O estudante de artes cênicas Andrew Justvig se recusa a viver como simplesmente alguém com paralisia cerebral. Em vez disso, ele encanta públicos e contar piadas para todos com quem se encontra. Foto por Bradley Slade.

O estudante da BYU H. Andrew Justvig (18) vive com o lema “É divertido realizar o impossível”. Embora ele tenha sido diagnosticado com paralisia cerebral no nascimento e os médicos tenham dito aos seus pais que ele nunca falaria, andaria ou terminaria os estudos, Justvig começou a provar que eles estavam errados desde tenra idade. Quando tinha 4 anos de idade, seus avós lhe prometeram um filme da Disney se ele conseguisse dar alguns passos. Os subornos continuaram até que Justvig ganhou 100 filmes. “Não há nada que Andrew não consiga fazer”, diz sua mãe, Stacey. “Se ele se propõe a fazer algo, ele faz”.

Agora na BYU, Justvig anda pelo campus em sua cadeira de rodas motorizada — que é mais rápida que seu andar — com um sorriso no rosto e uma bolsa do Mickey Mouse no colo. O formando em artes cênicas tem a agenda cheia com ensaios de peças, com o trabalho no enésimo projeto de sua peça sobre um homem com paralisia cerebral e apresentando shows de comédia stand-up — tudo ao mesmo tempo. Ele ainda faz todas as aulas da faculdade.

Atitude

Em 2015 Justvig recebeu um reconhecimento por realização em desempenho do Festival de Teatro Kennedy Center American College em Washington D.C. por sua atuação na produção da BYU de Nossa cidade. O espetáculo conquistou a maioria dos prêmios que uma produção BYU recebeu no festival. “Quando estou no palco ou na frente de um grupo”, Justvig diz, “sinto que não tenho paralisia cerebral”. “Felizmente”, ele acrescenta, “nunca fui tímido”.

Durante as apresentações de comédia stand-up para o clube no campus Humor , por exemplo, Justvig não tem medo de falar sobre paralisia cerebral. “Quem não conseguir me entender, é porque não tem o dom das línguas”, ele brincou em uma apresentação.

Desempenho nos estudos

Na escola, a Justvig se esforça para evitar tratamento especial. Usando o talento desenvolvido na escola primária, ele consegue memorizar o que os professores dizem, em vez de fazer anotações. “O Andrew sempre se faz ser percebido; Ele não te dá folga”, diz o professor de teatro e mídia de artes George D. Nelson, mentor de atuação e dramaturgia de Justvig na BYU. “Eu não dou folga para ele e ele se supera toda vez.”

A história de amor

Sua confiança também o torna um profissional em fazer os outros sentirem-se confortáveis. Foi necessária apenas uma interação na mercearia para conhecer Carrie Ostler Justvig (18) e se conectar com ela, com quem ele se casou mais tarde. Desde o primeiro encontro, o casal passou todo seu tempo livre juntos. “Assim que começamos a conversar, foi muito normal”, diz Carrie. “Foi como se fôssemos bons amigos desde sempre.”

Alguns meses mais tarde, Justvig pediu a mão dela com a ajuda de vários colegas de elenco da produção da BYU de Mary Poppins e quase cem amigos e familiares que cantaram uma canção do musical. É a música-tema do casal, pois os ambos lutam para inspirar outros a superar o impossível. “[A música] tem muito significado para nós, porque coisas incríveis estão acontecendo conosco”, diz Carrie. “[Andrew] vê toda a sua vida como uma missão porque tudo o que ele é capaz de fazer é porque Deus lhe permitiu fazê-lo.”

Escrito por Mckenna Gustafson Clarke e publicado originalmente no site Magazine.byu.edu.

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