sociedade americana da época?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Provavelmente não. Em 1966, o sociólogo Armand L. Mauss conduziu uma pesquisa sobre atitudes &#8220;antinegro&#8221; entre santos dos últimos dias e concluiu que, apesar de algumas diferenças pontuais, não havia &#8220;diferenças sistemáticas nas atitudes raciais seculares entre mórmons e não mórmons, ou entre mórmons ortodoxos e não ortodoxos&#8221;. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Em outras palavras, os membros da Igreja pareciam refletir, não necessariamente superar, o racismo comum na sociedade americana daquele período.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A Igreja chegou a segregar congregações?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Não como política oficial. Não existia uma regra de segregar alas ou ramos por raça, mas há pelo menos um caso documentado de uma família negra em Ohio que foi orientada, por líderes locais, a não frequentar as reuniões da congregação. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Também ficou registrado que o élder Stephen L. Richards teria dito a um membro negro que, se os santos negros &#8220;não quisessem se misturar&#8221; com os demais, a Igreja construiria &#8220;uma igreja só deles&#8221;, numa referência ao modelo já usado, na época, para congregações de fala hispânica.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A Igreja defendia oficialmente a segregação fora do contexto religioso?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Não. Em 1969, o único pronunciamento oficial da Igreja sobre o tema afirmou: &#8220;Cada cidadão deve ter oportunidades iguais e proteção legal em relação aos direitos civis [&#8230;] Não temos congregações racialmente segregadas.&#8221; </p>



<p class="wp-block-paragraph">Dito isso, líderes e membros individuais às vezes se manifestavam a favor da segregação em outros contextos, e, como em muitos outros estados americanos, a segregação em moradia e espaços públicos persistiu em Utah até meados da década de 1960.</p>



<h2 class="wp-block-heading">É verdade que havia segregação de sangue de doadores negros no Hospital da Igreja?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Sim, até o início dos anos 1950. Essa era, na época, a prática padrão da Cruz Vermelha americana e de outros hospitais dos Estados Unidos, mesmo sem qualquer base médica reconhecida para a distinção. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O Hospital seguia essa mesma prática, possivelmente por preocupação de que uma transfusão de sangue de um doador negro pudesse, segundo a lógica da época, tornar o receptor inelegível para o sacerdócio.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Havia uma política de não pregar o evangelho a pessoas negras?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Não havia uma política oficial, válida para toda a Igreja, de não ensinar o evangelho a pessoas negras, mas, na prática, líderes frequentemente desencorajavam, e às vezes chegavam a proibir, esforços missionários voltados especificamente a populações negras em certas regiões.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Outras universidades boicotaram times esportivos da BYU por causa da restrição?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Sim. Em abril de 1968, atletas negros da Universidade do Texas em El Paso foram os primeiros de vários times a pedir boicote a jogos contra a BYU. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Em resposta, a universidade publicou, numa reunião da Western Athletic Conference em novembro de 1969, uma declaração afirmando que não havia política de discriminação racial na instituição.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Algo mudou por causa dos protestos contra a BYU em 1968–69?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Sim. A liderança da BYU revisou e publicou sua posição sobre minorias e direitos civis, a Universidade do Arizona divulgou o resultado de uma investigação sobre racismo na BYU (concluindo que a instituição não era &#8220;mais racista do que qualquer outra universidade&#8221;), e o órgão federal de direitos civis dos Estados Unidos revisou e confirmou que a BYU estava em conformidade com a Lei de Direitos Civis de 1964.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A Igreja fez alguma declaração sobre legislação de direitos civis?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Sim. Em 15 de dezembro de 1969, Hugh B. Brown e N. Eldon Tanner, primeiro e segundo conselheiros na Primeira Presidência, assinaram um comunicado apoiando a plena garantia de direitos civis para todos os cidadãos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O presidente David O. McKay não assinou o documento, mas não por discordância: na época, sua saúde já era frágil, e os demais líderes haviam decidido que ele seria dispensado de assinar toda a correspondência oficial da Primeira Presidência.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A Igreja chegou a dizer, em 1969, que a restrição seria suspensa em breve?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o jornal <em>The Salt Lake Tribune</em>, em 25 de dezembro de 1969 Hugh B. Brown declarou que a restrição do sacerdócio &#8220;vai mudar num futuro não muito distante&#8221;. Ele não voltou a comentar o assunto publicamente antes da morte do presidente McKay, em janeiro de 1970.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="948" height="542" src="https://files.mormonsud.net/wp-content/uploads/2019/03/presidente-spencer-w.-kimball.png" alt="" class="wp-image-36321" srcset="https://files.mormonsud.net/wp-content/uploads/2019/03/presidente-spencer-w.-kimball.png 948w, https://files.mormonsud.net/wp-content/uploads/2019/03/presidente-spencer-w.-kimball-300x172.png 300w, https://files.mormonsud.net/wp-content/uploads/2019/03/presidente-spencer-w.-kimball-768x439.png 768w" sizes="(max-width: 948px) 100vw, 948px" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading">O presidente Kimball deu algum sinal, logo que assumiu, de que a restrição seria suspensa?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Pouco depois de se tornar presidente da Igreja, em dezembro de 1973, Spencer W. Kimball disse ter dedicado &#8220;muita reflexão e oração&#8221; ao tema, mas que &#8220;o dia pode chegar em que [os homens negros] recebam o sacerdócio, mas esse dia ainda não chegou. Se chegar, será por meio de revelação.&#8221;</p>



<h2 class="wp-block-heading">Por que a revelação não veio antes?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Não se sabe ao certo. O próprio presidente Kimball reconheceu que a questão já havia sido levada a presidentes anteriores da Igreja repetidas vezes, mas nunca apontou um motivo específico para a demora, apenas que ela precisava vir no tempo do Senhor, &#8220;e não antes&#8221;.</p>



