Pare de Procurar pela Alma Gêmea, Aconselha Professor da BYU

Imagem via deseretnews.com.

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Por Jennifer Johnson

Provo – Uma maneira de causar problemas em um casamento, antes mesmo de ele começar, é procurar pela alma gêmea.

Isto de acordo com Scott Braithwaite, que discursou na Semana de Educação, no campus da BYU sobre “Quem decide com quem nos casamos?”

Braithwaite, professor assistente de Psicologia na BYU, ensinou que a alegria no casamento vem quando as pessoas aceitam a responsabilidade pela escolha de seus cônjuges por si mesmos. Ele enfatizou que o casamento eterno é essencial no Plano de Salvação, e que maridos e esposas trabalham juntos para ganhar a exaltação.

Casamento tem consequências eternas.  Então, com quem casar é uma das decisões mais importantes que as pessoas podem fazer. Entretanto, Braithwaite continuou, o Salvador não irá tomar a decisão por eles. A ideia de alma gêmea, de que há uma pessoa perfeitamente adequada para uma outra, é falsa, disse Braithwaite. Ele endossou esta afirmação com as palavras do Presidente Spencer W. Kimball.

“‘Almas gêmeas’ são ficção e ilusão…” disse Presidente Kimball, em um discurso de 1977. “Quase todo bom homem e boa mulher podem ter felicidade e um casamento bem-sucedido se ambos estiverem dispostos a pagar o preço.”

Ainda que, o pensamento da pessoa “certa”, tenha se tornado o ideal romântico, Braithwaite disse que é mais significativo escolher o cônjuge conscientemente do que procurar uma suposta alma gêmea.

Ele sugeriu que é muito mais romântico alguém dizer para seu cônjuge, “Não, você não foi escolhido por outra pessoa; você foi escolhido por mim. Eu escolhi você. E eu continuarei a escolher você todos os dias e todos os anos de nossas vidas e para toda a eternidade.”

Braithwaite descreveu algumas das armadilhas que vêm com o desejo de encontrar uma alma gêmea.

Primeiro, isto causa o que Braithwaite chamou de “mentalidade de compra”.

“Se, durante o processo de namoro e escolha com quem você se casará, você acredita que há somente uma única pessoa, para tal, então isto se torna uma busca para tentar encontrá-la”, disse Braithwaite. “Isto muda sua visão e enfoque de todo o processo”.

Com esta visão distorcida, as pessoas costumam ter alguém específico em mente com quem namorar. E podem dispensar potenciais cônjuges, caso eles não se encaixem no molde de “o certo”.

“Tornamo-nos superficiais e criamos uma estranha “mentalidade de compra”, que é contrária ao desenvolvimento do relacionamento pós-romântico”, disse Braithwaite. Ao invés disso, ele recomendou construir relacionamentos com atitude altruísta, compreendendo que alma gêmea não existe.

“Amor não é sobre você”, disse Braithwaite. “Amor não é sobre conseguir tudo o que quer como quem está em uma maratona de compras. E se é desta maneira que você aborda o namoro, sua habilidade de construir um relacionamento forte e terno estará comprometida”.

O segundo problema de pensar em alma gêmea é que as pessoas não entendem o amor.  Acreditam que um relacionamento com uma alma gêmea virá de maneira fácil e perfeita. Quando o “sentimento” não estiver mais lá, alguém pode usá-lo como desculpa para desistir, disse Braithwaite.

“Pessoas têm definido amor em suas mentes como um sentimento.” E elas (dizem), eu não o sinto. Então, eu estou isento. Eu posso ir e encontrar alguém com quem eu irei senti-lo.

Porém, este “sentimento ardente” do amor, é paixão. E a paixão não dura, disse Braithwaite.

“Paixão não é amor”, disse ele. “Paixão é imaturidade. É simples. Isto não exige nada de você. Amor requer tudo de você. Amor requer sacrifício, trabalho, diligência e fidelidade. Não é um sentimento simples.

Por fim, Braithwaite disse que aqueles que acreditam que têm uma alma gêmea podem deparar-se com problemas posteriores, em tempos de dificuldades. Pois eles acreditam que escolheram errado, e que seu cônjuge não é sua alma gêmea, no final das contas. Acreditam que não acharam sua alma gêmea, e isto se torna justificativa para continuar a sua procura, e deixar de ser fiel ao seu cônjuge.

Quando as pessoas compreendem que não há uma única pessoa certa para elas, as mesmas podem começar a tomar decisões sobre seu próprio casamento. E a melhor maneira de tomar essa decisão é namorar [conhecer] várias pessoas. “Quanto mais pessoas diferentes você namorar, é bem provável que você encontrará um par perfeito”, disse Braithwaite. “Isto é ciência”.

Braithwaite também aconselhou a namorar o suficiente, para ver como a vida real seria com um cônjuge em potencial.

“Aqui está o problema com o namoro” disse ele. “Todo mundo que se apaixona é um típico tolo. Quando você está apaixonado, você fica bobo e não vê as coisas que precisam ser vistas”.

Braithwaite ensinou que a confirmação espiritual sobre com quem nos casaremos virá àqueles que ativamente procuram por conta própria.  Ele citou o discurso do Élder David A. Bednar, na devocional da BYU-Idaho de 2011, onde Élder Bednar descreveu as pequenas confirmações que recebia à medida que cortejava sua esposa e aprendia mais sobre quem ela era. Élder Bednar disse que recebeu muitas “pequenas confirmações” que Sister Bednar era uma mulher justa.

“Todas aquelas simples respostas ao longo do tempo conduziram e produziram uma confirmação espiritual apropriada, que na verdade, nós nos casaríamos”, disse Élder Bednar.

 

Artigo original em DeseretNews.com. Traduzido por Regiane Bonfim.

| Vida dos Santos dos Últimos Dias
Publicado por: Regiane Bonfim
Formada em Letras-Tradutor-Intérprete. Membro da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Gosta de filmes baseados em fatos reais e de comédia. Músicas dos anos 80 têm um lugar de destaque na minha playlist. Minhas áreas de interesse: tradução, línguas, culinária, artesanato, etc.
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