Às vezes, a coisa mais importante que podemos fazer uns pelos outros é simplesmente estar presentes. Ser discípulo de Jesus Cristo nem sempre é confortável. No entanto, quando o Espírito nos guia e estamos dispostos a segui-Lo, milagres podem acontecer.
Certo dia, perto do fim do meu turno como assistente médica, uma enfermeira perguntou se eu gostaria de acompanhar um procedimento: a retirada de um cateter implantável para quimioterapia de uma jovem que havia concluído seu tratamento contra o câncer.
Lembro-me de ter sentido que deveria entrar na sala, mas não queria atrapalhar, então disse à enfermeira que não precisava. Ela me garantiu que ainda dava tempo de acompanhar o procedimento. Por isso, vesti rapidamente as roupas adequadas e entrei na sala.
Quando a enfermeira responsável pelo procedimento começou a retirar o cateter, a jovem passou a hiperventilar e a dizer que estava com medo e sentindo muita dor.
A enfermeira tentou acalmá-la, mas as lágrimas escorriam pelo rosto da paciente enquanto seus sinais vitais ficavam instáveis. Então, ela perguntou se alguém poderia segurar sua mão.
Como a profissional médica e a enfermeira precisavam se concentrar no procedimento, segurei a mão da jovem. Imediatamente, seus sinais vitais voltaram aos níveis normais.
Ela conseguiu relaxar o suficiente para que a retirada do cateter continuasse, e permaneci ao seu lado até o fim.
Quando o campo cirúrgico deixou de bloquear sua visão, ela conseguiu me enxergar e disse que seria eternamente grata por eu ter estado ali.
Naquele momento, percebi que, se eu não estivesse naquela sala, ela não teria ninguém para segurar sua mão.

Uma resposta às minhas orações
Naquela fase da minha vida, eu vinha me perguntando se estava seguindo o caminho certo. Não tinha certeza de onde precisava estar para progredir na carreira e cumprir meu propósito.
Mas, enquanto dirigia para casa naquele dia, comecei a enxergar aquela experiência não como uma coincidência, mas como uma resposta às minhas orações. Era uma confirmação de que eu estava onde Deus precisava que eu estivesse.
Pude literalmente ser Suas mãos, consolando uma de Suas filhas para que ela encontrasse forças para enfrentar a dor e o medo.
Compartilhar a luz de Deus nas pequenas coisas
Desde então, tenho percebido como posso ser uma fonte de luz para meus pacientes. Estar próxima do Salvador e do Espírito me ajuda a saber quais perguntas fazer ou qual é a melhor maneira de tranquilizá-los.
Já tive pacientes e familiares que expressaram gratidão pelo que faço, e às vezes penso: “Não sinto que faço tanta coisa assim. Não sou a profissional responsável pelo tratamento. Não sou eu quem realiza a cirurgia”.
Mas uma mulher me disse: “Só o seu sorriso e a luz que você transmite já nos ajudaram a ficar mais calmos”.
Às vezes, chegam pessoas que passaram por situações extremamente difíceis na vida e que agora também enfrentam o câncer, o que aumenta ainda mais a sensação de estarem completamente esgotadas.
Ajudá-las a sentir o amor de Deus mudou minha maneira de enxergar meu trabalho e aquilo que posso fazer.
Minhas atribuições profissionais são limitadas, mas sempre posso compartilhar a luz de Deus.
Fonte: LDS Living
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