<h2 class="wp-block-heading">É verdade que presidentes anteriores oraram sobre o assunto e receberam a resposta &#8220;ainda não&#8221;?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Sim, segundo diversos relatos de segunda mão, não há registros em primeira pessoa, exceto os do próprio presidente Kimball.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presidente David O. McKay teria buscado orientação sobre o tema em várias ocasiões ao longo de seu ministério, nas décadas de 1950 e 1960, e teria dito a mais de uma pessoa próxima que a resposta recebida era sempre &#8220;ainda não&#8221; ou algo equivalente a &#8220;deixe o assunto de lado por enquanto&#8221;. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Já o presidente Harold B. Lee teria passado três dias e três noites em jejum na sala superior do templo, no início dos anos 1970, recebendo a mesma resposta. O próprio Kimball chegou a comentar que já orava sobre o tema havia cerca de 15 anos antes de receber a revelação, em 1978.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A pressão externa influenciou a decisão de 1978?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Provavelmente foi um fator, entre outros. No fim dos anos 1960 e em 1970, algumas universidades boicotaram equipes esportivas da BYU por causa da restrição, e a Receita Federal americana chegou a anunciar que revogaria a isenção fiscal de escolas particulares com políticas raciais discriminatórias. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda assim, segundo o historiador Edward Kimball, filho do próprio presidente Spencer W. Kimball, em um <a href="https://byustudies.byu.edu/article/spencer-w-kimball-and-the-revelation-on-priesthood">artigo </a>publicado na revista acadêmica BYU Studies, em 1978 &#8220;a pressão externa estava no nível mais baixo em anos&#8221;. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os relatos dos apóstolos presentes na oração de junho de 1978 descrevem a decisão como uma resposta espiritual direta, não como reação a protestos daquele momento específico.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A construção do templo em São Paulo influenciou a decisão?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Provavelmente também foi um fator. O Brasil era conhecido como uma espécie de &#8220;democracia racial&#8221;, com milhões de descendentes de africanos escravizados que tiveram filhos com colonizadores europeus, o que tornava, segundo um dos conselheiros da Primeira Presidência da época, &#8220;muito difícil, quando não impossível&#8221;, determinar a ascendência genealógica exata de cada membro brasileiro. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando o Templo de São Paulo foi anunciado, em 1975, líderes da Igreja passaram a conhecer de perto membros negros e de ascendência mista que haviam contribuído com tempo e recursos para a construção de um templo que, pelas regras da época, talvez não pudessem frequentar.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="948" height="542" src="https://files.mormonsud.net/wp-content/uploads/2008/01/Presidente-Hinckley-sozinho-na-conferencia.png" alt="" class="wp-image-156399"/></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Como e quando a restrição terminou, de fato?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em junho de 1978, depois de muitas horas de oração na sala superior do Templo de Salt Lake, o presidente Spencer W. Kimball, seus conselheiros na Primeira Presidência e os membros do Quórum dos Doze Apóstolos relataram ter recebido uma revelação confirmando que havia chegado o momento de estender o sacerdócio e as bênçãos do templo a todos os membros dignos, independentemente da raça. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O anúncio foi feito publicamente em 8 de junho de 1978 e sustentado por toda a Igreja reunida em conferência geral em 30 de setembro daquele ano, hoje é parte das escrituras, registrado como <a href="https://www.churchofjesuschrist.org/study/scriptures/dc-testament/od/2?lang=por">Declaração Oficial 2</a>, no final de Doutrina e Convênios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gordon B. Hinckley, que na época era membro do Quórum dos Doze e estava na sala durante a revelação, <a href="https://www.churchofjesuschrist.org/study/ensign/1988/10/priesthood-restoration?lang=eng" target="_blank" rel="noreferrer noopener">descreveu</a> o momento assim: &#8220;Havia uma atmosfera reverente e sagrada no aposento. Para mim, era como se tivesse surgido uma conexão direta entre o trono celestial e o profeta de Deus que estava ajoelhado e suplicava ao lado dos apóstolos. [&#8230;] Nenhum dos presentes naquela ocasião foi o mesmo depois. Nem a Igreja foi a mesma.&#8221;</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como os outros apóstolos descreveram esse momento?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">De forma semelhante: todos os relatos disponíveis dos que estavam na sala falam de uma experiência espiritual forte e compartilhada, não de uma decisão administrativa. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O presidente Kimball descreveu &#8220;um sentimento avassalador ali, uma onda de unidade como nunca tínhamos tido antes&#8221;. Ezra Taft Benson falou do &#8220;mais doce espírito de unidade e convicção&#8221; que já havia sentido. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Bruce R. McConkie disse que &#8220;o Espírito do Senhor repousou poderosamente sobre todos nós&#8221; durante a oração. Segundo ele, o Senhor quis que houvesse várias testemunhas independentes daquele momento, capazes de atestar, cada uma por si, que aquilo havia realmente acontecido, e é por isso que praticamente todos os presentes relataram sensações parecidas de unidade e confirmação espiritual, de forma independente uns dos outros.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Alguém se opôs à decisão de 1978?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Sim, embora a reação entre os membros tenha sido, de forma geral, muito positiva. O presidente Kimball recebeu cerca de 30 cartas de reclamação, a maioria, segundo relatos, de pessoas que não pertenciam à Igreja, algumas chamando-o de &#8220;traidor da própria raça&#8221;. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Um grupo polígamo dissidente, a Apostolic United Brethren, publicou uma nota condenando a decisão. Mas esses foram casos isolados: a resposta predominante, dentro da Igreja, foi de alívio e alegria.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quando os primeiros santos negros voltaram a receber o sacerdócio?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">As ordenações começaram quase imediatamente depois do anúncio, em 8 de junho de 1978. Joseph Freeman Jr. é reconhecido como o primeiro homem negro a receber o Sacerdócio de Melquisedeque nos tempos modernos, e Ruffin Bridgeforth, um dos fundadores do Grupo Gênesis, pode ter sido o primeiro a ser ordenado sumo sacerdote. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Relatos da época descrevem reações emocionadas entre os santos negros; um morador de Salt Lake City, membro da Igreja desde 1956, resumiu o sentimento em uma frase simples: &#8220;Eu gritei de alegria.&#8221;</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que a maioria dos santos dos últimos dias pensa sobre a restrição hoje?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Há pouco dado disponível sobre isso, mas uma pesquisa de 2016 indicou que 4 em cada 5 membros da Igreja acreditavam que a restrição havia sido inspirada por Deus, ou seja, que fazia parte do plano do Senhor para aquele período, mesmo sem uma explicação oficial e definitiva sobre o motivo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que é o Grupo Gênesis?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">É um grupo de apoio oficial da Igreja voltado a membros negros, criado em 19 de outubro de 1971, ainda antes do fim da restrição, a pedido de três santos negros: Ruffin Bridgeforth, Darius Gray e Eugene Orr. O grupo continua se reunindo até hoje.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="948" height="542" src="https://files.mormonsud.net/wp-content/uploads/2026/01/Varios-batismos.jpg" alt="" class="wp-image-158849" srcset="https://files.mormonsud.net/wp-content/uploads/2026/01/Varios-batismos.jpg 948w, https://files.mormonsud.net/wp-content/uploads/2026/01/Varios-batismos-300x172.jpg 300w, https://files.mormonsud.net/wp-content/uploads/2026/01/Varios-batismos-768x439.jpg 768w" sizes="(max-width: 948px) 100vw, 948px" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading">O que a Igreja diz sobre isso atualmente?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A posição oficial da Igreja é a de que o evangelho de Jesus Cristo é para toda a família humana, sem distinção de raça. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O Livro de Mórmon ensina que &#8220;[o Senhor] não repudia quem quer que o procure, negro e branco, escravo e livre, homem e mulher; [&#8230;] todos são iguais perante Deus&#8221; (<a href="https://www.churchofjesuschrist.org/study/scriptures/bofm/2-ne/26?lang=por&amp;id=p33#p33">2 Néfi 26:33</a>). Desde 1978, o número de membros da Igreja de ascendência africana só cresceu, hoje soma centenas de milhares de pessoas ao redor do mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: <a href="https://mormonr.org/qnas/LAIKTb/black_saints_and_the_priesthood_1895_1978" target="_blank" rel="noreferrer noopener">mormonr</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Veja também</h2>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://maisfe.org/para-refletir/raca-sacerdocio-contexto-historico-igreja/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Raça e o sacerdócio: entendendo o contexto histórico da Igreja</a></li>



<li><a href="https://maisfe.org/para-refletir/a-doutrina-de-cristo-nao-e-racista/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">A doutrina de Cristo não tem racismo</a></li>



<li><a href="https://maisfe.org/perguntas-e-respostas/livro-de-mormon-racismo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Perguntas e respostas: o Livro de Mórmon é racista?</a></li>
</ul>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Ivete Sangalo e Coro do Tabernáculo: “Sou um Filho de Deus” | Ao Vivo em São Paulo" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/aCVz3pUirWw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>&#8220;Ele nunca me deixa ver a senha do celular&#8221;: Privacidade ou segredo?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Verusca Capistrano]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2026 20:17:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Perguntas e Respostas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ela compartilha tudo com o marido, menos ele a senha do celular. Um terapeuta explica o que isso pode significar para o casamento.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">Pergunta</h2>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Sou recém-casada e tenho um marido maravilhoso. Tivemos um relacionamento à distância por dois anos antes de nos casarmos. Estamos casados ​​há apenas três meses e não temos filhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O único problema que tenho com ele é que eu sempre me abro com ele, mas ele não se abre comigo. Quero passar para ele minhas senhas do Facebook e do e-mail, mas ele não quer saber delas. Já ofereci a senha do meu celular, mas ele não tem interesse. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Não sei a senha do celular dele porque ele nunca a forneceu e, sempre que a digita, faz isso de forma discreta. Ele é muito reservado em relação ao celular. Quando está trocando mensagens, toma muito cuidado para que eu não leia o conteúdo. Não gosto disso, pois me faz sentir distante dele; eu quero me sentir próxima dele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fora isso, somos muito francos um com o outro e nos sentimos à vontade para compartilhar qualquer coisa. Não sei se é normal ou aceitável que um marido não queira que a esposa saiba a senha do seu celular. O que devo fazer?&#8221;</p>



