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Por que tenho que esperar até ter 16 anos para namorar?

No meio em que vivemos hoje, muitas vezes sentimos uma pressão intensa para começar a namorar e experimentar a ansiedade que isso traz. Mas, acredite, há uma razão para esperarmos até os 16 anos. Vamos explorar juntos por que essa espera pode valer a pena?

Realidade do namoro para o mundo

No mundo moderno, o processo de se apaixonar pode parecer semelhante ao de épocas passadas, porém, muitas mudanças ocorreram e nem todas parecem positivas. Apesar de muitas vezes ser retratado como um conto de fadas romântico, a realidade é que o amor nunca foi perfeito no passado e tampouco o será agora.

Mas com o passar dos anos, parece que o significado e a seriedade do namoro estão se deteriorando. O que deveria ser um compromisso muitas vezes se transforma em frases como “vai ser apenas um beijo, nada sério” ou “não, eu não estou namorando tal pessoa, tenho outras”, ou até mesmo situações mais complicadas que estas.

Entendemos que a vida nos reserva diversas experiências, e uma delas certamente é relacionar-se e conhecer novas pessoas, isso não é errado. Entretanto, será que estamos perdendo o verdadeiro valor do amor, concedido a nós como um dom? Em meio às correrias e superficialidades da vida moderna, talvez estejamos deixando de lado a profundidade e a importância do amor verdadeiro. Trocamos conexões reais por experiências passageiras e relacionamentos sem significado.

amor

A tal da maturidade

Por outro lado, na realidade que estamos, vemos uma mentalidade que promove aproveitar o momento sem pensar nas consequências futuras. É como aquela escritura:

“Sim, e haverá muitos que dirão: Comei, bebei e alegrai-vos, porque amanhã morreremos; e tudo nos irá bem” ( 2 Néfi 28:7 )

Viver dessa forma significa ignorar as consequências que o amanhã certamente trará. Para os jovens, esperar até os 16 anos para começar a namorar pode parecer um castigo. No entanto, durante essa fase crucial de desenvolvimento, tanto mental quanto física, começamos a experimentar emoções intensas em relação a diversas situações. Ao aceitarmos o desafio de controlar nossos impulsos e desejos, descobrimos que a recompensa é muito maior do que imaginávamos.

A maturidade abrange não apenas o crescimento físico, mas também o desenvolvimento da graça e sabedoria, com o coração desempenhando um papel fundamental nesse processo. Enquanto se apaixonar não é um pecado, é importante reconhecer que os impactos de um namoro incerto e imaturo podem causar feridas profundas, quase como traumas, que podem persistir por muito tempo. Portanto, é essencial cultivar um entendimento sólido de nossas próprias emoções e limites antes de nos aventurarmos em relacionamentos românticos.

“Amarás o teu próximo como a ti mesmo”

O princípio de “amar o próximo como a si mesmo” é fundamental no namoro, onde é oferecida uma oportunidade única de explorar e compreender melhor a si mesmo, seus valores e limites. Na juventude, muitas vezes não estamos plenamente satisfeitos com quem somos. Portanto, ao nos envolvermos em relacionamentos amorosos, somos confrontados com diversas situações que nos desafiam a refletir sobre nossas necessidades emocionais, algo que talvez não tivéssemos considerado sobre nós mesmos antes de entrar naquela situação.

O namoro de verdade fortalece os laços emocionais entre duas pessoas e abre novas perspectivas e experiências de vida. Quando nos envolvemos em relacionamentos românticos, temos a chance de conhecer pessoas fora do nosso círculo social usual. O que nos faz entender melhor o mundo ao nosso redor.

Esperar até os 16 anos para começar a namorar pode ser uma decisão mais sensata, já que nessa idade estamos mais aptos a entender nosso próprio corpo. Essa espera nos dá tempo para nos prepararmos emocionalmente para relacionamentos mais sérios, o que contribui para um desenvolvimento saudável e uma compreensão mais profunda de nós mesmos e dos outros.

Por isso a importância de que:

“Para seu desenvolvimento emocional e espiritual e segurança, as atividades individuais devem ser adiadas até que você esteja maduro — 16 anos é uma boa diretriz. Aconselhe-se com seus pais e líderes. Deixe os relacionamentos amorosos para quando for mais velho. Passe um tempo com aqueles que o ajudam a cumprir seus compromissos com Jesus Cristo.” (Força dos Jovens: Um Guia para Fazer Escolhas – Pág 13)

Se preparar para algo maior

O namoro após os 16 anos não é uma regra imposta pelos líderes, mas sim um conselho divino. Preparar-se não se limita apenas aos anos que antecedem essa idade, mas é um processo contínuo que se estende ao longo da vida, visando cultivar relacionamentos saudáveis e duradouros. Essa preparação abrange cuidar de nós mesmos em todos os aspectos – espiritual, físico, mental e social.

O Pai Celestial e Jesus Cristo conhecem cada um de nós profundamente, incluindo nossos sentimentos e desejos mais íntimos. Podemos contar com eles em todos os momentos, inclusive quando nos apaixonamos. Se nos voltarmos para eles em oração sincera e com real intenção, eles nos guiarão para tomar as melhores decisões. Mesmo que nem sempre sejam aquelas que desejamos inicialmente. Por meio da preparação e se agirmos com fé, eles abrirão caminhos e nos oferecerão oportunidades para conhecer corações que também se preparam para nos conhecer.

Em última análise, lembre-se de que o namoro não deve ser algo desesperador, humilhante ou confuso. Mas se encontrarmos alguém com quem imaginamos um futuro duradouro, vale a pena investir nisso. Por outro lado, se ainda somos jovens demais, devemos nos concentrar em nos amar e, principalmente, amar a Cristo. Ele preenche qualquer vazio em nossas vidas.

É importante guardar as grandes emoções para o momento certo, incluindo o namoro e o casamento. Não precisamos ter pressa, mas sim paciência para esperar o momento certo. Namorar após os 16 anos é seguro, virtuoso, sensato, inteligente, amoroso e, acima de tudo, uma bênção. Vamos encarar essa fase da vida com confiança, preparação e fé no coração, sabendo que estamos seguindo os princípios divinos que nos levarão a relacionamentos significativos e duradouros.

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