Eu estava sentado num avião ao lado de uma psicóloga que estava retornando de uma conferência relacionada ao trabalho dela. “O que você aprendeu?”,  perguntei. “Bem”, ela disse, “pode parecer óbvio, mas aprendemos que países com o maior uso de mídia também são os países com maiores índices de ansiedade, transtornos alimentares e depressão”.

Você ficou surpreso ao ler isto? Parece que existem muitos “modelos perfeitos a serem seguidos no Instagram”, e pouco tempo para encontrar uma cura para o câncer da comparação.

A mídia não tenta apenas vender a mentira de que a aparência é o que mais importa. Ela é vendida com uma mentira mais feia, contudo mais sutil: “a virtude não importa”.

Claro, a mídia não usa todas as letras. Mas quem no mundo usa? Fora de um contexto religioso, quando foi a última vez que ouviu a palavra “virtude”? 1843?

Talvez o mundo esteja cansado da virtude.

Há esta passagem da escritura: “(…) Que tuas entranhas também sejam cheias de caridade para com todos os homens (…) e que a virtude adorne teus pensamentos incessantemente; então tua confiança  se fortalecerá na presença de Deus”. (D&C 121:45). Seguindo a lógica aqui, se nossa confiança estiver fortalecida na presença de Deus, há qualquer mero mortal que possa abalar a nossa confiança?

Esta passagem da escritura nos ajuda a compreender que a virtude (combinada com a caridade, também conhecida como o puro amor de Cristo) é a fórmula para aumentar a confiança. Mas vai além disso. É literalmente poder.

Há esta história verdadeira:

“E uma mulher, que tinha um fluxo de sangue, havia doze anos, e gastara com os médicos todos os seus haveres, e por nenhum pudera ser curada, chegando por detrás dele, tocou na orla do seu vestido, e logo estancou o fluxo do seu sangue. E Jesus disse: Quem é que me tocou? E, negando todos, disse Pedro e os que estavam com ele: Mestre, a multidão te aperta e te oprime, e dizes: Quem é que me tocou? E disse Jesus: Alguém me tocou, porque bem conheci que de mim saiu virtude”.

Jesus Cristo

Isso não é fascinante? Jesus Cristo estava cheio de virtude, e foi a perda de uma parcela dessa virtude que curou a mulher.

Nossa virtude pessoal pode ajudar a curar o mundo? Sim. Podemos engarrafá-la e compartilhá-la no Instagram? Não.

Mas podemos tentar, de modo imperfeito, levar uma vida mais virtuosa. Até mesmo o menor esforço nunca é desperdiçado. Nossa sociedade é a soma total de todas as nossas ações.

E o exemplo conta.

Quem sabe? Exemplos gentis podem até mesmo ajudar alguns olhar para longe da tela iluminada do feed do Instagram e olhar para a verdadeira luz, que vem de cima.

Fonte: LDSMag

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