<h2 class="wp-block-heading">Resposta</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Esse tipo de situação tem se tornado cada vez mais um desafio nos relacionamentos, já que hoje nossa vida acontece tanto no mundo real quanto no digital. Saber que existe abertura e acesso em ambos os espaços pode trazer mais segurança ao casamento. Algumas pessoas podem dizer que isso é apenas insegurança, como se fosse algo imaturo. </p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, é compreensível que você esteja se sentindo insegura em seu casamento recente, pois, de certa forma, seu marido está dizendo que existe uma parte da vida dele à qual você não é bem-vinda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Jason e Kelli Krafsky, autores de <em>Facebook and Your Marriage</em>, fazem a seguinte recomendação: “Compartilhem seus nomes de usuário e senhas um com o outro. A transparência é fundamental para garantir a confiança em um relacionamento sério. Compartilhar informações de acesso promove responsabilidade e segurança emocional para ambos.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Élder Richard G. Scott deu um <a href="https://www.churchofjesuschrist.org/study/general-conference/2000/04/the-sanctity-of-womanhood?lang=por" target="_blank" rel="noreferrer noopener">conselho</a> semelhante ao dizer: </p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O marido não pode ter segredos que esconde de sua esposa. A confiança em dividir tudo sobre a vida pessoal é uma forte proteção espiritual&#8221;. </p>
</blockquote>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="948" height="542" src="https://files.mormonsud.net/wp-content/uploads/2026/02/infidelidade.jpg" alt="" class="wp-image-159957"/></figure>



<h2 class="wp-block-heading">&#8220;Privacidade não é o mesmo que segredo&#8221;</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo que seu marido tenha bons motivos para não mostrar suas mensagens de texto ou permitir que você mexa no celular dele, simplesmente excluir você dessa parte da vida dele, sem qualquer explicação, só aumentará seus receios. </p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante que vocês reservem um tempo para entender por que ambos têm sentimentos tão fortes sobre esse assunto. Assim como você precisa ouvir os motivos dele, ele também precisa entender como você se sente ao ser mantida de fora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Unir duas vidas no casamento não é algo que acontece automaticamente no momento do “sim”. Construir uma vida em comum a partir de duas pessoas com histórias, tendências, personalidades, necessidades e preferências diferentes é um processo que dura a vida inteira e exige muita paciência, humildade, gentileza e confiança. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Você acabou de se deparar com uma das primeiras de muitas descobertas do casamento: seu marido é diferente de você e nem sempre enxergará as coisas da mesma maneira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Você pode exigir que ele entregue as senhas, e talvez ele até concorde. Mas isso provavelmente não resolverá seus medos nem fará com que você se sinta realmente mais segura. Minha impressão é que ele tem motivos importantes para querer manter o celular como um espaço privado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, em vez de começar com exigências, procure dar a ele o benefício da dúvida e converse sobre essa necessidade de privacidade no mundo digital. Talvez nem ele compreenda completamente por que se sente assim, mas conversar sobre o assunto pode ajudar vocês dois a entender melhor as reações e necessidades de cada um.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como construir um casamento saudável?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Casamentos saudáveis são construídos sobre a segurança de saber que nosso cônjuge está acessível e responde às nossas necessidades emocionais. Ter abertura para participar da vida um do outro traz mais segurança, mesmo que isso não signifique saber absolutamente tudo o que o outro lê, escreve ou diz. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Na verdade, quanto mais você for excluída da vida de seu marido, maior poderá ser sua necessidade de saber o que está acontecendo, justamente para ter certeza de que está segura no relacionamento. Espera-se que ele consiga perceber que, quanto mais abertura você tiver para conhecer o mundo dele, menor será sua necessidade de acompanhar tudo o que ele faz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao conversarem, talvez você descubra que os motivos dele para desejar privacidade fazem sentido e, assim, seja mais fácil oferecer o espaço que ele procura. Isso se torna possível porque, ao explicar seus sentimentos e motivações, ele estará permitindo que você conheça melhor seu mundo interior, e isso pode trazer a segurança de saber que vocês continuam emocionalmente conectados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Você provavelmente não está interessada em ler cada mensagem de texto ou cada e-mail no celular dele. O que você realmente precisa é saber que ele está aberto e disponível para você, mesmo que também precise de algum espaço pessoal. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Se ele continuar impedindo qualquer aproximação e se recusar a conversar sobre o assunto, recomendo que vocês busquem ajuda para o casamento enquanto ele ainda está no início, evitando que padrões de insegurança e desconfiança se estabeleçam a longo prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: <a href="https://latterdaysaintmag.com/your-hardest-family-question-my-husband-wont-give-me-his-phone-password-2/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Meridian Magazine</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Veja também</h2>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://maisfe.org/familia/casamento-tecnologia-e-infidelidade-emocional/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Casamento, tecnologia e infidelidade emocional</a></li>



<li><a href="https://maisfe.org/para-refletir/traicao-emocional-sem-contato-fisico/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Infidelidade moderna: é possível ser infiel sem tocar em outra pessoa?</a></li>



<li><a href="https://maisfe.org/familia/infidelidade-financeira-pode-destruir-seu-relacionamento/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Como a “infidelidade financeira” pode destruir seu relacionamento</a></li>
</ul>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Como é um casamento centralizado em Jesus?  #jesus #cristao" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/K9qdi66BNO0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Por que a Bíblia conta a mesma história duas vezes?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Verusca Capistrano]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 22:16:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Perguntas e Respostas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Reis e Crônicas narram os mesmos eventos de formas diferentes. Entenda por que a Bíblia repete a história, e o que isso revela sobre Deus.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Ao ler o Velho Testamento, Crônicas pode deixar alguns leitores confusos, já que repete boa parte do material de <a href="https://www.churchofjesuschrist.org/study/scriptures/ot/1-sam?lang=por" target="_blank" rel="noreferrer noopener">1</a> e <a href="https://www.churchofjesuschrist.org/study/scriptures/ot/2-sam?lang=por" target="_blank" rel="noreferrer noopener">2 Samuel</a> e de <a href="https://www.churchofjesuschrist.org/study/scriptures/ot/1-kgs?lang=por" target="_blank" rel="noreferrer noopener">1</a> e <a href="https://www.churchofjesuschrist.org/study/scriptures/ot/2-kgs?lang=por" target="_blank" rel="noreferrer noopener">2 Reis</a>. Diante dessas repetições, alguns leitores podem se perguntar por que Crônicas sequer está na Bíblia. Uma explicação para a presença de Crônicas na Bíblia é que o livro parece oferecer uma perspectiva ligeiramente diferente sobre a história de Israel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No século VI a.C., os exércitos de Nabucodonosor destruíram Jerusalém e seu templo, matando e deportando milhares de pessoas. Diante dessa tragédia, os judaítas se esforçaram para explicar como algo assim poderia ter acontecido, e é possível encontrar duas perspectivas diferentes no Velho Testamento. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A pergunta ampla que os livros de <a href="https://www.churchofjesuschrist.org/study/scriptures/ot/josh/1?lang=por" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Josué</a> a <a href="https://www.churchofjesuschrist.org/study/scriptures/ot/2-kgs?lang=por" target="_blank" rel="noreferrer noopener">2 Reis</a>, muitas vezes chamados de História Deuteronomista, parecem abordar é: &#8220;Por que Deus deixou nossa nação ser destruída e nosso templo ser queimado?&#8221; A resposta dada é, em grande parte, política e moral: porque os reis e o povo repetidamente quebraram seu convênio com Deus. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Em contraste, a pergunta que Crônicas parece abordar é: &#8220;Ainda somos o povo de Deus, e o convênio ainda está de pé?&#8221; O Cronista escreve para dar esperança, para criar uma identidade baseada na adoração e nos ideais do reino, e para legitimar o templo recém-reconstruído.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="948" height="542" src="https://files.mormonsud.net/wp-content/uploads/2022/08/Josue.jpg" alt="história repetida na Bíblia" class="wp-image-123297"/></figure>



