Na Bíblia lemos que Deus deu domínio ao homem:

“E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra.

E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda a erva que dê semente, que está sobre a face de toda a terra; e toda a árvore, em que há fruto que dê semente, ser-vos-á para mantimento.

E a todo o animal da terra, e a toda a ave dos céus, e a todo o réptil da terra, em que há alma vivente, toda a erva verde será para mantimento; e assim foi.” – Gênesis 1:28-30

O Senhor fez o homem responsável por este planeta. A palavra dominar esta mais direcionada ao significado de presidir e zelar do que exercer controle ou reprimir.

O Élder Joseph Fielding Smith, quando era membro do Quórum dos Doze Apóstolos, escreveu que ter “domínio” significa ter responsabilidade. (Ver The Way to Perfection, 6ª ed., 1946, p. 221.) Ter domínio sobre todas as coisas vivas é uma responsabilidade sagrada que não deve ser exercida de maneira inadequada. (Ver D&C 49:19–21; 59:17–20; 104:13–18; 121:39–46.)

O Élder Sterling W. Sill, quando era assistente do Quórum dos Doze Apóstolos, ensinou:

“Uma das mensagens mais inspiradoras de todas as sagradas escrituras é a história do sexto dia da criação, quando Deus fez o homem à Sua própria imagem.

Ele também lhe concedeu uma série de Seus próprios atributos. Então, como o ponto culminante da criação, Deus deu ao homem domínio sobre todas as outras coisas da Terra, inclusive sobre si próprio.

O dicionário define “domínio” como controle ou poder de governar. A parte mais importante do domínio dado ao homem é o autodomínio”. (Conference Report, outubro de 1963, pp. 77–78.)

Infelizmente, a História nos ensina que o homem não exerceu domínio justo para com este planeta. Muitas vezes utilizou os recursos naturais de forma equivocada – desperdiçando-os ou poluindo o meio-ambiente. Os pecados também contaminam a Terra – de fato, o planeta esta saturado da maldade dos homens:

“E aconteceu que Enoque olhou a Terra; e ele ouviu uma voz que vinha de suas entranhas, dizendo: Ai, ai de mim, a mãe dos homens; estou aflita, estou fatigada por causa da iniquidade de meus filhos.

Quando descansarei e serei purificada da imundície que saiu de mim? Quando me santificará o meu Criador, para que eu descanse e a justiça permaneça sobre minha face por algum tempo?

E quando Enoque ouviu o lamento da Terra, ele chorou e clamou ao Senhor, dizendo: Ó Senhor, não terás compaixão da Terra? (…)” (Moisés 7:48-49).

A Terra será renovada, purificada e receberá glória paradisíaca quando o Senhor Jesus Cristo voltar (Regras de Fé #10).

Essa palavra (domínio) também deduz que Adão recebeu poder e autoridade de Deus para sujeitar este planeta. Este poder é chamado sacerdócio. O profeta Joseph Smith explicou:

“O Sacerdócio foi dado primeiramente a Adão; a ele se deu a Primeira Presidência, e teve as suas chaves de geração em geração . Recebeu-o no início , antes de ser formado o mundo, como está registrado em Gênesis 1:26-28. Foi-lhe dado domínio sobre todo ser vivente. Ele é Miguel, o Arcanjo , de quem se fala nas Escrituras.” (Smith , Ensinamentos, pg. 153).

Miguel recebeu autoridade na pré-mortalidade. Essa mesma investidura de poder foi confirmada quando Miguel se tornou Adão, recebendo um corpo formado do pó da Terra.

O sacerdócio passou de geração em geração (de Adão até Enoque, de Enoque até Noé, de Noé até Abraão, de Abraão até Moisés, de Moisés até Cristo, de Cristo até Joseph Smith, etc.) – mas em algumas ocasiões precisou ser restaurado por mensageiros celestiais.

O sacerdócio tem a capacidade de, mediante a vontade de Deus e a retidão de seu portador, controlar os elementos desta Terra e sujeitar todas as coisas.

“Pois Deus, tendo jurado a Enoque e a sua semente com um juramento por si próprio, que todo aquele que fosse ordenado segundo essa ordem [do sacerdócio] e esse chamado teria poder, pela fé, para derribar montanhas, dividir os mares, secar as águas, desviá-las de seu curso; Para desafiar os exércitos das nações, dividir a Terra, quebrar todos os grilhões, permanecer na presença de Deus; fazer todas as coisas segundo a vontade dele, de acordo com suas ordens, subjugar principados e poderes; e isso pela vontade do Filho de Deus, que existia desde antes da fundação do mundo.” (Seleções da Tradução de Joseph Smith da Bíblia, Gênesis 14:30-31).

Que possamos lembrar do direito/dever, do privilégio/responsabilidade que possuímos de zelar por este planeta. E que possamos fazer algo a respeito. Mesmo pequenos gestos – como separar o lixo reciclável e votar em políticos que estão preocupados com questões de sustentabilidade e ecologia – podem fazer grande diferença. Façamos, portanto, essa diferença.

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