A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias participou, como parceira, da 9ª Conferência Nacional das Religiões, realizada em 28 de setembro de 2026, em Matola, Moçambique. Líderes do governo, de comunidades religiosas, da sociedade civil, do meio acadêmico e de organizações de desenvolvimento se reuniram para falar sobre paz, liberdade religiosa e coesão social no país.

O evento aconteceu no Platinum Lodge, com o tema “Celebrando a diversidade religiosa, promovendo laços de fraternidade entre os moçambicanos”. Foi organizado pelo Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos e reuniu cerca de 200 participantes de todo o país.

conferência religiosa Moçambique
Imagem: A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

Abertura com o presidente de Moçambique

A conferência foi aberta pelo presidente de Moçambique, Daniel Chapo, que destacou o papel das organizações religiosas na formação de valores éticos, na promoção da cidadania responsável e no desenvolvimento nacional.

“A diversidade religiosa nunca deve ser motivo de divisão ou conflito. Ao contrário, deve ser acolhida como uma das forças da nossa nação, ajudando-nos a construir um Moçambique pacífico, unido e próspero”, afirmou o presidente.

Ele incentivou as comunidades religiosas a continuar promovendo a tolerância, a reconciliação e a responsabilidade social, e reconheceu os líderes religiosos como parceiros importantes na construção de uma sociedade coesa e resiliente.

A participação da Igreja

A Igreja participou como parceira da conferência, reafirmando seu compromisso de apoiar iniciativas que fortalecem as famílias, promovem a paz e contribuem para o desenvolvimento das comunidades. Também ofereceu apoio logístico ao evento, o que demonstra o seu compromisso com a colaboração entre governo e comunidades religiosas diante de desafios sociais em comum.

A Igreja foi representada pelo élder Freeman Dickie, Setenta de Área na Área África Sul. Ele falou sobre pluralismo religioso e harmonia entre as religiões e participou de um painel sobre liberdade religiosa, liberdade de adoração e a relação entre religião e Estado laico.

“A diversidade religiosa não é algo a ser temido, é uma fonte de força”, disse o élder Dickie. “Quando pessoas de diferentes fés escolhem se respeitar e trabalhar juntas, criamos famílias mais fortes, comunidades mais fortes e nações mais fortes.”

Com base nos princípios de respeito mútuo e na Regra de Ouro (tratar os outros como gostaríamos de ser tratados), o élder Dickie incentivou as comunidades religiosas a construir pontes de entendimento e cooperação.

“A liberdade religiosa protege o direito de cada pessoa de adorar de acordo com os ditames de sua própria consciência. Ela cria espaço para que pessoas de todas as fés contribuam de maneira positiva para a sociedade e vivam em paz umas com as outras”, acrescentou.

O élder Dickie também destacou o compromisso antigo da Igreja com a liberdade religiosa: “As comunidades de fé têm a responsabilidade única de ser construtoras da paz, defensoras da dignidade humana e parceiras no serviço aos necessitados.”

conferência religiosa Moçambique
Imagem: A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

O que foi discutido

Ao longo da conferência, os participantes conversaram sobre o papel das organizações religiosas no fortalecimento das famílias, na promoção de valores morais, no apoio a ações humanitárias, na resposta a desastres e na convivência pacífica. Líderes de várias denominações destacaram a importância do diálogo e da colaboração entre as religiões para enfrentar desafios sociais e promover a unidade nacional.

Na sessão de encerramento, o ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Mateus Saize, reafirmou que as organizações religiosas são parceiras indispensáveis na promoção da coesão social, da construção da paz e do apoio às comunidades vulneráveis.

“O Estado e as organizações religiosas têm a responsabilidade comum de fortalecer as comunidades, promover a paz e melhorar a vida do nosso povo”, disse o ministro.

Ele apresentou recomendações da conferência, entre elas: fortalecer a colaboração entre governo e comunidades religiosas, ampliar iniciativas inter-religiosas voltadas para os jovens, aumentar a participação de mulheres e jovens em ações de liderança e construção da paz, melhorar a preparação para desastres e enfrentar desafios sociais que afetam famílias e comunidades.

O ministro também anunciou planos de expandir as Conferências Religiosas Provinciais por todo o país e de criar mecanismos para acompanhar a aplicação das recomendações.

“Moçambique é uma casa comum com muitas portas de fé. Nossa diversidade não é um desafio a ser administrado, e sim uma riqueza a ser cultivada em benefício de todos os moçambicanos”, afirmou.

conferência religiosa Moçambique
Imagem: A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

Um compromisso renovado

A conferência deu aos representantes da Igreja a oportunidade de conversar com o presidente Chapo, com o ministro Saize, com altos líderes do governo, com líderes religiosos influentes, com representantes da imprensa e com parceiros de desenvolvimento.

O evento terminou com o compromisso renovado de governo, comunidades religiosas e organizações da sociedade civil de trabalhar juntos pela harmonia social, pela defesa da liberdade religiosa e pela construção de um Moçambique pacífico, unido e próspero.

Fonte: Newsroom

Veja também