<h2 class="wp-block-heading">A visão de Josué a 2 Reis: bênção e maldição</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Josué a 2 Reis explica boa parte da história de Judá afirmando que Judá será abençoado se obedecer a Deus, e amaldiçoado se não obedecer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A História Deuteronomista às vezes toma essa ideia, de que Judá será abençoado pela retidão e amaldiçoado pela iniquidade, e a aplica à questão de saber se o povo sairá vitorioso contra os invasores. Gideão, por exemplo, obedeceu a Deus ao destruir os altares de Baal, e por isso teve sucesso numa guerra contra os midianitas (<a href="https://www.churchofjesuschrist.org/study/scriptures/ot/judg/6?lang=por&amp;id=p4-p5#p4" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Juízes 6:4–5</a>, <a href="https://www.churchofjesuschrist.org/study/scriptures/ot/judg/6?lang=por&amp;id=p25-p26#p25" target="_blank" rel="noreferrer noopener">25–26</a>). Assim, a retidão leva ao sucesso contra os inimigos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, para o Deuteronomista, o oposto também é verdadeiro: a punição vem da desobediência, mesmo que essa punição demore a chegar. <a href="https://www.churchofjesuschrist.org/study/scriptures/ot/2-kgs/23?lang=por&amp;id=p26#p26" target="_blank" rel="noreferrer noopener">2 Reis 23:26</a> afirma que Jerusalém foi destruída porque &#8220;o Senhor não se demoveu do ardor da sua grande ira, com que ardia a sua ira contra Judá, por todas as provocações com que Manassés o tinha provocado.&#8221; </p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse versículo pode parecer estranho à primeira vista, porque Manassés já estava morto havia muito tempo quando Jerusalém foi destruída, e o rei que reinou pouco antes da destruição de Jerusalém, o rei Josias, havia guardado os mandamentos (<a href="https://www.churchofjesuschrist.org/study/scriptures/ot/2-kgs/23?lang=por" target="_blank" rel="noreferrer noopener">2 Reis 23:25</a>). </p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, a História Deuteronomista sugere que Deus permitiu que Jerusalém fosse destruída porque o rei Manassés foi tão perverso que nem mesmo a retidão do rei Josias conseguiu compensar isso, a punição precisava, eventualmente, chegar, mesmo que demorasse.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A visão de Crônicas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O Cronista oferece uma perspectiva ligeiramente diferente sobre o evento. Tanto Crônicas quanto a História Deuteronomista concordam, de modo geral, quanto à questão das bênçãos pela retidão e das punições pela iniquidade, mas Crônicas nuança a compreensão deuteronomista sobre o momento em que esses eventos acontecem.</p>



<p class="wp-block-paragraph"> Provavelmente por causa da vantagem que vem com o tempo, já que os estudiosos acreditam que Crônicas foi escrito muitas décadas depois de Reis, as recompensas e punições geralmente não demoram em Crônicas, e as pessoas costumam ser punidas por seus pecados ou recompensadas por sua retidão de forma imediata.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um bom exemplo disso é a forma como o Cronista descreve a morte de Josias. <a href="https://www.churchofjesuschrist.org/study/scriptures/ot/2-chr/35?lang=por&amp;id=p21-p24#p21" target="_blank" rel="noreferrer noopener">2 Crônicas 35:21–24</a> registra que Josias foi lutar contra o rei do Egito em Megido, apesar de ter sido avisado por Deus para não intervir. Como Josias ignorou Deus, os egípcios o mataram. Assim, a retidão é punida e a iniquidade é recompensada em tempo hábil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso leva à resposta do Cronista sobre por que Jerusalém foi destruída: o povo, na época da destruição de Jerusalém, era perverso, a tal ponto que:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Também todos os chefes dos sacerdotes e o povo aumentavam cada vez mais as transgressões, segundo todas as abominações dos gentios; e contaminaram a casa do Senhor, que ele tinha santificado em Jerusalém. [&#8230;] Porém zombaram dos mensageiros de Deus, e desprezaram as suas palavras, e mofaram dos seus profetas, até que o furor do Senhor tanto subiu contra o seu povo que mais nenhum remédio houve. Porque fez subir contra eles o rei dos caldeus, o qual matou os seus rapazes à espada, na casa do seu santuário.&#8221; (<a href="https://www.churchofjesuschrist.org/study/scriptures/ot/2-chr/36?lang=por&amp;id=p14-p17#p14" target="_blank" rel="noreferrer noopener">2 Crônicas 36:14–17</a>)</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o Cronista, Deus puniu os habitantes perversos de Jerusalém por seus pecados ao não protegê-los dos babilônios.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="948" height="542" src="https://files.mormonsud.net/wp-content/uploads/2022/07/jerusalem.jpg" alt="" class="wp-image-123051"/></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Juntando as Duas Perspectivas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Quando as perspectivas do Historiador Deuteronomista e do Cronista são consideradas em conjunto, surge um novo quadro. A punição adiada, retratada pelo autor da História Deuteronomista, pode parecer estranha à primeira vista. </p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, quem já testemunhou o impacto negativo das más decisões das pessoas ao longo de várias gerações sabe que, às vezes, as pessoas sofrem por causa dos pecados de seus antepassados, e, nesse sentido, a perspectiva do Historiador Deuteronomista é útil. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Se lida à luz de Crônicas, é possível que o rei Manassés tenha criado, na sociedade, condições que as gerações futuras não conseguiram superar, levando o povo a continuar pecando, até sua destruição final.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A perspectiva do Cronista, de que as pessoas são punidas por seus pecados e abençoadas por sua retidão,  é semelhante ao que se encontra no Livro de Mórmon, que afirma que Jerusalém foi destruída &#8220;por causa da iniquidade do povo&#8221; (<a href="https://www.churchofjesuschrist.org/study/scriptures/bofm/1-ne/3?lang=por&amp;id=p17#p17">1 Néfi 3:17</a>). </p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, a visão do Cronista, de que as pessoas são sempre, de forma óbvia, punidas por seus pecados e sempre, de forma óbvia, abençoadas por sua retidão, também exige matização. Às vezes, as bênçãos pela retidão e as punições pelo pecado acontecem de formas muito mais complexas do que o Cronista sugere. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Por exemplo, o Livro de Mórmon retrata um cativeiro adiado de todo o povo sob o perverso rei Noé. O cativeiro deles veio numa época em que já haviam, em grande parte, se arrependido e estavam sendo liderados por um rei justo, Límhi, e um sacerdote justo, Alma. Mas a iniquidade anterior deles os havia condenado, de forma inescapável, à escravidão, segundo as palavras de Abinádi. Felizmente, o cativeiro deles não foi permanente, assim como também não foi o de Israel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tanto Reis quanto Crônicas são necessários para formar uma visão mais matizada da história de Israel e da destruição de Jerusalém. Às vezes as pessoas são punidas pela iniquidade ou abençoadas pela retidão imediatamente, mas às vezes não. </p>



