Para apoiar o programa de aprendizado da Igreja – “Vem, e Segue-me” – estamos publicando semanalmente comentários sobre a lição designada. Estamos estudando o Novo Testamento em 2019. Na lição de hoje, estudaremos o livro de Efésios.

Efésios é uma das minhas epístolas preferidas, pois Paulo trata de vários princípios importantes do evangelho. O Elder Bruce R. Mc Conkie ensinou:

“Efésios é uma epístola para o mundo inteiro, para judeus e gentios, para marido e mulher, para pais e filhos, para servos e senhores. É a declaração da palavra e vontade de Deus nos dias de Paulo e é a voz da inspiração em nossos dias; é uma epístola de apelo e aplicação universal.

(…) Essa epístola é um dos melhores textos de Paulo e aborda questões fundamentais, aborda o evangelho de Deus em toda a sua glória salvadora” (Bruce R. McConkie, Doctrinal New Testament Commentary [Comentário Doutrinário do Novo Testamento], 3 vols., 1965–1973, vol. II, p. 489).

Efésios contém muitos ensinamentos e conceitos que são familiares aos santos dos últimos dias, tais como: a preordenação, a dispensação da plenitude dos tempos, o Santo Espírito da promessa, a importância dos profetas e apóstolos, a ideia de uma única Igreja verdadeira e os diversos ofícios, chamados e funções dentro da organização da Igreja. Essa epístola também contém alguns dos ensinamentos mais sublimes encontrados nas escrituras com relação à família, pois Paulo fala da importância do casamento e como os cônjuges devem se tratar.

A Graça de Deus

Entre os muitos temas de Paulo encontramos a doutrina da graça. A Graça vem de Jesus Cristo, devido sua Expiação infinita. O Elder Dieter F. Uchtdorf explicou:

“Porque todos [pecamos] e destituídos [estamos] da glória de Deus’ (Romanos 3:23) e porque ‘nenhuma coisa impura pode entrar no reino de Deus’ (1 Néfi 15:34), todos nós somos indignos de retornar à presença de Deus. (…)

Não podemos simplesmente merecer o céu; os requisitos da justiça são uma barreira que somos incapazes de superar por nós mesmos.

Mas nem tudo está perdido.

A graça de Deus é nossa grande e eterna esperança.

Por meio do sacrifício de Jesus Cristo, o plano de misericórdia satisfaz os requisitos da justiça (ver Alma 42:15) ‘e proporciona aos homens meios para que tenham fé para o arrependimento’ (Alma 34:15).

Nossos pecados, mesmo que ‘sejam como a escarlata’, podem tornar-se ‘brancos como a neve’ (ver Isaías 1:18). Como nosso amado Salvador ‘deu a si mesmo em preço de redenção por todos’ (1 Timóteo 2:6), proveu-se uma entrada para nós em Seu reino eterno (ver 2 Pedro 1:11).

O portão está destrancado! (…)

Para herdarmos essa glória, não basta que a porta esteja destrancada; precisamos entrar por ela com o desejo sincero de mudar — uma mudança tão drástica que as escrituras a descrevem como ‘nascer de novo; sim, nascer de Deus, (…) mudados de [nosso] estado carnal e decaído para um estado de retidão, sendo redimidos por Deus, tornando-[nos] seus filhos e filhas’ (Mosias 27:25). (…)

A graça é um dom de Deus e, quando desejamos ser obedientes a cada um dos mandamentos, estendemos nossa mão mortal para receber de nosso Pai Celestial esse dom sagrado” (“O Dom da Graça”, A Liahona, maio de 2015, pp. 108, 110).

A organização da Igreja

Um outro vital ensinamento de Paulo em Efésios foi sobre a organização da Igreja e a importância dos profetas e apóstolos. Paulo disse que Jesus era a pedra de esquina – a pedra mais importante de um edifício. E os apóstolos e profetas outras pedras vitais. Sem os apóstolos nosso aperfeiçoamento é impossível, posi eles detém as chaves de salvação e o poder para nos levar a Cristo.

O Élder Jeffrey R. Holland, do Quórum dos Doze Apóstolos, disse o seguinte da estrutura da Igreja:

“No período do Novo Testamento, no período do Livro de Mórmon e nos tempos modernos, esses líderes são as pedras que compõem o alicerce da Igreja verdadeira, colocadas em torno da pedra de esquina principal, ‘a rocha de nosso Redentor, que é [Jesus] Cristo, o Filho de Deus’ (Helamã 5:12). (…) Tal alicerce em Cristo foi e sempre será uma proteção, nos dias em que ‘o diabo lançar a fúria de seus ventos, sim, seus dardos no torvelinho, sim, quando todo o seu granizo e violenta tempestade vos açoitarem’” (“Profetas, Videntes e Reveladores”, A Liahona, novembro de 2004, p. 7).

A expressão “bem ajustado”, empregada em Efésios 2:21, contém uma importante lição quanto à união na Igreja. Em uma estrutura de pedra, nunca há duas pedras exatamente idênticas, muitas vezes há diferenças de tamanho e formato. Entretanto, essas pedras são “bem ajustadas” para formar o todo. O mesmo ocorre com a Igreja do Senhor: nenhum de seus membros é exatamente igual ao outro, mas todos são “bem ajustados” para formar o todo.

Este próximo final de semana temos a oportunidade de ouvir profetas e apóstolos na Conferência Geral. É um grande privilégio.

Comento sobre outros pontos de Efésios neste vídeo: