Em 2011, um pequeno grupo de estudantes em Acra se reunia ao redor de um único computador, enquanto a BYU–Pathway começava a se firmar em Gana, formando a primeira turma do programa fora dos Estados Unidos. Hoje, um novo Centro Global de Educação (GEC, na sigla em inglês) está em construção em Acra e vai abrigar mais de 100 computadores, um contraste que ilustra a expansão dramática da educação da Igreja na África Ocidental.
Durante uma visita a Gana e Serra Leoa no fim de agosto de 2026, países da Área África Oeste da Igreja, o élder Clark G. Gilbert, do Quórum dos Doze Apóstolos, conheceu o futuro GEC e se reuniu com membros, líderes, estudantes e educadores.
“Esses estudantes são capazes. Eles conseguem fazer coisas incríveis. Só precisam da oportunidade”, disse o élder Gilbert. “O presidente Brian K. Ashton, da BYU–Pathway, costuma dizer que o talento no mundo é distribuído igualmente, mas as oportunidades não. E a BYU–Pathway está trazendo oportunidades para a vida desses estudantes.”
Os GECs oferecem aos estudantes tecnologia, espaço de estudo e recursos de desenvolvimento profissional que apoiam os programas educacionais da Igreja.
O crescimento da educação da Igreja na África Ocidental tem sido expressivo. O que começou com um pequeno grupo de estudantes em Gana se espalhou por toda a região. Em 2025, a BYU–Pathway atendeu mais de 27 mil estudantes na Área África Oeste, com um crescimento de 22% nas matrículas entre agosto de 2025 e agosto de 2026. A Nigéria matriculou pouco mais de 20 mil estudantes, ultrapassando os Estados Unidos como o país com mais alunos no programa, enquanto Gana teve quase 5 mil e Serra Leoa, mais de 1.300.
Os números devem crescer também no Senegal e na Gâmbia, países onde os cursos da BYU–Pathway passaram a ser oferecidos oficialmente neste ano.
“Os membros da Igreja na Gâmbia oram há anos pela bênção de uma ‘escola em Sião'”, disse Francis Adjei, gerente da BYU–Pathway para a Área África Oeste da Igreja. “Temos confiança de que a BYU–Pathway vai transformar muitas vidas nesse país.”
Os esforços educacionais da Igreja na África Ocidental vão além da BYU–Pathway. O élder Gilbert destacou que quase 50 mil jovens da região participam atualmente do programa Succeed in School da Igreja, que ajuda a fortalecer habilidades acadêmicas e a preparar os jovens para futuras oportunidades educacionais.
“Eles aprendem desde cedo que, quando envolvemos o Senhor no nosso aprendizado, Ele nos leva a lugares aonde jamais chegaríamos sozinhos”, disse o élder Gilbert.
O élder Gilbert e sua esposa, Christine, visitaram uma turma do Succeed in School durante a passagem por Serra Leoa, onde conheceram Ishmael Conteh, um jovem cego que participa do programa.
“Ficamos muito inspirados com o Ishmael. Além de mostrar garra e determinação como estudante do Succeed in School, ele carrega um coração grato ao Senhor e à Sua Igreja por essas oportunidades educacionais”, disse o apóstolo.
“Hoje temos milhares de estudantes que se formaram e conseguiram empregos aqui na África Ocidental, e no início não imaginávamos nada disso”, disse o élder Gilbert. “Não é que tínhamos essa visão e só precisávamos realizá-la. O Senhor tinha a visão, e nós é que precisávamos alcançá-la.”

Benjamin Ahialorxo: “A BYU–Pathway me transformou”
Muitos dos que aproveitam essas oportunidades educacionais são estudantes universitários de primeira geração, abrindo caminho para as próximas gerações. Para estudantes como Benjamin Ahialorxo, de Gana, a educação abriu portas que antes pareciam inalcançáveis.
Ahialorxo nunca cursou o ensino médio e se mudou para Acra em busca de melhores oportunidades. Ele trabalhou em vários empregos para se sustentar, incluindo como segurança. Não era suficiente, mas era alguma coisa.
“É melhor ter dois ou três empregos do que não ter nenhum. Sem isso, você morre, literalmente”, disse ele.
“Não havia esperança para o futuro”, continuou. “Eu não conseguia imaginar no que eu me tornaria, porque na África, em Gana, existe um ditado de que a educação é a chave para o sucesso. E eu não tinha essa chave, porque não tive acesso a essa educação.”
Depois de se converter à Igreja e conhecer a BYU–Pathway Worldwide, Ahialorxo seguiu impressões espirituais e se matriculou.
“A voz do Senhor disse: ‘Benjamin, estou com você, e tudo vai ficar bem'”, contou. “A BYU–Pathway me transformou de matéria-prima, que não é nada, em algo útil.”
Hoje, Ahialorxo trabalha remotamente como especialista em apoio a talentos, ajudando a conectar estudantes da BYU–Pathway a oportunidades de emprego.
“O Senhor quer que todos nós aprendamos e nos tornemos como Ele”, disse Ahialorxo. “Ele quer que sejamos educados para que possa nos usar em Sua obra.”

