Este artigo foi escrito com base nos relatos do irmão Durvalino.
Em abril, minha médica pediu alguns exames de rotina, entre eles uma endoscopia e uma colonoscopia. Poucos dias depois, a biópsia confirmou um tumor no intestino. Fui orientado a procurar um oncologista.
Voltei para casa com minha querida esposa, a irmã Sanir, preocupado, mas com muita fé e esperança. Ainda não sabíamos se o tumor era benigno ou maligno. Ao chegar, nos ajoelhamos e oramos com fervor, pedindo ao Pai Celestial orientação para encontrar um médico especialista que pudesse fechar o diagnóstico.

Um médico que não estava nos meus planos
A princípio, pensei em procurar o SUS e pedir encaminhamento para o Hospital Erasto Gaertner, apesar de ter um plano de saúde muito bom. O Senhor tinha outros planos: procurar um especialista pelo meu próprio plano. Marquei uma consulta com o doutor Eurico, oncologista e cirurgião.
No dia da consulta, fomos recebidos com muita atenção, cuidado e carinho. Depois de examinar com atenção os exames, ele confirmou o diagnóstico: “o senhor tem um tumor maligno”.
Eu e minha esposa ficamos em silêncio, olhando um para o outro. Mesmo assim, recebemos a notícia com calma, e senti que o Senhor tinha ouvido nossas preces. O doutor pediu uma bateria de exames.
Entramos no carro e eu estava um pouco preocupado e triste, mas, de forma incrível, tranquilo. Disse a Sanir: “Vai dar tudo certo.” Minha companheira de muitos anos sentia o mesmo. Mais uma vez, sentimos que nossas orações foram ouvidas.
“Eu vou conversar com Deus”
Voltei ao doutor Eurico com os exames. Foi então que aconteceu algo que nunca vou esquecer. Ele me perguntou: “O senhor acredita em Deus?” Eu respondi que sim. Ele disse: “Pois eu vou conversar com Deus e vou estudar a melhor forma de realizar esse procedimento.”
Na semana seguinte, quando retornamos, ele marcou a cirurgia para 22 de maio e explicou que ela seria feita de determinada maneira, porque, depois de conversar com Deus, tinha recebido a inspiração de que deveria ser assim. Eu disse a ele: “Confio no senhor, doutor.” E ele respondeu: “Glória a Deus.”
Tenho certeza de que fui encaminhado pelo Pai Celestial a um médico cristão, que orou a Deus sobre o meu caso.
No primeiro domingo de maio, na reunião de testemunho, subi ao púlpito. Estava muito emocionado. Contei aos irmãos e irmãs que estava com câncer de intestino e pedi, com humildade, que orassem por mim.
Quando a reunião terminou, recebi a solidariedade e o carinho de todos. Eu sabia que podia contar com eles. Somos uma família.

O dia da cirurgia
No dia da cirurgia, acordamos muito cedo e oramos bastante. Nesse momento, senti a presença do Espírito Santo. Percebi que não precisava temer nada, porque estava protegido. Sentimos uma paz muito forte.
No hospital, fui logo encaminhado para o preparo. Antes, eu e minha esposa nos abraçamos, com muita fé e esperança, e a emoção foi grande. Vesti o avental, a touca e as sapatilhas, sentei na cadeira de rodas e seguimos para o centro cirúrgico. Durante todo o caminho, eu orava e agradecia a Deus por tudo.
Quando cheguei ao centro cirúrgico, o doutor Eurico e toda a equipe já me esperavam. Levantei da cadeira, dei um abraço nele e disse: “O senhor vai ser o instrumento de Deus.”
A cirurgia durou cinco horas. Na sala de recuperação, ainda inconsciente, conversei bastante com minha querida mãe, que já faleceu, chorando muito.
Minha esposa e minha irmã presenciaram esse momento. Acordei na UTI, já consciente, orei e agradeci. Estava vivo. Uma médica se aproximou e disse que era a anestesista que acompanhou a cirurgia. Perguntou se eu estava bem e confirmou que eu tinha conversado muito com minha mãe, chorando bastante.

“O senhor está curado”
Três semanas depois, voltei ao consultório do doutor Eurico. Ele nos recebeu com a mesma simpatia e o mesmo carinho. Verificou os exames e disse: “O senhor está curado. Glória a Deus.”
Fui encaminhado por Deus a um médico cristão, cirurgião oncológico, mestre e doutor, professor de oncologia, e ainda assim humilde e modesto. Agradeço muito ao Senhor. Agradeço também a todos os irmãos e irmãs que oraram por minha saúde e à minha família.
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