Voltar às reuniões presenciais é difícil para você?

Edifício Mórmon

Com tanto tempo assistindo reuniões da Igreja pelo Zoom ou pelo Google Meet, confesso que senti uma enorme dificuldade em aceitar a volta das reuniões presenciais.

Claro que não é uma super novidade, pois com a melhora da situação causada pela pandemia era natural que algumas coisas começassem a voltar para o que era antes da COVID-19 atacar o mundo.

E no mês de setembro, a Presidência da Área Brasil enviou uma carta para os líderes locais das estacas e distritos sobre a volta das reuniões presenciais e da abertura das capelas para atividades das organizações na Fase 2 – que permite reuniões com cem ou mais pessoas na capela + medidas de proteção e o seguimento das determinações de segurança locais.

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Para ser muito sincera, eu não concordei. Achei muito precipitado, pois muitas pessoas ainda não tinham tomado as duas doses da vacina contra a COVID, fora os muitos casos que atingiram os membros de minha estaca.

Eu fiquei muito preocupada e desmotivada para voltar para a reunião presencial da Igreja, mesmo com todas as medidas de proteção. Afinal, desde que as reuniões sacramentais começaram a ser transmitidas por conta da pandemia, eu tinha ido presencialmente para a capela somente cinco vezes.

Voltar às reuniões presenciais

Mas eu sempre me esforcei para ser obediente, mesmo não concordando muito. E por isso, fomos para a capela, depois de mais de 1 ano em casa.

Cheguei com a minha família no salão sacramental e nos sentamos. Acenamos para alguns amigos que não víamos há muito tempo e então olhei ao redor. E pude perceber três coisas:

Pessoas precisam de pessoas

Somos seres humanos e precisamos estar com outros seres humanos. Olhar nos olhos, ouvir a voz e sorrir (mesmo por debaixo da máscara) se tornaram ações preciosas em um momento de pandemia.

Percebi como eu tinha sentido falta de conversar olhando no rosto da pessoa e não através de uma tela.

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Sentimento de estar sozinhos

Talvez, a maioria de nós tenha vivido altos e baixos durante o último ano. Podemos ter tido a sensação de estar sozinhos ou de não ser importantes. E ao olhar para os meus irmãos e irmãs na Igreja, tive a impressão de que muitos passaram por isso, assim como eu.

Ao estar na Igreja presencialmente, tive o sentimento de pertencer novamente a uma família. Pude sentir o carinho e a preocupação das pessoas, e principalmente, sentir o amor de Cristo por meio delas.

Irmãos e irmãs em Sião

Por mais que seja mais cômodo, e até mesmo “seguro” assistir às reuniões da Igreja online, nós precisamos uns dos outros presencialmente.

A tecnologia é uma bênção que salvou nossos relacionamentos, empregos e educação durantes os difíceis meses que passamos, mas é algo que nunca conseguirá substituir completamente as relações humanas de proximidade.

Que possamos confiar em nosso Pai Celestial e em nossos líderes, para então desfrutar do doce Espírito de Cristo em Sua casa de adoração.

| Para refletir
Publicado por: Marie Sunaga
Tradutora e intérprete e estudante de Letras na PUC-PR. Trabalhou como instrutora e supervisora no Centro de Treinamento Missionário. Fez missão em Manaus - Brasil, ama ler, tocar violão e comer sushi. É a gerente de conteúdo do time português na More Good Foundation.
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