Belinda Van-Addo: “O Senhor queria que eu estudasse”
Para Belinda Van-Addo, de Gana, a educação trouxe mais do que oportunidades de carreira. Ela aprofundou sua compreensão do evangelho de Jesus Cristo e ajudou a moldar o rumo de sua vida.
Van-Addo conheceu o PathwayConnect, programa on-line de um ano de duração, em 2021. Foi seu futuro marido quem a apresentou ao programa, e ela diz que ficou impressionada com o compromisso da Igreja com a educação. “Fiquei muito impressionada com o fato de existir uma igreja que não se preocupa só com o crescimento espiritual dos membros, mas também com o educacional”, disse.
Ao longo do programa, Van-Addo passou a compreender a importância que a educação tem para Deus.
“Isso me fez entender que era um mandamento. O Senhor queria que eu estudasse, e Ele abriu as oportunidades para mim”, disse. “Joseph Smith nos ajudou a entender que tudo o que aprendemos aqui vai conosco depois. Por isso, eu nem vejo a educação como algo temporário. É uma responsabilidade religiosa, como diria o presidente Russell M. Nelson.”
Van-Addo mais tarde se filiou à Igreja e serviu como missionária na Costa do Marfim, uma experiência que, segundo ela, fortaleceu tanto sua compreensão do evangelho quanto seu relacionamento com Deus.
Hoje, Van-Addo trabalha remotamente. Ela diz que os princípios aprendidos por meio da educação da Igreja continuam influenciando sua carreira, sua família e seu serviço na Igreja.
“Os princípios que aprendi na BYU–Pathway, o ambiente de trabalho em que estou inserida, tudo isso está me ajudando a me tornar a discípula de Jesus Cristo que o Senhor quer que eu seja”, disse ela.

Brenda Epeyon: “Me vejo abrindo uma empresa”
A educação da Igreja também tem impactado famílias em toda a África.
Brenda Epeyon, estudante da BYU–Pathway no Quênia, diz que as habilidades adquiridas no programa a ajudaram profissionalmente e, ao mesmo tempo, deram mais flexibilidade em casa. Por meio da BYU–Pathway, ela desenvolveu habilidades de gestão do tempo, tecnologia e administração, e depois conseguiu um emprego remoto em uma empresa americana.
“Minha vida melhorou muito desde que comecei na BYU, e trabalhar de casa também é uma bênção da BYU–Pathway”, disse ela. “Tenho mais tempo para ficar com meus filhos, vê-los crescer e ajudá-los a se tornar quem eles querem ser no futuro.”
Olhando para o futuro, Epeyon diz que espera usar o que aprendeu para servir outras pessoas.
“Me vejo abrindo uma empresa, administrando ela, e conseguindo empregar muitas outras pessoas para também transformar a vida delas”, disse.
Formando líderes no lar, na Igreja e na comunidade
O impacto do investimento da Igreja em educação vai além do desempenho acadêmico e da empregabilidade.
Victor Ukorebi, gerente sênior internacional de área da BYU–Pathway Worldwide na África, diz que o programa ajuda os estudantes a se tornarem líderes em seus lares, congregações e comunidades.
“Nossa missão é formar verdadeiros discípulos de Jesus Cristo”, disse Ukorebi. “Discípulos que possam liderar em seus lares. Discípulos em quem se possa confiar a liderança em suas congregações ou comunidades.”
Em toda a África, um terço dos membros de bispados e presidências de ramo, e mais da metade dos membros de presidências de estaca e distrito, já participaram da BYU–Pathway.
Ukorebi diz que empregadores costumam notar diferença nos estudantes da BYU–Pathway, por causa dos princípios espirituais ensinados junto ao conteúdo acadêmico.
“Eles contratam um, veem o trabalho que ele faz, e perguntam: ‘Você tem mais gente assim?'”, disse. “As pessoas na África amam educação, e ainda mais uma educação com base espiritual. Elas se matriculam na BYU–Pathway tentando estudar. E acabam descobrindo o evangelho e encontrando o Salvador.”
Entre os estudantes da BYU–Pathway na Área África Oeste que informaram dados de emprego, 49% trabalham em empresas locais, 30% têm empregos híbridos ou remotos e 21% são empreendedores.
“Na África, dizem que o maior presente que se pode dar a alguém, além das bênçãos do evangelho restaurado de Jesus Cristo, é a bênção da educação”, disse Ukorebi.

Unindo crescimento espiritual e profissional
Esse foco espiritual também aparece em estruturas como o futuro GEC de Acra.
Localizado perto do Templo de Acra, Gana, o centro vai oferecer aos estudantes acesso a tecnologia, espaço de estudo, aulas do instituto e recursos de emprego. Para estudantes como Ahialorxo, Van-Addo e Epeyon, espaços como o GEC de Acra oferecem recursos e oportunidades que, de outra forma, seriam difíceis de acessar.
“Desde o início, recebemos orientação profética para construir esses espaços de reunião perto de um templo”, disse o élder Gilbert. “Olhar pela janela e ver o Templo de Acra foi inspirador. E perceber que os estudantes podem estudar, trabalhar, ir ao instituto e depois simplesmente caminhar até o templo, isso foi incrível.”
Ele espera que quem conhecer os centros globais de educação enxergue um compromisso tanto com a educação quanto com o discipulado.
“Vão ver que a Igreja está comprometida com a educação, mas também vão ver que estamos construindo tudo isso em torno do Salvador Jesus Cristo, e que o crescimento espiritual dos estudantes faz parte do crescimento profissional deles”, disse.
O élder Gilbert destacou que o Succeed in School, os Seminários e Institutos de Religião, o PathwayConnect e a BYU–Pathway fazem parte de um esforço educacional unificado, que ajuda os jovens a se prepararem academicamente, espiritualmente e profissionalmente.
“É uma só obra”, disse o apóstolo. “E todos esses esforços educacionais, no fim das contas, apontam as pessoas para o Salvador Jesus Cristo.”
Refletindo sobre o crescimento notável das oportunidades educacionais na África Ocidental, o élder Gilbert disse que as bênçãos vão muito além das salas de aula e das carreiras.
“O Senhor está voltando, e Ele está apressando Sua obra”, disse. “E uma das formas como Ele está preparando Seu povo é por meio da educação.”
Fonte: Newsroom
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