“E Jesus, olhando para ele, o amou.”

É muito difícil amar as pessoas. É muito difícil amar em especial, àqueles que não nos damos tão bem.  É complicado amar àqueles que nos ofenderam. Como será que Deus consegue?

Em algumas situações de nossas vidas, podemos chegar a nos perguntar como Deus continua amando determinada pessoa. Como poderia Deus amá-la? A resposta está nas escrituras:

“Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis?” (Mateus 5:46)

Nós devemos amar a todos, inclusive, aqueles que não gostamos e/ou que não nos damos bem. Imagino o Senhor dizendo que o amor, é como o perdão que como nos ensina Doutrina e Convênios 64:10 devemos estender a todos. Sem exceção.

Como cristãos, nossa posição perante aqueles que não gostamos não deveria ser de ódio, calúnias, difamações ou outros sentimentos negativos. Entendemos que para não gostarmos de alguém há nitidamente um motivo. No entanto, podemos ser melhores nisso. As escrituras nos ensinam:

“Mas a vós, que ouvis isso, digo: Amai aos vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam.” (Lucas 6:27)

Independente de quem tenhamos sido ou de quem somos agora, o Senhor continua nos amando. Não importa para Ele quantas vezes, caímos, mas sim, quantas vezes levantamos. Ele nos ama incondicionalmente e está de braços abertos para nós. Seu amor é inesgotável e sem restrições. E é essa forma de amar, que precisamos aprender.

Gostaríamos de sugerir hoje, 3 coisas para fazer/pensar a fim de aprendermos a amar como Deus ama.

Voltando à presença de Jesus Cristo

Arte: The Arrival por Jon McNaughton

1)   Veja as pessoas como Deus as veria.

Muitas vezes, assumimos uma posição de julgamento e isso não é legal. O primeiro passo a ser dado é tentar ver todos com os olhos do Pai Celestial. Os olhos do Pai Celestial captam o melhor de cada pessoa, vê os defeitos e falhas, mas não os levam em consideração. Em Sua balança, o que mais pesa são as coisas boas e isso faz toda diferença.

Sempre que se sentir tentado a proferir críticas para aquela pessoa de quem não gosta, pare e pense em 5 qualidades que ela tem. Faça isso todas as vezes que se sentir compelido a criticar, e então verá, com o tempo, que as pessoas têm mais coisas boas do que imaginamos. Fazendo isso, notará que fica mais fácil amar. O Élder S. Mark Palmer, na Conferência Geral de abril de 2007, ensinou que “ao aprendermos a ver as pessoas como o Senhor as vê, nosso amor por elas aumentará”.

2)   Tente compreender as pessoas.

O segundo passo é tentar compreender as pessoas. Tudo tem uma razão de ser. Você já parou para pensar o porquê aquela pessoa age, fala e pensa de determinada maneira que a seu ver é totalmente ruim? Seria sua criação? Seu círculo de relacionamentos? Sua instrução? Tente compreendê-la. Ao fazer isso, não quer dizer em nenhum momento que deva aceitar, mas sim compreender. Novamente: tudo tem uma razão de ser.

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3)   Compreenda que todos são diferentes.

O terceiro passo, algo que é fundamental, é entender que todos somos diferentes. Em outras palavras, pode ser que não gostamos de determinada pessoa pelas nossas diferenças. Mas veja pelo lado que todos nós somos diferentes e, novamente, tente compreender os seus motivos. Às vezes, tudo que ela faz é porque é o melhor que ela tem.

Conclusão

E por fim, mas não menos importante, lembre-se de que as pessoas mais difíceis de amar são as que mais precisam de amor! Siga a seguinte linha de raciocínio: Quando uma pessoa tem muito amor dentro de si, o que acontece? Ela irradia e espalha esse amor. Mas quando ela não tem, as coisas são vazias, cinzentas e difíceis para ela, fazendo com que sua vida seja mais amarga e consequentemente suas ações não são tão agradáveis.

E o que deve ser feito para mudar isso? Amar! Se amarmos, a pessoa ficará plena de amor e conseguirá espalhá-lo ao seu redor. É um efeito dominó, compreende? É como dizem as palavras de uma famosa oração católica, escrita por Francisco de Assis: “Pois é dando que se recebe”. Se amarmos, receberemos amor.

E se alguém é difícil de amar, pode ser que esteja precisando e receber amor, e cabe a nós ofertar um pouco do que há em nós. Fica para nós o convite de amar. E não amar somente aqueles que nos amam. Sigamos, pois, os passos do Mestre. Vamos de degrau em degrau aprendendo a amar como Ele ama.

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