No dia 4 de fevereiro, a Igreja anunciou sua nova Primeira Presidência durante uma entrevista coletiva no Edifício de Escritórios da Igreja. Esse órgão eclesiástico superior representa a liderança máxima desta religião de 13 milhões de membros ao redor do mundo.

A nova composição traz Thomas S. Monson, 80 anos, como presidente; Henry B. Eyring, 74 anos, como primeiro conselheiro; e Dieter F. Uchtdorf, 67 anos, como segundo conselheiro. Os três recebem o título de presidente e todos são tratados como tal.

Além disso, o presidente Boyd K. Packer, 83 anos, passa a presidir o Quórum dos Doze Apóstolos. A Igreja preencherá a nova vaga no Quórum posteriormente.

Com esse chamado, Thomas S. Monson torna-se o 16º presidente da história da Igreja, sucedendo o amado Presidente Gordon B. Hinckley, que faleceu em 27 de janeiro.

O que o presidente Monson disse na coletiva de imprensa

Na entrevista, o presidente Monson prestou homenagem ao presidente Hinckley, destacando a dedicação e o amor que ele tinha pelo povo. Em seguida, tranquilizou os membros: não haverá “mudanças bruscas” no curso da Igreja.

O novo líder também reconheceu os grandes marcos da administração anterior. Entre eles, destacou a intensa construção de templos e a criação do Fundo Perpétuo de Educação — um programa de empréstimos que ajuda jovens membros a financiar seus estudos. Com emoção, o presidente Monson chamou esse programa de “um milagre”.

Quem é Thomas S. Monson?

Para quem acompanha a Igreja há algum tempo, o chamado do Presidente Monson não foi surpresa. Afinal, o Senhor o preparava para este momento há muito tempo — e sua trajetória deixa isso bem claro.

Aos 22 anos, ele já servia como bispo e cuidava de uma ala com 84 viúvas. Depois, aos 32, presidiu a Missão Canadá. Mais tarde, aos 36, a Igreja o sustentou como apóstolo. Por ter mais tempo no apostolado do que qualquer outro membro do Quórum, ele foi chamado a presidir a Igreja. (Para entender melhor essa sucessão, veja o verbete “Primeira Presidência” no Glossário.)

O presidente Monson carrega três características que o tornaram querido dentro e fora da Igreja. Primeiro, seu inconfundível bom humor. Segundo, as famosas “parábolas da vida moderna” — histórias que inspiram e nos ajudam a reconhecer os triunfos espirituais do dia a dia. Por fim, sua notável capacidade de mobilizar até não-membros da Igreja em causas humanitárias.

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