Para apoiar o novo programa de aprendizado da Igreja – “Vem, e Segue-me” – estamos publicando semanalmente comentários sobre a lição designada. Neste ano somos convidados a estudar o Novo Testamento. Na lição de hoje (designação de 4 a 10 de março) estudaremos Mateus 8-9 e Marcos 2-5, vendo mais sobre o ministério do Médico de Almas.

Acesse a lição aqui.

irmão mais velho

O Médico de Almas

Uma das doutrinas peculiares da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias é que a alma é a combinação do corpo e do espírito (D&C 88:15). Jesus Cristo é o médico tanto do corpo físico como do espírito eterno. Ele tem poder para curar-nos de todas as maneiras, de modo profundo e completo. E a lição desta semana deixa isso absolutamente claro.

Eis uma lista das curas do Senhor nestes capítulos. Jesus cura:

  • Um leproso (Mateus 8:1–4)
  • Um criado do centurião (Mateus 8:5–13)
  • A sogra de Pedro (Mateus 8:14–15)
  • Muitas pessoas, ao expulsar muitos dêmonios e curar todos que estavam enfermos (Mateus 8:16)
  • Dois endemoniados (Mateus 8:28-32)
  • Um paralítico (Mateus 9:1-8)
  • Dois cegos (Mateus 9:27–31)
  • Um paralítico (Marcos 2:1–12)
  • Um homem com a mão deformada (Marcos 3:1-5)
  • Um homem com espíritos imundos (Mateus 9:32-34, Marcos 5:1–20)
  • A filha de Jairo (Mateus 9:18-19, 23-26; Marcos 5:22–23, 35–43)
  • Uma mulher com um fluxo de sangue (Mateus 6:20-22, Marcos 5:24–34)
  • Muitos enfermos (Marcos 6:55-56)

Quando os fariseus viram que Jesus convivia com pecadores, questionaram a santidade do Mestre, pelo que Jesus os respondeu:

“Não necessitam de médico os sãos, mas, sim, os doentes. Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício. Porque eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento.” (Mateus 9:13)

Jesus cura os que tem fé

Jesus realizou muitos curas. Ele tinha o poder sobre os elementos e podia reprender as enfermidades e os espíritos malignos. Ele podia acalmar uma tempestade e reviver um morto. Mas seus milagres exigiam mais que sua vontade e poder. As escrituras mostram que a fé era necessária para que o milagre se efetivasse. Tanto é assim que na cidade que Jesus cresceu ele não pode realizar muitos milagres:

“E não podia fazer ali maravilha alguma; somente curou alguns poucos enfermos, impondo-lhes as mãos. E [Jesus] estava admirado da incredulidade deles.” (Marcos 6:5-6)

Todas as demais curas demonstraram fé. Jesus cura os que tem fé para serem curados.

Uma cura em particular – a cura do paralítico – mostra a importância da fé de outros, daqueles que não sobrem os males físicos e espirituais. O Élder Chi Hong (Sam) Wong contou a história desta cura e a comparou aos dias de hoje. Ele disse:

“Nos dias de hoje, aconteceria algo semelhante ao seguinte: Quatro pessoas estavam cumprindo a designação dada pelo bispo de visitar, na casa dele, um homem que tinha paralisia. Posso ver que uma dessas pessoas era da Sociedade de Socorro; outra, do quórum de élderes; uma, do Sacerdócio Aarônico; e a última, mas não menos importante, um missionário de tempo integral. No último conselho de ala, após conversarem sobre as necessidades na ala, o bispo deu designações de “resgate”. Essas quatro pessoas foram designadas para ajudar esse paralítico. Elas não podiam esperar que o homem viesse sozinho para a Igreja. Elas tinham que ir à sua casa e visitá-lo. Tinham de procurá-lo, e assim foram. O homem foi levado a Jesus.