<p class="wp-block-paragraph">As pessoas não são punidas pelos pecados de outras, ainda que os pecados de outras pessoas possam causar coisas terríveis na vida das pessoas. Ler Reis e Crônicas em conjunto permite que os leitores da Bíblia compreendam a complexidade da história de Israel e relacionem esses eventos históricos com suas próprias vidas hoje.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: <a href="https://scripturecentral.org/knowhy/why-is-chronicles-in-the-bible?searchId=6eaf2627d467d42c429b50c9629e3d5667395974cf8b2790895e828bdf829ffa-en" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Scripture Central</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Veja também</h2>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://maisfe.org/para-refletir/fontes-alem-da-biblia-fe/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Como as fontes além da Bíblia podem fortalecer a nossa fé?</a></li>



<li><a href="https://maisfe.org/livro-de-mormon/livro-de-mormon-nao-acrescentar-nada-a-biblia-apocalipse/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">O Livro de Mórmon contradiz a Bíblia? Entenda o que Apocalipse 22 realmente ensina</a></li>



<li><a href="https://maisfe.org/para-refletir/por-que-elias-se-parece-com-moises/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">O que Elias tem em comum com Moisés?</a></li>
</ul>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="O Que o Livro de Mórmon Diz Sobre o Nascimento de Cristo?" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/BTv3yk71j_g?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Por que Leí, da tribo de Manassés, vivia na capital de Judá?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Verusca Capistrano]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 19:48:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Perguntas e Respostas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Leí era da tribo de Manassés, mas vivia em Jerusalém. 2 Crônicas 15 revela por quê — e a ligação surpreendente com o Livro de Mórmon.</p>
<p>The post <a href="https://maisfe.org/perguntas-e-respostas/lei-tribo-de-manasses-jerusalem-2-cronicas/">Por que Leí, da tribo de Manassés, vivia na capital de Judá?</a> appeared first on <a href="https://maisfe.org">maisfe.org</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um homem chamado Leí sai de casa, em Jerusalém, para viver &#8220;em uma tenda&#8221; no deserto (<a href="https://www.churchofjesuschrist.org/study/scriptures/bofm/1-ne/2?lang=por&amp;id=p15#p15">1 Néfi 2:15</a>). É uma das primeiras cenas do Livro de Mórmon, e a maioria dos leitores passa direto por ela sem se fazer uma pergunta simples: por que um descendente de Manassés, uma tribo do <em>Reino do Norte</em>, Israel, estava morando na capital do <em>Reino do Sul</em>, Judá, um lugar que não era, a rigor, o território da sua própria tribo?</p>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta não está em Néfi. Está escondida três séculos antes da família de Leí deixar Jerusalém em <a href="https://www.churchofjesuschrist.org/study/scriptures/ot/2-chr/14?lang=por" target="_blank" rel="noreferrer noopener">2 Crônicas 14–20</a>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Duas nações que já foram uma só</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Depois da morte de Salomão, o reino unido de Israel se rachou em dois (<a href="https://www.churchofjesuschrist.org/study/scriptures/ot/1-kgs/12?lang=por">1 Reis 12</a>). No norte, ficaram dez tribos, incluindo Efraim e Manassés, os dois filhos de José, abençoados por Jacó em <a href="https://www.churchofjesuschrist.org/study/scriptures/ot/gen/48?lang=por">Gênesis 48</a> e <a href="https://www.churchofjesuschrist.org/study/scriptures/ot/gen/49?lang=por">49</a> para &#8220;crescerem em multidão no meio da terra&#8221;. No sul, restaram principalmente Judá e Benjamim, com Jerusalém como capital.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por quase dois séculos, essas duas nações irmãs viveram separadas, às vezes em guerra entre si. E é exatamente nesse pano de fundo político que <a href="https://www.churchofjesuschrist.org/study/scriptures/ot/2-chr/14?lang=por">2 Crônicas 14–20</a> se passa: os reinados de Asa e de seu filho Josafá, reis de Judá que tentaram, cada um a seu modo, reconduzir o povo de volta à aliança com o Senhor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É no meio do reinado de Asa que aparece o versículo-chave. Depois que o profeta Azarias exorta o rei a se firmar no Senhor, Asa remove os ídolos do reino e reúne o povo em Jerusalém para renovar a aliança. E então o texto registra algo que parece um detalhe administrativo, mas não é:</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;E ajuntou a todo o Judá e Benjamim, e com eles os estrangeiros de Efraim, e de Manassés, e de Simeão; porque a ele se passaram muitos de Israel, vendo que o Senhor seu Deus era com ele&#8221; (<a href="https://www.churchofjesuschrist.org/study/scriptures/ot/2-chr/15?lang=por&amp;id=p9#p9">2 Crônicas 15:9</a>).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em outras palavras: quando as pessoas do Reino do Norte viram que Deus estava abençoando Judá sob Asa, elas começaram a migrar para o sul. Um segundo movimento migratório, ainda maior, aconteceria décadas mais tarde, quando a Assíria destruiu o Reino do Norte por completo, em 722 a.C., espalhando ou absorvendo as chamadas &#8220;dez tribos perdidas&#8221;, mas empurrando também um contingente significativo de refugiados para dentro das fronteiras de Judá.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os manuais de apoio ao estudo das escrituras publicados pela Igreja tratam esse detalhe como algo mais do que curiosidade histórica. Segundo o <a href="https://www.churchofjesuschrist.org/study/manual/scripture-helps-old-testament/28-2-chronicles-14-20-26-30?lang=por" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Auxílios de Estudo: Velho Testamento</a>, </p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">&#8220;(&#8230;) durante o reinado do rei Asa, muitas pessoas das tribos do norte se mudaram para Judá quando viram que o Senhor estava com Asa e seu povo. Outra migração em grande escala ocorreu depois que a Assíria conquistou o reino do norte em 722 a.C. Como resultado, uma grande população de pessoas das tribos do norte residia no reino do sul. O profeta Leí, do Livro de Mórmon, membro da tribo de Manassés, tinha antepassados das tribos do norte que em algum momento se mudaram para o reino do sul.&#8221;.</p>
</blockquote>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="948" height="542" src="https://files.mormonsud.net/wp-content/uploads/2025/10/Lei-e-Saria.jpg" alt="Leí observa a Liahona em uma época de muitos profetas." class="wp-image-155867"/><figcaption class="wp-element-caption">Leí e a Liahona, por Joseph Brickey. Imagem: A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Leí, um &#8220;manassita&#8221; na cidade errada, ou não?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">É aqui que a peça se encaixa. O Livro de Mórmon afirma explicitamente que Leí era descendente de Manassés (<a href="https://www.churchofjesuschrist.org/study/scriptures/bofm/alma/10?lang=por&amp;id=p3#p3">Alma 10:3</a>) e que sua família &#8220;habitara em Jerusalém em todos os seus dias&#8221; (<a href="https://www.churchofjesuschrist.org/study/scriptures/bofm/1-ne/1?lang=por&amp;id=p4#p4">1 Néfi 1:4</a>). À primeira vista, isso soa estranho: por que um manassita nasceria e cresceria fora do território histórico da sua própria tribo?</p>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta que os manuais oficiais da Igreja apontam é justamente essa onda de migração descrita em 2 Crônicas 15, e reforçada mais tarde, em <a href="https://www.churchofjesuschrist.org/study/scriptures/ot/2-chr/30?lang=por">2 Crônicas 30</a>, quando o rei Ezequias convida os remanescentes das tribos do norte a subirem a Jerusalém para celebrar a Páscoa. Gerações antes de Leí nascer, seus antepassados manassitas deixaram o Reino do Norte e se estabeleceram em Judá, tornando-se, na prática, cidadãos de Jerusalém, sem deixar de carregar sua identidade tribal original.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso também explica outro detalhe do início do Livro de Mórmon que costuma passar despercebido: Ismael, cuja família se junta à de Leí no deserto, era da tribo de Efraim, a tribo &#8220;irmã&#8221; de Manassés, já que ambas descendem de José. O <a href="https://www.churchofjesuschrist.org/study/manual/book-of-mormon-student-manual/chapter-3-1-nephi-6-11?lang=por" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Livro de Mórmon — Manual do Aluno</a> registra um ensinamento do élder Erastus Snow, do Quórum dos Doze Apóstolos, sobre esse ponto:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">&#8220;(&#8230;) quando estudou os registros de seus antepassados escritos nas placas de latão, Leí ficou sabendo que era da linhagem de Manassés (&#8230;) mas que Ismael era da linhagem de Efraim e que seus filhos se casaram com as filhas de Leí, e os filhos de Leí casaram-se com as filhas de Ismael, cumprindo assim as palavras ditas por Jacó com referência a Efraim e Manassés no&nbsp;<a href="https://www.churchofjesuschrist.org/study/scriptures/ot/gen/48?lang=por&amp;id=p16#p16">capítulo 48 de Gênesis</a>.&#8221;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Ou seja: dois descendentes de José, Efraim e Manassés, separados havia séculos das terras do norte, se reencontram no deserto da Arábia e seguem juntos para o continente americano, onde &#8220;crescem em multidão&#8221;, exatamente como Jacó havia profetizado. É a mesma bênção patriarcal do livro de Gênesis se cumprindo, em duas famílias que ninguém em Jerusalém, em 600 a.C., associaria a uma promessa feita mil anos antes.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Por que isso importa além da curiosidade histórica</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Esse fio de continuidade entre 2 Crônicas e o Livro de Mórmon não é um detalhe genealógico qualquer. Ele mostra algo que as escrituras repetem sob formas diferentes: Deus preserva, através de movimentos históricos que parecem puramente políticos, guerras, invasões, migrações forçadas, as linhas de uma promessa que só faz sentido gerações depois. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Ninguém em Judá, vendo refugiados manassitas chegando após a queda do Reino do Norte, imaginaria que dentro daquela leva estava a futura família de um profeta que levaria as escrituras para outro continente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa mesma ideia é o centro do que o presidente Russell M. Nelson tem ensinado sobre a coligação de Israel nos dias de hoje. Em um <a href="https://www.churchofjesuschrist.org/study/broadcasts/worldwide-devotional-for-young-adults/2018/06/hope-of-israel?lang=por" target="_blank" rel="noreferrer noopener">discurso</a> dirigido à juventude da Igreja, ele declarou: </p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O Senhor está apressando Sua obra para coligar Israel. Essa coligação é a coisa mais importante que está acontecendo na Terra hoje em dia. Nada se compara em grandeza, em importância e em majestade. E se vocês escolherem, se desejarem, podem ser parte essencial dela. Vocês podem fazer parte de algo grande, importante e majestoso!&#8221;.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">O padrão de 2 Crônicas 15 e 30, pessoas espalhadas sendo reunidas, tribos separadas se reencontrando, uma promessa antiga sendo cumprida através de eventos que pareciam apenas história política,  é o mesmo padrão que a Igreja ensina estar em curso hoje, por meio do trabalho missionário, da história familiar e das ordenanças do templo.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" src="https://files.mormonsud.net/wp-content/uploads/2019/08/ben%C3%A7%C3%A3o-patriarcal.jpg" alt="" class="wp-image-39679"/></figure>



