A Internet é uma ótima fonte de informações e opiniões.  É um fórum notavelmente democrático e dá a pensadores acadêmicos, Zés Ninguém e malucos a mesma oportunidade para contribuir. Como tal, pode afetar a opinião pública sobre uma série de questões, não apenas questões de fé. Mas quando se trata da Igreja, existem alguns desafios reais.

Confira as coisas que a Internet faz (ou propicia) para destruir o seu testemunho.

1. Pode ampliar assuntos de pouca importância e reclamações

Em anos passados, se alguém ficava com raiva de seu bispo o assunto era tratado em um nível local com pouca fanfarra ou atenção.  Mas quando esse assunto vira uma publicação em um blog, o título muda de “O bispo Silva me chamou de fofoqueiro” para “Os bispos da Igreja xingam os membros” A queixa — mesmo que verdadeira, e mesmo que séria — é amplificada e generalizada em uma acusação geral aos líderes da Igreja.  Começamos a acreditar que as exceções são as normas, porque são delas que as pessoas falam.

2. Legitima as teorias da conspiração.

Uma vez que a percepção é criada que muitas pessoas estão falando sobre algo, essa coisa, seja uma acusação ou uma teoria da conspiração, torna-se vestida com um certo grau de legitimidade, a falsa filosofia de que onde há fumaça, há fogo.  A próxima coisa que sabemos é que há muitas pessoas acreditando que os membros da Igreja restaurada de Jesus Cristo sacrificam galinhas vivas no templo.  A Internet é o grande disseminador das mentiras.

3. Multiplica a desinformação.

Quase sem falhar, se eu pegar um livro de história que fala da Igreja, encontrarei pelo menos um erro flagrante.  Normalmente mais.  Eles estão em publicações acadêmicas que supostamente sofrem edição rigorosa e verificação de fatos.  Imagine, então, a confiabilidade da informação na Internet, onde os fatos podem sumir de repente, as citações falsas são atribuídas a qualquer um e os leitores chegam a exaustão mental no final de um meme de 10 palavras.  Fato: verificar algo é muito mais difícil do que aceitar declarações no face, e o resultado pode ser pessoas entrando em crise com o testemunho por causa de informações incorretas ou incompletas.

4. Tira o maluco que há em nós de dentro do armário.

E todo mundo tem um maluco dentro de si. Em algumas alas há mais de um: as pessoas que levantam a mão na escola dominical e todos os outros imediatamente examina a sala para ver se há alguém visitando a Igreja que está prestes a ficar marcado com o comentário para sempre.  Os bons professores conseguem desenvolver um ponto cego para essas pessoas, mas não há como impedi-los na Internet.  Eles navegam para publicar sobre a oposição da Igreja ao controle da natalidade, da proibição da palavra de sabedoria sobre a sopa ou outras besteiras.  A Internet não faz distinção entre uma opinião e outra. Os mecanismos de busca conseguem tirar opiniões rudes dos buracos obscuros em que elas deveriam permanecer enterradas.

5. Reduz a civilidade da conversação.

É axiomático (na minha experiência revelada, inédita, e totalmente pessoal) que quanto mais distante a conversa, menos provável que as propriedades sociais serão observadas. Algo que gostaríamos de sussurrar na presença de uma pessoa pessoalmente sai gritado na Internet. Somos atraídos por discussões com estranhos.  Sem querer querendo damos às pessoas uma liberdade que não precisávamos dar.  Ouvimos as pessoas que concordam com a gente e castigamos quem não concorda.

Pelo que vi na Internet, muitos de nós na Igreja nos conduzimos mal em fóruns online, muitas vezes reforçando os preconceitos existentes contra nós. Alguns de nós simplesmente não sabe conversar.

A Internet, devidamente utilizada, pode ser uma ótima ferramenta para a aquisição de informações e a expansão de nosso conhecimento. Mas isso requer mais esforço do que muitos de nós estão dispostos a investir no processo.  or isso, obtemos apenas uma compreensão superficial de questões que podem afetar nossa fé, e podemos nos encontrar em uma crise de fé criada por nossa própria preguiça.  Precisamos colocar mais esforço na aprendizagem pelo estudo e pela fé, ao invés de colocá-lo nos memes virais ou em fontes questionáveis.  Nosso testemunho depende disso.

Fonte: ThirdHour

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