Logicamente, o objetivo deste artigo não é agrupar os mais de 15 milhões de membros da Igreja em apenas 4 grupos. A Igreja tem na verdade mais de 15 milhões de tipos de membros. Cada membro traz consigo suas próprias características e individualidades.

No entanto, poderíamos fazer um agrupamento dos membros em 4 grandes grupos, de acordo com as parábolas de Lucas.

1) Ovelha Perdida (Lucas 15:4-7)

A Parábola da Ovelha Perdida é uma das parábolas de Jesus e aparece em dois dos evangelhos do Novo Testamento, bem como no apócrifo Evangelho de Tomé. De acordo com Mateus 18:10-14 e Lucas 15:1-7, um pastor deixa seu rebanho a fim de encontrar uma ovelha que se perdeu. Nesse relato, vemos que a ovelha saiu do rebanho inadvertidamente. Ela não sabia o que estava fazendo. Os motivos que a levaram a tomar essa decisão são vários e um deles é que talvez ela tenha avistado pastagens mais verdes em outros lugares e talvez tenha sido atraída por elas. Assim como a ovelha não tem consciência de que se desprendeu do rebanho, muitos membros da Igreja também não têm a mesma consciência – não sabem que estão se perdendo ou já se perderam em outras pastagens. E assim como a ovelha, quando se derem conta já estarão perdidos.

2) A dracma perdida (Lucas 15:8-10)

A parábola da dracma perdida também é muito conhecida. Mas antes de mais nada, é preciso saber o que exatamente é uma dracma.

Ela era um tipo de moeda utilizada na Grécia antiga e em alguns reinos do Oriente Médio, durante o período helenístico. A dracma é considerada a unidade monetária com maior tempo de circulação no mundo, sendo utilizada na Grécia até o ano de 2002, quando o Euro passou a ser adotado pelos gregos como moeda oficial.

A dracma também pode ser uma medida de peso equivalente a 1.772 gramas e que ainda é utilizada em alguns países. Esse modelo de medida era bastante utilizado para pesar metais preciosos.

De acordo com Lucas 15:8-10, uma mulher procura uma moeda perdida dentro de sua própria casa. A moeda não está na rua nem em outro lugar, mas sim dentro de casa. De forma semelhante, temos membros que estão perdidos dentro da Igreja. Aparentemente eles estão ali. E muitas vezes eles próprios acham que estão na Igreja, mas a Igreja e o evangelho não estão neles, de forma que estão perdidos dentro do evangelho. Na parábola em questão uma organização interna foi necessária. A escritura menciona que a mulher varre a casa para encontrar a dracma (moeda) perdida. E de igual maneira há entre nós pessoas que precisam “varrer a casa” e organizarem-se internamente a fim de se encontrarem.

3) Filho pródigo (Lucas 15:11-32)

Erroneamente, acredita-se que filho pródigo é o filho que se perdeu. No entanto, a palavra pródigo significa aquele que esbanja, gastando mais do que possui ou necessita. Nesse caso, o filho pródigo tem noção de sua decisão. Ele decide partir de modo consciente, ao contrário da ovelha perdida, que não tinha noção de estar se perdendo das demais. Muitos membros da Igreja são como o filho pródigo e abrem mão de algo maior para viver algo momentâneo e têm consciência disso.

4) O irmão do filho pródigo (Lucas 15:11-32)

 

Talvez você nunca tenha pensado sobre isso, mas o existe na Igreja pessoas iguais ao irmão do filho pródigo! Qual foi a reação dele quando seu voltou para casa? Os versículos de 28 a 30 nos dão a resposta:

Indignou-se, porém, ele, e não queria entrar. E saindo o pai, o consolava.

Mas, respondendo ele, disse ao pai: Eis que te sirvo há tantos anos, e nunca transgredi o teu mandamento, e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com os meus amigos;

Vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou os teus bens com as meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado”.

Em outras palavras, o irmão do filho pródigo, ficou triste com o retorno de seu irmão. Em nenhum momento se alegrou com a alegria do outro. E em muitos momentos, conhecemos (ou somos) membros que não ficam felizes com o sucesso e a felicidade de nossos irmãos. Há situações em que chegamos a dizer que um membro só está feliz porque é recém-converso e que em breve ficará desanimado. Ou ainda, quando algum membro retorna à atividade na Igreja e recebe um chamado nós sentimos aquela “dor de cotovelo” por sempre estarmos na Igreja, pagar o dízimo, frequentar o templo, guardar os mandamentos e não ter nenhum chamado. Quando agimos assim estamos sendo como o irmão do filho pródigo, incapazes de ficar felizes com a alegria do outro.

Há nas escrituras várias outras analogias que podemos usar para falar sobre os membros da Igreja. No entanto, esses 4 tipos de membros, podem ser suficientes para começarmos a pensar sobre qual tipo de membro temos sido.

Em qual desses tipos de membros você ou alguém que você conhece se enquadraria?

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