<h2 class="wp-block-heading">O que isso pode significar para você</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Quando você lê sua própria bênção patriarcal, ou pesquisa sua genealogia, está participando do mesmo tipo de história que começou, com os decendentes de Manassés cruzando a fronteira para Judá porque &#8220;viram que o Senhor era com Asa&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Você provavelmente não vai ver o resultado completo dessa continuidade na sua própria vida, assim como ninguém em Jerusalém, no tempo de Asa, poderia prever que aquele movimento migratório desembocaria, séculos depois, num profeta chamado Leí. Mas o padrão das escrituras sugere que os detalhes que parecem irrelevantes hoje, uma mudança de cidade, uma decisão de fé, um nome de tribo quase esquecido, costumam ser exatamente onde Deus está trabalhando.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Da próxima vez que ler <a href="https://www.churchofjesuschrist.org/study/scriptures/ot/2-chr/15?lang=por&amp;id=p9#p9" target="_blank" rel="noreferrer noopener">2 Crônicas 15:9</a> ou o começo de <a href="https://www.churchofjesuschrist.org/study/scriptures/bofm/1-ne?lang=por" target="_blank" rel="noreferrer noopener">1 Néfi</a>, vale a pena lembrar desse detalhe. Ele é um lembrete de que a mão do Senhor frequentemente se move por trás de eventos que, no momento em que acontecem, parecem apenas notícias de política regional, e não o início de uma das histórias mais importantes já contadas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Veja também</h2>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://maisfe.org/para-refletir/fontes-alem-da-biblia-fe/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Como as fontes além da Bíblia podem fortalecer a nossa fé?</a></li>



<li><a href="https://maisfe.org/livro-de-mormon/livro-de-mormon-nao-acrescentar-nada-a-biblia-apocalipse/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">O Livro de Mórmon contradiz a Bíblia? Entenda o que Apocalipse 22 realmente ensina</a></li>



