Vou compartilhar um segredo: Nunca gostei da minha aparência. Quando me casei, estava bem confiante sobre minha imagem. Finalmente havia encontrado alguém que me achava atraente o suficiente para ficar comigo por toda a eternidade. Ele olhava para cima.

Alerta de Spoiler: casar não resolveu as minhas inseguranças.

Quando era criança, lembro-me de ler um livro: “Curso intensivo de sobrevivência na adolescência” (tradução livre) por John Bytheway. Não me lembro de muita coisa, contudo algo jamais saiu da minha mente: o comentário de John Bytheway sobre as nossas ferramentas para ter confiança.

O livro fala que às vezes colocamos nossa confiança no foco errado: no status das redes sociais, no relacionamento, na sabedoria humana, etc. Basicamente, é dito que se colocarmos nossa confiança em fontes externas e mutáveis ela será limitada e desabará.

O que acontecerá se firmar o alicerce de sua confiança em amigos, notas escolares ou relacionamentos? Se elas não durarem? Por outro lado, qual é a única coisa na vida que nunca muda ou sucumbe à negatividade? Deus. Sua opinião sobre nós nunca muda. Ele nos enxerga por causa de nosso valor pessoal e reconhece nossa beleza física e espiritual. Se nossa confiança estiver fixada Nele, então não vacilará porque Ele é imutável.

Sinto-me um pouco hipócrita ao escrever isso porque nunca coloquei a minha confiança inteiramente em Deus. Coloco minha confiança no que outros pensam de mim (mais precisamente, no que suponho que pensam de mim). Quando se é mais pesado do que quer ser, vai repreender-se por não ser mais magro. Quando finalmente se torna magro, encontrará outras coisas para estar infeliz seja o tamanho do nariz, seu cabelo, e assim por diante. O único caminho para a confiança verdadeira e duradoura é voltar-se para o nosso Pai Celestial e buscar Sua aprovação em vez da do mundo.

Nos momentos mais sombrios de dúvida e frustração, há duas coisas de que me lembro e que permitem sentir um vislumbre do amor de Deus por mim e reconhecer o meu próprio valor.

motivo

O Pai Celestial acha que sou bonita mesmo quando não acho.

Primeiro, lembro-me de chorar nos ombros de meu pai quando era adolescente e pensava que era muito desinteressante. Acreditava que nenhum garoto jamais gostaria de mim. Meu pai então disse: “Amy, lembra-se de que sua irmã nos deu enfeites de Natal caseiros este ano?” Eu concordei. “Como você acha que ela se sentiria se você disse, ‘Obrigado, isso é legal — mas o nariz do boneco de neve é muito grande e seu cachecol está com uma cor estranha e dê uma olhada nesses botões, estão todos tortos’?”

Fique pálida. Jamais diria algo assim sobre algo que minha irmã fez com tanto amor! “Isso iria ferir seus sentimentos”, respondi de modo tímido. Meu pai continuou: “Não acha que talvez seja assim que o Pai Celestial Se sente? Acho que dói para Ele ouvir você falar de si mesma, uma criação dele, dessa maneira. Ele passou todo esse tempo ajudando a moldá-la e torná-la você quem é, com as qualidades que tem”.

O Pai Celestial é o Criador de nosso espírito e nos ama infinitamente pelo que somos e pelo que podemos nos tornar. Ele nos deu o presente mais incrível: um corpo! Criticar constantemente este dom inestimável deve deixá-Lo triste, especialmente porque nos ama tão profundamente e pensa que somos lindos da maneira como fomos criados. Se o Pai Celestial pensa que somos extraordinários, quem somos nós para discordar?

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Amar-nos é uma forma de louvar a Deus

Em segundo lugar, uma amiga compartilhou uma linda história e que me marcou muito. Ao lutar contra a depressão e a falta de autoconfiança, ela fez terapia com um terapeuta dos serviços familiares da Igreja. Depois de conversar com minha amiga por um tempo, ele disse: “Você sabe que amar a nós mesmos é uma maneira de louvar a Deus? Ser feliz como você é, incluindo como se vê, é uma maneira de reconhecer Sua mão em Sua criação e em sua vida”.

Estar insatisfeito com a aparência e focar apenas nas imperfeições é uma ferramenta do adversário. Ele quer que nós coloquemos a confiança em qualquer coisa, menos em Deus. Satanás  é miserável. Ele não tem um corpo, e  é mais ciumento do que imaginamos. Ele não quer que nenhum de nós seja feliz porque sabe que nunca será.

Nosso Pai Celestial, por outro lado, quer nossa felicidade eterna. Ele quer que nós nos amemos, e acredito que Ele fica magoado quando não fazemos isso.

Ore para saber como pode amar a si mesmo mais. Consulte um terapeuta, peça ajuda aos seus amigos, procure nas escrituras, nas orações e no templo. Faça o que você precisa fazer para reconhecer o seu valor.

É hora de olhar para cima, não para dentro, para aprovação.

Fonte: MormonHub

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