Joseph Smith é o Profeta da Restauração. Por meio dele verdade do evangelho de Jesus Cristo que estavam perdidas foram trazidas à luz, e novas escrituras e mandamentos reservados aos nossos últimos dias foram dados. Tudo isso começou quando Joseph era um menino de 14 para 15 anos, e desejava ardentemente saber qual das muitas igrejas instaladas onde ele vivia eram verdadeiras. Ele leu Tiago 1:5 na Bíblia – que incentiva todos a buscarem respostas por meio de questionamento à Deus – e decidiu orar. Ele foi a um bosque e derramou sua alma.

Tratei sobre esse evento especial num outro artigo e vídeo. As para resumir: Deus o Pai e Jesus Cristo apareceram ao rapaz. O evento foi glorioso, mas particular. Apenas Joseph Smith estava lá – tirando, evidentemente, os seres de gloria. Joseph contou o que aconteceu várias vezes, mas apenas quatro relatos de sua Primeira Visão que se tornaram conhecidos. Além disso, seus contemporâneos registraram suas recordações do que eles ouviram Joseph dizer sobre a visão; cinco desses relatos são conhecidos.

O Presidente Joseph F. Smith disse:

“O maior acontecimento que ocorreu no mundo desde a Ressurreição do Filho de Deus do sepulcro e Sua ascensão ao céu foi a visita do Pai e do Filho ao menino Joseph Smith” (Joseph F. Smith, Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: Joseph F. Smith 1998, p. 14.)

O Élder Richard J. Maynes, da Presidência dos Setenta disse:

“É uma bênção ter esses registros. Eles fazem da primeira visão de Joseph a visão mais bem documentada na história.”

Novo vídeo da Primeira Visão

Os relatos da Primeira Visão

Os relatos não são contraditórios, mas cada um possui elementos diferentes, pois foram escritos ou narrados em épocas lugares e para pessoas diferentes. O artigo “Relatos da Primeira Visão”, nos Tópicos do Evangelho, explica:

“Os vários relatos da Primeira Visão contam uma história consistente, embora se diferenciem em ênfase e detalhes. Historiadores dizem que quando uma pessoa reconta uma experiência em várias situações e para diferentes públicos ao longo de muitos anos, cada relato vai salientar diversos aspectos da experiência e contêm detalhes incomparáveis. De fato, diferenças semelhantes encontradas nos relatos da Primeira Visão podem ser encontradas nos vários relatos nas escrituras da visão de Paulo na estrada para Damasco e a experiência dos apóstolos no Monte da Transfiguração. Mesmo assim, apesar das diferenças, existe uma consistência básica entre todos os relatos da Primeira Visão. Alguns erroneamente argumentaram que qualquer variação ao recontar a história é prova de sua invenção. Ao contrário, esse rico registro histórico nos permite aprender mais a respeito desse acontecimento extraordinário do que poderíamos aprender se estivesse menos bem documentado”

O Novo Testamento contém três relatos da visão de Paulo, na estrada para Damasco, cada qual com diferentes ênfase e detalhes. Alma, o filho, também possui dois relatos sobre sua visão do anjo – e cada um com detalhamentos diversos. Da mesma forma, Joseph Smith enfatizou diferentes aspectos de sua visão de acordo com o público a que se dirigia e sua compreensão do evento.

Cada relato da Primeira Visão foi preparado por um escrevente diferente, geralmente com muitos anos separando um relato do outro. O relato de 1838, por exemplo, foi escrito para a história oficial da Igreja, ao passo que outro relato foi uma carta escrita em resposta a perguntas feitas pelo redator de um jornal. Joseph Smith também relatou sua experiência aos primeiros conversos e outras pessoas, sendo que pelo menos quatro deles escreveram o que ouviram do Profeta. Esses relatos complementam uns aos outros.

O relato de 1832

O relato de 1832 é o registro escrito mais antigo da Primeira Visão. Ele faz parte de uma autobiografia de seis páginas, a maioria dela escrita pelo próprio Joseph. Esse documento está em posse da Igreja desde que ele foi escrito. Joseph menciona ter dificuldades por não saber onde encontrar o perdão do Salvador. Ele testificou:

“O Senhor abriu os céus sobre mim e eu vi o Senhor”.

O relato de 1835

Em seguida, o relato de 1835 foi registrado no diário de Joseph por seu escrevente. Nesse relato, Joseph diz:

“Clamei ao Senhor em vigorosa oração. Um pilar de fogo apareceu acima de minha cabeça; ele pousou imediatamente sobre mim e me encheu de uma alegria indescritível. Um personagem apareceu em meio a esse pilar de fogo, o qual se propagara, mas nada consumia. Outro personagem logo apareceu, assim como o primeiro. Ele disse-me: ‘Os teus pecados te são perdoados’”.

Nesse relato, Joseph também observou: “Vi muitos anjos nessa visão”

O relato de 1838

O relato de 1838 é o mais conhecido e foi incluído na Pérola de Grande Valor em 1851, que se tornou escritura. O Profeta pretendia que esse relato fosse a principal fonte de referência na Igreja e ele contém uma descrição detalhada do contexto histórico. A ênfase de sua descrição é diferente da do relato de 1832. Em 1832, ele concentrou-se mais em sua busca pelo perdão, mas, em 1838, ele enfatizou a declaração de Deus em relação à Igreja verdadeira.

O relato de 1842

O quarto relato feito pelo profeta foi incluído em uma carta que ele escreveu, em 1842, a John Wentworth, redator do jornal Chicago Democrat. Nesse relato, Joseph Smith incluiu uma declaração que estava implícita em outros relatos, mas não especificamente expressa: a de que a plenitude do evangelho lhe seria dada a conhecer no futuro.

Como se percebe não existe nenhuma contradição entre os relatos. Todavia, a melhor forma de saber se a Primeira Visão de fato ocorreu é estudar com sinceridade o testemunho do Profeta e depois perguntar a Deus se é verdadeiro. Deus nos ama tanto que iria responder nossa pergunta, afinal, o conhecimento de que Joseph restaurou o Evangelho muda nossas vidas, pois nos compromete com a verdade restaurada através dele.

Eu pessoalmente sei que Joseph viu o que disse ter visto: Deus o Pai e Jesus Cristo. Eles falaram com o menino, e uma nova luz retornou. Sei disso e convido todos a obterem o mesmo testemunho.

Saiba mais

Relatos da Primeira visão” – Tópicos do Evangelho

A Verdade Restaurada – Élder Richard J. Maynes – Da Presidência dos Setenta – Devocional Mundial para Jovens Adultos • 1º de maio de 2016 • Tabernáculo de Salt Lake