Para apoiar o novo programa de aprendizado da Igreja – “Vem, e Segue-me” – estamos publicando semanalmente comentários sobre a lição designada. Neste ano somos convidados a estudar o Novo Testamento. Na lição de hoje (designação de 19-24 de março) estudaremos Mateus 10-12 e Marcos 2 e Lucas 7 e 10, aprendendo mais sobre os Doze Apóstolos que Jesus escolheu.

Acesse a lição aqui.

As Parábolas de Cristo

Jesus era um mestre no ensino. Ele empregou um método de instrução que abençoava os espiritualmente preparados: usou parábolas, ou histórias simples, para ilustrar Suas doutrinas.

Uma das primeiras e mais conhecidas parábolas é a do semeador. O próprio Senhor a explicou para seus discipulos mais chegados.

O Élder Talmage falou sobre essa maravilhosa ilustração:

“Segundo as regras literárias, e os reconhecidos padrões de construção retórica, assim como pelo arranjo lógico de suas partes, esta parábola conquistou o primeiro lugar entre as produções de sua classe. Embora comumente conhecida como a Parábola do Semeador, a história poderia ser chamada, expressivamente, de Parábola das Quatro Espécies de Solo.

É para o solo, sobre o qual a semente é lançada, que a história mais fortemente dirige nossa atenção, e que, de maneira tão apropriada, usa para simbolizar o coração abrandado ou endurecido, o terreno limpo ou infestado de espinhos. Observem-se os tipos de solo apresentados na ordem crescente de sua fertilidade:

  • (1) a estrada compacta, a trilha à beira da estrada, na qual, a não ser por uma combinação de circunstâncias fortuitas, chegando praticamente ao milagre, nenhuma semente pode criar raízes ou crescer;
  • (2) a fina camada de solo que cobre um impenetrável leito de rocha firme, onde a semente pode germinar, mas jamais amadurecer;
  • (3) o campo coberto de ervas daninhas, capaz de produzir uma rica colheita, se não fosse pelos cardos e espinhos; e
  • (4) a limpa e rica terra — receptiva e fértil. Mais ainda, mesmo os solos classificados de bons possuem diferentes graus de produtividade, rendendo trinta, sessenta e até cem vezes, com várias gradações intermediárias.”

(Jesus, o Cristo, capítulo 19)

As mulheres que seguiam Jesus

Uma parte que pode passar desapercebida é a menção a discípulas devotadas. O manual coloca esse assunto como tópico e cita:

“Muitas outras discípulas viajaram com Jesus e os doze, aprendendo com Ele espiritualmente e servindo-O temporalmente. (…) Além de receber a ministração de Jesus — as boas-novas de Seu evangelho e as bênçãos de Seu poder de cura — aquelas mulheres ministraram a Ele, oferecendo seus recursos e sua devoção” (Filhas em Meu Reino, 2011, p. 4).

As mulheres que seguiram o Salvador também prestaram um testemunho poderoso Dele (ver Linda K. Burton, “Mulheres convictas”, A Liahona, maio de 2017, p. 12).

O Profeta Joseph Smith ensinou:

“A Igreja não estava perfeitamente organizada até que as mulheres fossem assim organizadas” (Joseph Smith, citado em Sarah M. Kimball, “Auto-biography”, Woman’s Exponent, 1º de setembro de 1883, p. 51; ver também Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: Joseph Smith, 2007, p. 474.)

A irmã Eliza R. Snow, segunda presidente geral da Sociedade de Socorro, reiterou esse ensinamento. Ela disse:

“Embora o nome seja moderno, a instituição tem origem antiga. Foi-nos dito por nosso profeta martirizado que a mesma organização existia antigamente na Igreja” (Eliza R. Snow, “Female Relief Society”, Deseret News, 22 de abril de 1868, p. 1; pontuação padronizada.)

Joio e Trigo

Uma outra parábola contada pelo Senhor é conhecida como “Parábola do Joio e do Trigo”. Joio é muito parecido com trigo nas fases iniciais de crescimento – mas são distintos quando estão prontos para serem colhidos. Trigo possui utilidade, joio não.

O Elder Talmage também comentou essa história:

“Segundo a explicação do Autor, o semeador era Ele próprio, o Filho do Homem; e, como o trigo e o joio crescerão juntos até “o fim do mundo”, aqueles ordenados para continuar a obra do Seu ministério são também, por implicação direta, semeadores. A semente aqui representada não é, como na última parábola, o Evangelho, mas os filhos dos homens, sendo a boa semente os honestos de coração, os justos filhos do reino; e o joio, as almas que se entregaram ao mal, e que são contadas entre os filhos do maligno.

Zelosos do lucro do seu Senhor, os servos teriam violentamente arrancado o joio, no que foram impedidos, pois tal atitude imprudente, embora bem intencionada, teria posto em perigo o trigo quando ainda novo, uma vez que, nos primeiros estágios de crescimento, é difícil distinguir o trigo do joio, e as raízes entrelaçadas teriam ocasionado a destruição de muitos dos preciosos grãos.

Existe uma lição fundamental na parábola — à parte a representação de condições reais, presentes e futuras — sobre a paciência, a resignação e a tolerância — virtudes essas que constituem atributos da Deidade e traços de caráter que todos os homens deveriam cultivar.

O joio mencionado na história pode ser considerado como qualquer espécie de erva nociva, particularmente aquelas que, no início do crescimento, se assemelham a grãos sadios.l Semear ervas daninhas, em um campo onde já foi semeado cereal, é um tipo de abuso maligno cometido até mesmo nos dias de hoje.

A certeza de uma época para separação, quando o trigo será acumulado nos celeiros do Senhor, e o joio queimado, está além de qualquer dúvida, segundo a exposição do próprio Mestre.”  (Jesus, o Cristo, capítulo 19)

Vídeo

Veja o vídeo que comento essa lição:

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