Para apoiar o novo programa de aprendizado da Igreja – “Vem, e Segue-me” – estamos publicando semanalmente comentários sobre a lição designada. Neste ano somos convidados a estudar o Novo Testamento. Na lição de hoje (designação de 22-28 de abril) estudaremos como alcançar a vida eterna por meio do serviço cristão.

Acesse a lição aqui.

Jesus na casa de Maria e Marta, de Minerva Teichert - Colocar Cristo em primeiro lugar

Jesus na casa de Maria e Marta, de Minerva Teichert. Imagem via mormon.org.

Marta e Maria

A irmã Bonnie D. Parkin, ex-presidente geral da Sociedade de Socorro, ensinou:

“Maria e Marta são vocês e eu. (…) Aquelas duas amavam ao Senhor e desejavam demonstrar esse amor. Naquela ocasião, parece-me que Maria expressou seu amor ouvindo Suas palavras, enquanto Marta expressou o dela servindo-O. (…) [Jesus] não rejeitou a solicitude de Marta, mas, em vez disso, redirecionou sua atenção dizendo-lhe que escolhesse ‘a boa parte’. E o que é isso? (…) A única coisa necessária é escolher a vida eterna (ver 2 Néfi 2:28). Escolhemos diariamente” (“Escolher a caridade: A boa parte”, A Liahona, novembro de 2003, pp. 104–105)

Como você resumiria com suas próprias palavras o conselho do Senhor dado a Marta? Examine sua agenda — existe alguma coisa “necessária” que precise mais da sua atenção

O Chamado dos Setentas

Setenta é um dos cinco ofícios do sacerdócio de Melquisedeque. Esse chamado já existia no Velho Testamento (ver Êxodo 24:1; Números 11:16).

Jesus Cristo “designou (…) ainda outros setenta”, além dos Seus doze apóstolos, para testificar Dele, pregar Seu evangelho e auxiliá-Lo em Sua obra. Esse padrão continua na Igreja restaurada. Os setenta são chamados pela Primeira Presidência em sua missão como testemunhas especiais de Jesus Cristo em todo o mundo.

Os setenta são organizados em quóruns. Os Setenta autoridades gerais lidam com os assunto deu ma Igreja mundial, são os principais companheiros dos apóstolos – e são presididos por sete presidentes. Existem também os Setentas de área, que de igual modo auxiliam os apóstolos, como testemunhas especiais, mas em nível regional. Eles são todos organizados em Quóruns (Ver também D&C 107:25–26, 33–34, 97)

A Parábola do Bom Samaritano

A Parábola do Bom Samaritano é uma das histórias mais conhecidas das escrituras. Ela conta sobre um homem que caiu na mãos de salteadores e foi despido e ferido. Nem um sacerdote, nem um levita o ajudaram – mas um samaritano – que era odiado pelos judeus.

O Elder James E. Talmage comenta:

“Indubitavelmente, o sacerdote e o levita aliviaram suas consciências com grandes desculpas para a maneira desumana como se conduziram. Talvez estivessem com pressa, ou temessem que os ladrões retornassem, atacando-os também. É fácil encontrar desculpas; elas brotam com tanta facilidade e abundância quanto as ervas daninhas à beira do caminho.

Quando o samaritano se aproximou e viu o triste estado em que se encontrava o homem ferido, não precisou de desculpas, pois não desejava nenhuma. Tendo aplicado os primeiros socorros conhecidos pela medicina da época, colocou o ferido sobre sua própria montaria, provavelmente uma mula ou um asno, e levou-o à estalagem mais próxima, onde tratou dele pessoalmente, providenciando para que continuassem a cuidar depois de sua partida.

A diferença essencial entre o samaritano e os outros era que um possuía um coração compassivo, enquanto os outros eram egoístas e impiedosos. Embora não afirmado categoricamente, a vítima dos ladrões era, quase certamente, um judeu; o objetivo da parábola exige que seja assim. O fato de o homem misericordioso ser samaritano, mostrou que o povo chamado de herético e desprezado pelos judeus podia sobressair-se por suas boas obras.

Para um judeu, somente os judeus eram seu próximo. Não se justifica que consideremos o sacerdote, o levita e o samaritano como protótipos de sua classe. Sem dúvida alguma existiam muitos judeus bondosos e caritativos, e muitos samaritanos sem piedade. Mas a lição do Mestre foi admiravelmente ilustrada pelos personagens da parábola, e as palavras usadas foram penetrantes em sua simplicidade e ensejo.” (Capítulo 26, “Jesus, o Cristo“)

Um significado ainda mais profundo pode ser encontrado neste artigo:

Símbolos Esquecidos da Parábola do Bom Samaritano

Faço um comentário em vídeo sobre essa lição: