Suicídio é um problema grave. E a ideia de tirar a própria vida é uma dura provação para muitas pessoas. Dito isso, quer você tenha sofrido ou sofra com a tentação de tirar a própria vida ou conheça alguém que passe por tal dificuldade, sugerimos algumas coisas para superação de pensamentos suicidas. Confira:

 

1º Compreender a seriedade da tentação de tirar a própria vida. Se você é tentado a tirar a própria vida ou se conhece alguém assim, considere as palavras do Presidente Dieter F. Uchtdorf: “Quero deixar isto bem claro: a depressão grave e as ideias suicidas não são assuntos triviais e devem ser levados a sério. Peço a todos que sofrem de depressão ou que têm ideias suicidas que procurem ajuda de profissionais de confiança e dos líderes da Igreja. Se vocês conhecem alguém que pensa em suicídio, sejam amigos verdadeiros dessa pessoa e cuidem para que ela receba ajuda. Por favor, saibam que amamos vocês e queremos que tenham sucesso e sejam felizes na vida.” [1] Portanto, como disse o Presidente Uchtdorf, devemos levar a sério a questão do suicídio e incentivar as pessoas que sofrem a procurar ajuda especializada e a liderança da Igreja.

 

2º Mostrar amor por meio do serviço. Nada se compara ao serviço ao próximo. Se nós estamos deprimidos e a tentação de acabar com a vida é muito constante uma das melhores soluções é se empenhar ativamente em socorrer os fracos, erguer as mãos que pendem e fortalecer os joelhos enfraquecidos” (D&C 81:5). O mesmo vale se temos amigos em tais circunstancias: precisamos incentivá-los a servir. Há inúmeras maneiras de servir. Podemos ajudar uma criança com seu dever de casa, incentivar um adolescente que se prepara para o vestibular, pintar a parede de um viúva, fazer visitas como mestre familiar ou professora visitante, reger um hino na Igreja, etc. Caso não enxerguemos como podemos ser úteis, podemos orar ao Senhor pedindo oportunidades de servir e falar com nosso líder na Igreja. O Senhor nos mostrará muito para fazer, e ainda nos abençoará com dons espirituais para realizar sua obra. “Para encontrar a verdadeira felicidade, devemos procurá-la em um foco fora de nós mesmos”, ensinou o Presidente Thomas S. Monson, o profeta de Deus. “Ninguém jamais aprendeu o significado da vida sem renunciar a seu ego em prol do serviço ao próximo. O serviço ao próximo é semelhante ao dever: seu cumprimento é que nos proporciona a verdadeira alegria.” [2]

 

3º Estudar as escrituras e viver seus ensinamentos. A oração e o estudo das escrituras nos levam rapidamente ao contato com Deus. E nada é mais importante do que nosso relacionamento com Deus. Quando lemos a vida de homens e mulheres do passado que enfrentaram grandes provações – e as superaram – e vemos os ensinamentos do Salvador, e refletimos o que Ele fez por nós – nosso coração se enche de paz. Jesus Cristo disse: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (João 14:27). Essa paz, que vem quando O conhecemos e cumprimos Sua lei transcende o entendimento humano e nos ajuda a superar toda e qualquer dificuldade.

 

4º Procurar ajuda. A provação de tirar a própria vida e sumamente forte. Se este pensamento vier a sua mente e coração deves procurar ajuda de imediato. Se temos um conhecido que sofre com vergonha, intimidação, raiva, melancolia extrema, que chora ou se isola das pessoas – pode estar no caminho do suicídio. Podemos ter uma conversa franca e amigável e depois recomendar a ajuda de líderes da Igreja e especialistas.

 

Se compreendermos que estamos sendo tentados, nos empenharmos em servir, lermos as escrituras e procurarmos ajuda teremos feito nossa parte e contaremos com ajuda celestial para vencer a tentação de tirar a própria vida. Para terminar citamos o Élder M. Russell Ballard, do Quórum dos Doze Apóstolos, que disse:

“Obviamente, não conhecemos todas as circunstâncias que envolvem todos os suicídios. Somente o Senhor conhece todos os detalhes, e é Ele que julgará nossas ações aqui na Terra. Quando nos julgar, sinto que levará tudo em consideração: nossa formação genética e química, nosso estado mental, nossa capacidade intelectual, os ensinamentos que recebemos, as tradições dos nossos pais, nossa saúde e assim por diante” [3]

 

A Liahona de Outubro de 2016 traz um excelente artigo a respeito de suicídio, o qual recomendamos fortemente. Clique aqui para acessar.

Também escrevemos um artigo explorando a perspectiva mórmon sobre o suicídio, aqui no mormonsud.net. Clique aqui para acessar.

 

 

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[1] Serão do SEI para os Jovens Adultos • 1 de novembro de 2009 • Universidade Brigham Young

[2] “Presidente Monson: o Serviço traz Alegria” Profetas e Apóstolos, lds.org

[3] “Suicide: Some Things We Know, and Some We Do Not” (“Suicídio: Algumas Coisas que Sabemos, e Outras que não Sabemos”), Ensign, outubro de 1987, p. 8.