<li><a href="https://maisfe.org/para-refletir/como-recebemos-as-orientacoes-dos-profetas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Como recebemos as orientações dos profetas?</a></li>
</ul>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Coro do Tabernáculo: Trabalhemos Hoje (Em Português) | Ao Vivo em São Paulo" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/hLl7PLZ7G0o?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>
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			</item>
		<item>
		<title>O que fazer quando não aprovamos o casamento dos nosso filhos?</title>
		<link>https://maisfe.org/perguntas-e-respostas/pais-desaprovam-casamento/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Verusca Capistrano]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 18:53:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Perguntas e Respostas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um terapeuta explica como os pais podem lidar quando desaprovam o noivo da filha sem comprometer o relacionamento familiar.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">Pergunta</h2>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Nossa filha namorou esse rapaz por uns dois anos, e nós tínhamos grandes preocupações em relação a ele. Ela ainda estava no ensino médio na época, e ele era alguns anos mais velho. Isso foi uma grande fonte de conflito entre ela e nós durante os últimos dois anos do ensino médio dela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nunca foi segredo para ele que nós desaprovávamos e não concordávamos que ela deveria estar com ele. Agora eles estão noivos, e ele vai fazer parte da nossa família. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda desaprovamos, mas o problema principal agora é que nossa filha não quer que a gente se envolva nos preparativos do casamento. Ela nos diz que, como não fomos apoiadores, imaginou que não iríamos querer ajudar. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Sentimos que ela está nos punindo. Estamos preocupados não só com o casamento, mas com como conviver com o fato de que ele agora faz parte da nossa família.&#8221;</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="948" height="542" src="https://files.mormonsud.net/wp-content/uploads/2023/02/mae-e-filha.jpg" alt="" class="wp-image-126532"/></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Resposta</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Eu entendo perfeitamente sua dificuldade com sua filha durante o ensino médio, mas agora que ela está por conta própria, formando a própria família, a última coisa de que ela precisa é da sua opinião. Ela já sabe exatamente como vocês se sentem em relação ao noivo, então insistir nesse ponto só vai aumentar o rancor e a distância entre vocês.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O casamento já é difícil o bastante sem a desaprovação constante dos sogros. A melhor coisa que vocês podem fazer é aceitar que os dias de administrar a vida da sua filha terminaram, e que chegou a hora de aprender a construir um relacionamento com ela e com o futuro marido dela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Só porque vocês não aprovaram ele quando sua filha ainda estava no ensino médio, isso não significa que não possam aprender a aceitá-lo agora que ele vai fazer parte da família. Não estou sugerindo que essa será uma transição fácil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vocês podem sentir ressentimento e frustração porque eles não respeitaram sua orientação quando ela ainda morava em casa, na adolescência. Talvez vocês não queiram dar a eles a satisfação de saber que, um dia, poderiam aceitar essa união.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por favor, pensem aonde essa postura teimosa em relação a esse relacionamento vai levar vocês. Vocês querem estar certos, ou querem ter um relacionamento com eles e com os futuros filhos deles?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vocês podem até considerar sentar com o casal e contar sobre essa transição pela qual estão passando. Deixem claro que reconhecem o quanto esse relacionamento foi difícil para vocês como pais, mas que agora entendem que os dois precisam de apoio, não de mais orientação parental. Mostrem a eles que têm uma rede de apoio para ajudá-los a construir um futuro sólido juntos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se eles não derem certo um para o outro e tiverem um casamento difícil, vocês ainda podem amar e apoiar sua filha enquanto ela aprende essas lições difíceis. Nosso papel como pais não é proteger nossos filhos de todas as decisões ruins que tomam. É deixar claro que eles têm amor e apoio para correr riscos e aprender com os próprios erros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sua filha não seguiu as regras e os conselhos de vocês quando adolescente, e agora vocês se preocupam com o futuro dela. Mas vocês não podem continuar mantendo-a refém das atitudes imaturas e desrespeitosas que ela teve naquela fase. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Se houver consequências reais chegando por causa da rebeldia dela, tudo que vocês precisam fazer é deixar claro que ela é importante para vocês, e que reconhecem que ela está vivendo a vida do jeito que ela escolheu. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Vocês já fizeram a parte de vocês ao ensiná-la. Agora, tudo o que podem fazer é confiar que as lições aprendidas em casa vão apoiá-la nesta próxima fase da vida dela. Vocês podem ser o único apoio que ela tem agora, ou vai ter no futuro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Élder Jeffrey R. Holland<a href="https://speeches.byu.edu/talks/jeffrey-r-holland/robe-ring-fatted-calf/"><em> ensinou</em></a><em> o seguinte:</em></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Quando um nadador cansado e machucado luta bravamente para voltar à praia, depois de enfrentar ventos fortes e ondas violentas que talvez nunca devesse ter enfrentado, aqueles de nós que tiveram melhor discernimento, ou talvez apenas mais sorte, não devem remar até ele para golpeá-lo com os remos e empurrar sua cabeça de volta para baixo da água. Não é para isso que os barcos foram feitos. Mas, às vezes, é exatamente isso que fazemos uns com os outros.&#8221;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Continuem se posicionando para poder estar presentes por ela, não importa o resultado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: <a href="https://latterdaysaintmag.com/your-hardest-family-question-my-daughter-is-marrying-a-guy-we-dont-like-2/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Meridian Magazine</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Veja também</h2>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://maisfe.org/familia/quando-os-pais-tomam-decisoes-diferentes-do-que-nos-ensinaram/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Quando os pais tomam decisões diferentes do que nos ensinaram</a></li>



<li><a href="https://maisfe.org/perguntas-e-respostas/perguntas-e-respostas-meus-filhos-se-afastaram-da-igreja/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Perguntas e respostas: Meus filhos se afastaram da Igreja. E agora?</a></li>



<li><a href="https://maisfe.org/familia/maneiras-de-curar-relacionamentos-familiares-jesus/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">4 maneiras de curar relacionamentos familiares por meio do Salvador</a></li>
</ul>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Hino: “Vinde a Mim”, diz Jesus - Com Letra | Hinos SUD" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/_e5WSG57jhA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Perguntas e respostas: Por que as mulheres não dão bênçãos cura?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Verusca Capistrano]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 18:17:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Perguntas e Respostas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por quase um século, mulheres deram bênçãos de cura na Igreja. Entenda, com base em documentos históricos, o que mudou, e por quê.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Por quase cem anos, mulheres da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias podiam dar bênçãos de cura, com óleo consagrado e imposição de mãos. Hoje, essas bênçãos são dadas exclusivamente por portadores ordenados do sacerdócio. O que aconteceu no meio do caminho?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa é a pergunta que me levou a um <a href="https://tinyurl.com/mt6mecms" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estudo</a> de 85 páginas escrito pelo historiador Jonathan Stapley em coautoria com Kristine Wright, chamado &#8220;Female Ritual Healing in Mormonism&#8221; (&#8220;Cura Ritual Feminina no Mormonismo&#8221;), publicado no <em>Journal of Mormon History</em>. O que encontrei ali muda a forma como enxergo essa história.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como tudo começou</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A cura ritual feminina na Igreja remonta a Kirtland, Ohio, ainda na década de 1830. Em 1838, quando Wilford Woodruff ficou doente, foi sua esposa quem lhe deu uma bênção. Já em 1837, bênçãos patriarcais chegaram a instruir mulheres especificamente a administrar aos enfermos pela imposição de mãos, e elas o faziam. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Era uma parte normal da cultura dos santos dos últimos dias: nem as mulheres, nem muitas vezes os próprios homens, invocavam autoridade do sacerdócio ao abençoar. Homens abençoavam mulheres, mulheres abençoavam homens, pais abençoavam filhos. Bastava ter fé em Cristo para participar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 28 de abril de 1842, Joseph Smith fez um discurso histórico à Sociedade de Socorro em Nauvoo sobre a prática de mulheres imporem as mãos sobre os enfermos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a ata da reunião, registrada por Eliza R. Snow e preservada no <a href="https://www.josephsmithpapers.org/paper-summary/discourse-28-april-1842/2">Joseph Smith Papers</a>, projeto oficial que reúne os documentos históricos do profeta, ele afirmou que não haveria mal algum nisso, contanto que Deus desse Sua aprovação por meio da cura, e que não haveria mais pecado em uma mulher impor as mãos sobre um enfermo do que em molhar seu rosto com água. Bastava ter fé, disse ele, tanto de quem abençoava quanto de quem era abençoado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa cultura de cura feminina só se fortaleceu quando os santos se mudaram para o oeste, rumo a Utah. Tanto homens quanto mulheres eram amplamente reconhecidos na Igreja como curadores. Mulheres em Utah chegavam até a lavar, ungir e abençoar outras mulheres grávidas antes do parto, uma prática que se tornou extremamente comum e era endossada pela liderança da Igreja.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="948" height="542" src="https://files.mormonsud.net/wp-content/uploads/2018/10/brigham-young-32.jpg" alt="Imagem de Brigham Young, um dos presidentes da Igreja que manteve as mulheres dando bênçãos cura." class="wp-image-32036" srcset="https://files.mormonsud.net/wp-content/uploads/2018/10/brigham-young-32.jpg 948w, https://files.mormonsud.net/wp-content/uploads/2018/10/brigham-young-32-300x172.jpg 300w, https://files.mormonsud.net/wp-content/uploads/2018/10/brigham-young-32-768x439.jpg 768w" sizes="(max-width: 948px) 100vw, 948px" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Os profetas seguintes também apoiavam</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Seria de se imaginar que Brigham Young, sucessor de Joseph Smith, tivesse posto um freio nessa prática. Não foi o caso, ele a incentivou em diversas ocasiões. Em 1869, ele ensinou às mulheres, segundo registro publicado no <em>Journal of Discourses</em> e discutido em um <a href="https://www.dialoguejournal.com/articles/the-imperfect-science-brigham-young-on-medical-doctors/">artigo</a> sobre a relação de Brigham Young com a medicina, que era privilégio delas repreenderem a doença sem precisar chamar os élderes, e que era privilégio de uma mãe ter fé e administrar ao próprio filho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já em 1880, o sucessor de Brigham Young, John Taylor, enviou uma carta reafirmando novamente o papel das mulheres em administrar aos enfermos. Ou seja: Joseph Smith aprovava, Brigham Young aprovava, John Taylor aprovava, e Wilford Woodruff também aprovava. Ficava cada vez mais claro que essa era uma prática de longa data, amplamente disseminada e endossada pelos líderes.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Então, o que mudou?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Não existiu uma única revelação marcante que provocou uma mudança repentina de política. A realidade é que uma combinação de diferentes fatores foi, aos poucos, corroendo essa prática ao longo do tempo. Quatro desses fatores se destacam.</p>



<h3 class="wp-block-heading">1. Mudança de linguagem</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1900, a presidência da Sociedade de Socorro escreveu à Primeira Presidência perguntando se as irmãs tinham o direito de &#8220;selar&#8221; a unção, sem usar nenhuma autoridade, mas em nome de Jesus Cristo, ou se homens portadores do sacerdócio deveriam ser chamados para isso. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta, transmitida pela presidente geral da Sociedade de Socorro, confirmou que as irmãs podiam ungir e selar a unção, mas trouxe uma ressalva: o próprio presidente Joseph F. Smith havia manifestado que, em sua opinião, a palavra &#8220;selar&#8221; não deveria ser usada pelas irmãs, e que a palavra &#8220;confirmar&#8221; poderia substituí-la, usada não de forma autoritativa, mas no espírito de invocação. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Não fica claro, à época, qual era exatamente a diferença entre &#8220;selar&#8221; e &#8220;confirmar&#8221;, mas, na prática, a mudança passou a mensagem de que o ideal era a participação de portadores do sacerdócio nas bênçãos de cura. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A mudança foi controversa: uma proeminente integrante da Sociedade de Socorro chegou a observar que, se as mulheres não pudessem selar, milhares de membros da Igreja estariam vivendo sob um grave engano. Ainda assim, a mudança foi adotada, e a prática das irmãs selando unções foi diminuindo ao longo das duas décadas seguintes.</p>



<h3 class="wp-block-heading">2. O que virou escritura oficial (e o que não virou)</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O discurso fundamental de Joseph Smith de 1842 nunca foi canonizado. Já <a href="https://www.churchofjesuschrist.org/study/scriptures/dc-testament/dc/42?lang=por" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Doutrina e Convênios 42</a>, que enfatiza o chamado aos élderes da Igreja para administrar aos enfermos, assim como Tiago 5 no Novo Testamento, foi. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, em 1903, a Primeira Presidência e o Quórum dos Doze decidiram que a prática ficaria restrita aos élderes, ainda que, em caso de absoluta necessidade, um portador do Sacerdócio Aarônico ou até mesmo um membro leigo pudesse participar, se essa fosse a única opção disponível. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo assim, em 1905 o próprio periódico da Sociedade de Socorro continuava priorizando a bênção aos enfermos, e cópias do discurso de 1842 de Joseph Smith foram publicadas nos periódicos da Sociedade de Socorro de 1913 e 1915.</p>



<h3 class="wp-block-heading">3. Concorrência institucional</h3>



<p class="wp-block-paragraph">No início da Restauração, os santos dos últimos dias eram a única igreja americana com uma cultura institucionalizada de cura ritual, tanto católicos quanto protestantes já haviam abandonado a prática da unção para cura dos enfermos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, no final do século XIX, isso começou a mudar: rituais de unção e cura passaram a se popularizar dentro do protestantismo, especialmente entre os pentecostais. Para reforçar o que tornava a oferta da Igreja única, os líderes passaram a associar cada vez mais a cura à autoridade do sacerdócio. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Um editorial de 1906 do periódico <em>The Elder&#8217;s Journal</em>, por exemplo, afirmava que, embora Deus estivesse disposto a responder às orações fervorosas e fiéis de Seus filhos, a cura pela autoridade do sacerdócio era o caminho marcado pelo Senhor. Mais uma vez, a mensagem transmitida era de que as bênçãos pelo sacerdócio representavam o ideal.</p>



<h3 class="wp-block-heading">4. A prática que ficou de fora das regras escritas</h3>



<p class="wp-block-paragraph">À medida que a Igreja crescia e amadurecia, precisou passar por um processo de formalização e codificação de suas práticas. Mas a codificação da cura ritual feminina praticamente ficou de fora desse processo, tornando-se uma questão de tradição popular, transmitida oralmente, em vez de sobreviver como uma prática formal e institucionalizada, enquanto os líderes trabalhavam para estruturar os deveres dos quóruns do sacerdócio. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, as bênçãos de cura foram se tornando ainda mais exclusivamente ligadas à autoridade do sacerdócio. Contrariando a prática de longa data, o presidente Charles W. Penrose ensinou em uma Conferência Geral de 1921 que as mulheres não deveriam ser separadas para administrar aos enfermos, já que esse papel pertencia aos élderes da Igreja. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Nessa mesma época, as bênçãos de cura feitas por homens e mulheres foram descontinuadas no templo, e a Junta Geral da Sociedade de Socorro determinou que as mulheres deveriam administrar apenas em casos de gestantes, e apenas quando não fosse possível recorrer ao sacerdócio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1946, o quadro havia avançado ainda mais. O apóstolo Joseph Fielding Smith escreveu que, embora as autoridades da Igreja tivessem estabelecido ser permitido, sob certas condições e com a aprovação do sacerdócio, que irmãs lavassem e ungissem outras irmãs, elas sentiam que era muito melhor seguir o plano que o Senhor havia dado e chamar os élderes da Igreja para vir administrar aos doentes e aflitos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa instrução foi enviada aos líderes locais e permaneceu incluída no Manual da Sociedade de Socorro por décadas. Com o tempo, a geração familiarizada com a cura ritual feminina foi falecendo, e a prática foi se apagando junto com ela.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="948" height="542" src="https://files.mormonsud.net/wp-content/uploads/2024/05/mulheres-na-Igreja.jpg" alt="Mulheres da Igreja" class="wp-image-138991"/></figure>



<h2 class="wp-block-heading">O que essa história ensina</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Um <a href="https://tinyurl.com/yc64zkxx">artigo</a> mais recente publicado pela Igreja, sobre &#8220;Serviço e Liderança das Mulheres na Igreja&#8221;, confirma esse histórico: no passado, mulheres davam bênçãos de cura em nome de Jesus Cristo sem invocar autoridade do sacerdócio, uma prática documentada desde os primeiros anos da Igreja. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O historiador Jonathan Stapley também trata do tema com mais profundidade em outro <a href="https://tinyurl.com/4727pcxe" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estudo</a>, &#8220;Pouring in Oil&#8221;: The Development of the Modern Mormon Healing Ritual, publicado pelo Religious Studies Center da BYU.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu sempre pensei que as bênçãos exigissem, por natureza, a autoridade do sacerdócio para funcionar. Mas a nossa própria história sugere outra coisa: parece que dar bênçãos é uma tarefa que foi delegada, ou atribuída, a portadores do sacerdócio. Será que essa atribuição poderia mudar novamente no futuro? </p>



<p class="wp-block-paragraph">Não vejo por que não! Ao mesmo tempo, o fato de algo ter sido feito de forma diferente no passado não significa que a política atual seja errada ou não inspirada. Não sei o que o futuro reserva, mas entender o nosso passado tem me ajudado a fazer muito mais sentido do presente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=i_svj9tGW3M&amp;source_ve_path=MjM4NTE&amp;embeds_referring_euri=https%3A%2F%2Fapp.clickup-embedded-html.com%2F" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Keystone</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Veja também</h2>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://maisfe.org/para-refletir/as-mulheres-e-o-sacerdocio/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Qual o papel das mulheres em relação ao sacerdócio?</a></li>



<li><a href="https://maisfe.org/historia-da-igreja/praticas-descontinuadas-do-templo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">10 práticas descontinuadas do templo que talvez você não conheça</a></li>



<li><a href="https://maisfe.org/para-refletir/10-praticas-descontinuadas-em-conferencias-gerais/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">10 práticas descontinuadas em conferências gerais</a></li>
</ul>



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</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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