(…)

No entanto, o cômodo estava cheio demais. Não conseguiram entrar pela porta. Tenho certeza de que tentaram tudo o que puderam pensar, mas não conseguiram. As coisas não acontecem sempre da forma como planejamos. Havia obstáculos no caminho do “resgate”. Mas eles não desistiram. (…)

Eles o levaram para o telhado. (…)

Essa designação de resgate exigiu que todos trabalhassem juntos. No momento crucial, seria necessário haver uma coordenação cuidadosa para baixar o paralítico pelo telhado. As quatro pessoas teriam de trabalhar em união e harmonia. Não poderia haver nenhuma discórdia entre as quatro. Tinham de baixar o paralítico no mesmo ritmo. Se alguém soltasse a corda mais rápido do que os outros três, o homem cairia da cama. Ele não conseguia se segurar sozinho devido ao seu estado de fraqueza.

Para ajudarmos o Salvador, temos que trabalhar juntos em união e harmonia. Todas as pessoas, todas as condições e todos os chamados são importantes. Precisamos estar unidos no Senhor Jesus Cristo.

Finalmente, o homem doente, paralítico, foi colocado diante de Jesus. “E Jesus, vendo a fé deles, disse ao paralítico: Filho, perdoados estão os teus pecados” (Marcos 2:5). Jesus mostrou misericórdia por ele e o curou, não só fisicamente, mas também espiritualmente. “Filho, perdoados estão os teus pecados.” Não é maravilhoso? Será que não gostaríamos que isso acontecesse conosco? Certamente que sim.

(…)

Para terminar, gostaria de compartilhar com vocês mais um tesouro escondido nesse relato das escrituras. Está no versículo 5: “E Jesus, [viu] a fé deles” (grifo do autor). Eu não tinha notado isso antes — a fé deles. Nossa fé conjunta também vai afetar o bem-estar dos outros.

(…) Todos nós podemos ajudar uns aos outros. Devemos sempre estar zelosamente envolvidos em resgatar os necessitados.” (“Trabalhar juntos no Resgate“, Conferência Geral outubro de 2014)

O Sábado

Jesus ensinou sobre a importância do Dia do Senhor. Ele disse que o “sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado”. Ele também disse que “o Filho do Homem é Senhor até do sábado” (Marcos 2:27-28). Ele mostrou que esse dia especial é um dia de fazermos o bem e servirmos a Deus, por isso não hesitou em curar e ensinar neste dia.

Nosso profeta, o Presidente Russell M. Nelson explicou:

“Em hebraico, a palavra Sábado significa “descanso”. O propósito do Dia do Senhor remonta à Criação do mundo, quando, após seis dias de trabalho, o Senhor descansou da obra da Criação. Quando posteriormente revelou os Dez Mandamentos a Moisés, Deus ordenou: “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar”. Mais tarde, o Dia do Senhor foi cumprido como lembrete da libertação de Israel do cativeiro no Egito. Talvez o mais importante foi que o Dia do Senhor foi dado como um convênio perpétuo, um constante lembrete de que o Senhor pode santificar Seu povo.”

Ele também disse:

“É preciso autodisciplina para não fazer a nossa “própria vontade” no Dia do Senhor. Pode ser que tenhamos de nos privar de algo que gostamos. Se decidirmos deleitar-nos no Senhor, não permitiremos tratar esse dia como outro qualquer. As atividades rotineiras e recreativas podem ser realizadas em outra ocasião.

(…)

A fé em Deus gera o amor pelo Dia do Senhor. A fé no Dia do Senhor gera amor a Deus. Um Dia do Senhor quando consagrado é realmente deleitoso.”

Ao guardarmos o Dia do Senhor teremos mais fé, e poderemos ser curados pelo poder do Senhor. (“O Dia do Senhor é Deleitoso“, Conferência Geral abril de 2015)

Comente o que tem aprendido. Quais ensinamentos da designação te chamaram atenção?

Assista meus comentários desta lição: