Para apoiar o novo programa de aprendizado da Igreja – “Vem, e Segue-me” – vou publicar semanalmente comentários sobre a lição designada. Neste ano somos convidados a estudar o Novo Testamento. Na lição de hoje (designação de 7 a 13 de janeiro) estudaremos sobre Mateus 1 e Lucas 1, que entre muitos assuntos ensina que para Deus nada é impossível.

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Mateus e Lucas – quem foram?

Mateus era um publicano, ou coletor de impostos, para o governo romano. (Ver Mateus 9:9.) Ele abandonou seu emprego para seguir o Salvador e tornar-se um dos Doze Apóstolos originais. Também era conhecido como Levi.(Ver Marcos 2:14.)

“Se as profecias do Velho Testamento e os acontecimentos da vida de Jesus Cristo forem comparados a dois elos de correntes diferentes, o testemunho de Mateus pode ser considerado um elo que une os outros dois elos. Mateus citou o Velho Testamento mais do que qualquer outro autor do Novo Testamento. Os primeiros versículos de Mateus mostram o nascimento de Jesus como uma continuação da história do Velho Testamento. Em sua leitura, você descobrirá que Mateus está sempre salientando que Jesus cumpriu as promessas e profecias do Velho Testamento” (Manual do Aluno no Curso do Novo Testamento do Seminário, pg. 9)

Lucas “era um médico gentio (não judeu) que viajava com o apóstolo Paulo. Ele escreveu seu evangelho após a morte do Salvador, originalmente para um público não judeu. Ele testificou a respeito de Jesus Cristo como o Salvador tanto dos gentios como dos judeus. Ele registrou relatos em primeira mão dos acontecimentos da vida do Salvador e incluiu mais histórias envolvendo as mulheres, em comparação com outros evangelhos.” (ver lição correspondente no “Vem e Segue-me”)

avô

Nada é impossível para Deus

Zacarias e  Maria receberam a visita de Gabriel, cuja revelação moderna nos ensina ser Noé, o antigo patriarca do Velho Testamento [1]. Embora os dois fossem pessoas justas, a notícia do anjo provocou reações diferentes em ambos.

Zacarias foi sorteado entre centenas de outros levitas para oficiar no Templo, e quando entrou o ministro angelical lhe disse que ele teria um filho que prepararia o caminho do Senhor. Mas Zacarias e sua esposa já eram idosos – e com incredulidade ele respondeu: “Como saberei isso? pois eu já sou velho, e minha mulher avançada em idade” (Lucas 1:18). Pelo que o anjo respondeu:

“Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus, e fui enviado para falar-te e dar-te estas alegres novas;

E eis que ficarás mudo, e não poderás falar até o dia em que essas coisas aconteçam; porquanto não creste nas minhas palavras, que a seu tempo se hão de cumprir.”

Zacarias ficou mudo – e apenas quando seu filho nasceu, ao oitavo dia, ele pode falar.

Alguns meses depois o mesmo anjo foi enviado a Maria, uma jovem fiel da tribo de Judá. O anjo anunciou que ela seria filha do Filho de Deus. Em vez de questionar com incredulidade, ela expressou uma sincera pergunta ao dizer:

“Como se fará isso, pois não conheço homem algum?

E respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; pelo que também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.

E eis que também Isabel, tua prima, concebeu um filho em sua velhice; e é este o sexto mês para aquela que era chamada estéril;

Porque para Deus nada será impossível.”

Maria respondeu então: “Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra.”

Agora, considerando estes exemplos pense nas promessas que Deus lhe fez – sejam as promessas provenientes de convênios realizados junto a ordenanças sagradas, isto é, as promessas do batismo, do sacerdócio, do Templo; ou as promessas advindas de bênçãos do sacerdócio – inclusive da sua bênção patriarcal.

Pondere com sinceridade nas seguintes perguntas:

Como você encara essas promessas?

Você acredita e espera seu cumprimento?

Você acredita que para Deus nada é impossível?

Você questiona o poder de Deus para fazer cumprir suas palavras?

Você é digno das grandes promessas que Deus lhe fez?

Será que a tua atitude ao receber uma promessa é mais parecida com Zacarias ou com Maria?

Você é humilde a ponto de dizer “cumpra-se em mim segundo a tua palavra” – significando isto uma disposição absoluta em fazer tudo o que Deus exigir, mesmo que não compreenda plenamente tudo o que Ele pede?

Isaías vê o nascimento de Cristo

O Unigênito do Pai

Jesus Cristo era único em diversos aspectos. Isso porque era filho literal de Deus, o Pai. O presidente Russell M. Nelson explicou que a Expiação de Jesus Cristo

“exigia o sofrimento pessoal de um ser imortal. Ainda assim, Ele deveria morrer e tomar Seu corpo novamente. O Salvador era o único capaz de realizar tal feito. De Sua mãe, Ele herdou o poder para morrer. De Seu Pai, obteve o poder sobre a morte” (“Constância na mudança”, A Liahona, janeiro de 1994, p. 37).

Comentando sobre o nascimento ímpar de Cristo, o Elder James E. Talmage escreveu:

“O Filho prometido de Maria ia ser o “Unigênito” do Pai na carne, tal como havia sido positiva e abundantemente predito. É verdade que o acontecimento era inédito; é verdade que jamais encontrou paralelo; mas era tão essencial ao cumprimento da profecia que o nascimento virginal fosse único, quanto era indispensável a própria ocorrência do nascimento em si. Aquela criança que nasceria de Maria era gerada por Eloim, o Pai Eterno, não em violação da lei natural, mas de acordo com uma superior manifestação dela; e o filho dessa associação de santidade suprema — Paternidade celestial e maternidade pura, embora mortal — chamar-se-ia, por direito, “Filho do Altíssimo”. Em sua natureza, iriam combinar-se os poderes da Divindade com a aptidão e possibilidades do estado mortal; e isso através da operação comum da lei fundamental de hereditariedade, declarada por Deus, demonstrada pela ciência, e admitida pela filosofia — pela qual todos os seres se propagam segundo sua própria espécie. O menino Jesus deveria herdar os traços físicos, mentais e espirituais, tendências e poderes que caracterizavam seus pais, um deles imortal e glorificado — Deus, e o outro humano — mulher.

Jesus Cristo deveria nascer de mulher mortal, mas não era descendente direto de homem mortal, exceto através de Sua mãe, que era filha de homem e mulher mortais. Em nosso Senhor somente, foi cumprida a palavra de Deus com relação à queda de Adão, que a semente da mulher teria poder para sobrepujar Satanás, ferindo a cabeça da serpente.” (Capítulo 7, Jesus, o Cristo)

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