Em 1898, Inez Knight e Jennie Brimhall foram para a Inglaterra e se tornaram as primeiras irmãs missionárias de tempo integral, solteiras, de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias nesta dispensação.

Agora, um novo mural retratando o serviço delas cobre uma parede do Centro de Treinamento Missionário de Provo, em Utah, por onde passam diariamente as irmãs missionárias que estão fazendo história hoje, recebendo inspiração do exemplo deixado por Knight e Brimhall.

Impressas na parede em frente ao mural estão as palavras: “Portanto, se tiverdes desejos de servir a Deus, sois chamados para a obra” (Doutrina e Convênios 4:3), além da pergunta: “Como estou demonstrando hoje meu desejo de servir a Deus?”

O mural foi instalado em 2 de junho e foi projetado e criado pela Igreja usando maquetes e fotografias de prédios, barcos, ruas e água de Liverpool, na Inglaterra, para recriar a cena das duas missionárias em sua chegada.

mural no CTM primeiras missionárias
Imagem: A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias

Inspiração para as missionárias de hoje

Atualmente, há uma onda de sisteres de 18 anos iniciando o serviço missionário, depois que a Igreja reduziu a idade mínima para moças de 19 para 18 anos em novembro passado.

Pensar nas primeiras missionárias solteiras é algo inspirador para a Sister Kate Henderson, da Carolina do Norte, que está em treinamento no CTM, cercada por muitas outras jovens missionárias ao mesmo tempo. “É muito inspirador fazer parte desse grupo de mulheres incríveis, cujo objetivo é exatamente o mesmo”, disse a Irmã Henderson.

“E, olhando para aquele quadro, percebi que era assim antes, e é assim agora. São apenas mulheres escolhendo amar a Deus, fazer sacrifícios e levar a obra adiante.”

A Sister Halli Haddock, de Highland, Utah, que também está em treinamento no momento, acrescentou: “Hoje temos a oportunidade de escolher servir. E só o fato de elas terem escolhido ir para um lugar tão distante já é inspirador de se ver.”

O presidente da Igreja, Dallin H. Oaks, afirmou que as missionárias e missionários que servem hoje estão vivendo “um momento histórico”.

No Seminário para Novos Presidentes de Missão de 2026, realizado em junho, ele destacou os mais de 87 mil missionários de tempo integral atualmente servindo, além da nova onda de irmãs de 18 anos que estão começando o serviço.

Na terça-feira, 14 de julho, a Igreja anunciou que o número de missionários de tempo integral chegou a aproximadamente 88.500, o maior contingente já registrado.

mural no CTM primeiras missionárias
Imagem: A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias

A história das primeiras missionárias

As mulheres começaram a servir no campo missionário a partir da década de 1850, explica uma página do Histórico da Igreja sobre o crescimento da obra missionária, mas eram mulheres casadas, que serviam ao lado dos maridos missionários, principalmente em tarefas domésticas e educacionais.

Em 1898, a Primeira Presidência aprovou o pedido de alguns presidentes de missão para que mulheres também pudessem ensinar, e logo elas passaram a receber chamados missionários formais, a serem designadas para o serviço e a pregar publicamente. Especialmente na Europa, as sísteres missionárias ajudaram a mudar a percepção pública sobre a Igreja.

Knight e Brimhall desembarcaram em Liverpool, na Inglaterra, em 22 de abril de 1898. Knight escreveu em seu diário sobre o primeiro encontro com o presidente da missão e outros missionários:

“Cada orador deu as boas-vindas às missionárias. O Irmão McMurrin disse, em seus comentários, que queria que cada uma de nós entendesse que havíamos sido chamadas ali pelo Senhor; foi então que, pela primeira vez, comecei a sentir o peso da responsabilidade que recaía sobre mim.”

As recém-chegadas sísteres missionárias começaram a ensinar primeiro em Oldham, depois em Cheltenham.

A obra “Santos”, Volume 3 relata: “Elas iam de porta em porta e testificavam com frequência nas reuniões de rua. Elas também aceitavam convites para se reunirem com as pessoas em casa. Os ouvintes geralmente as tratavam bem, embora ocasionalmente alguém zombasse delas ou as acusasse de mentir.

“Inez e Jennie esperavam ver mais mulheres servindo missão. ‘Sentimos que o Senhor está nos abençoando em nossas tentativas de aliviar o preconceito e disseminar a verdade’, elas relataram aos líderes da missão.

“‘Confiamos que muitas moças dignas de Sião terão permissão de desfrutar o mesmo privilégio que temos agora, pois sentimos que elas podem fazer muito de bom.'”

Os diários missionários de suas segundas companheiras, Eliza Chipman e Josephine Booth, foram publicados pela Igreja em março de 2024. Ambas tinham pouco mais de 20 anos na época, e seus diários oferecem um retrato detalhado e único da obra missionária dos Santos dos Últimos Dias na virada do século XX.

Ao divulgar os diários, historiadores da Igreja afirmaram que, embora a obra missionária fosse diferente naquela época, as missionárias e missionários de hoje vão se identificar com muitos aspectos dessa experiência, especialmente a alegria de ajudar outras pessoas a se aproximarem de Deus e a entrarem na senda dos convênios.

Fonte: Church News

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