Por que o Pai diz “ouve-O”?

Nenhuma mensagem poderia ser mais importante para todas as pessoas no mundo do que a admoestação para “ouvir” Jesus Cristo, o Filho de Deus. Em três ocasiões importantes na história do mundo, Deus, o Pai apresentou seu Filho Jesus Cristo usando precisamente estas palavras: “Este é o meu Filho amado, ouve-O.”

Essas três vezes foram:

  1. Quando ele apresentou Seu Filho a Joseph Smith em uma bela manhã de primavera em 1820, perto da cabana de seus pais em Palmyra, Nova Iorque (Joseph Smith–História 1:17).
  2. Na Transfiguração de Jesus, quando Ele se dirigiu aos três principais apóstolos, Pedro, Tiago e João (Mateus 17:5).
  3. E também, em Abundância, quando Ele falou aos justos sobreviventes que se reuniram no templo, maravilhando-se e buscando orientação (3 Néfi 11:7).

Cada uma destas ocasiões é digna de estudo e consideração cuidadosas.

A Primeira Visão de Joseph Smith

Fonte: Newsroom

Como Joseph Smith relatou em 1838 sobre sua visão do Pai e do Filho, “um deles falou-me, chamando-me pelo nome e disse, apontando para o outro: ‘Este é o Meu Filho Amado, ouve-O.'”(Joseph Smith – História 1:17). Joseph testificou a outros sobre esta experiência incrível em muitas ocasiões, e vários dos outros relatos registrados contêm palavras semelhantes faladas pelo Pai quando Ele apresentou Seu Filho.

Em 1835, W. W. Phelps registrou que Joseph pregou para uma congregação da Igreja em Kirtland sobre o tema “Este é o meu filho amado, ouve-O.” Sem dúvida ele foi convidado a falar sobre esse assunto por causa de sua própria experiência quando ouviu essas palavras em 1820.

Em 1843, o editor de jornal, David Nye White, relatou que ouviu Joseph falar de sua Primeira Visão, dizendo: “diretamente, eu vi uma luz, e então um personagem glorioso dentro da luz, e então outro personagem, e o primeiro personagem disse ao segundo, ‘Eis Meu Filho Amado, ouvi-O.’”

Em outra ocasião, em maio de 1844, Alexander Neibaur, um converso, imigrante e amigo de Joseph Smith, registrou em seu diário: “Irmão Joseph nos disse que viu um fogo vindo do céu, que se aproximava, viu um personagem [o Pai] no fogo… depois de um tempo um outro personagem veio para o lado do primeiro.” Depois de dizer a Joseph para não se juntar a nenhuma das igrejas existentes, o Pai disse: “mas este é o meu Filho Amado, ouve-O.”

O Monte da Transfiguração

Estas mesmas palavras do Pai também foram ouvidas por Pedro, Tiago e João no Monte da Transfiguração. Palavras deste evento importante estão registradas em Mateus 17:1-9, Marcos 9:2-10, e Lucas 9:28-36.

Jesus levou estes três apóstolos com Ele “a um alto monte” “para orar”. E Jesus “transfigurou-se diante deles”. “E transfigurou-se a aparência [do] rosto [de Jesus]”, e seu “rosto resplandeceu como o sol”. Suas vestes tornaram-se “brancas como a luz” (Mateus 17:2), “resplandecentes, muito brancas como a neve, tais como nenhum lavandeiro sobre a terra as poderia branquear” (Marcos 9:3).

Moisés e Elias falaram com Jesus. Presumivelmente, eles relataram a Jesus suas mordomias sobre a lei e os profetas, agindo dentro de sua autoridade de Leví e de Melquisedeque. Quando uma nuvem ou um véu celestial então desceu sobre esta cena, “temeram” (Lucas 9:34). Nesse ponto, a voz do Pai veio através do véu, ou fora da nuvem, dizendo: “Este é o meu amado Filho, em quem me comprazo; escutai-o.” (Mateus 17:5), ou, mais simplesmente relatado em Marcos e Lucas, “Este é o meu amado Filho; a ele ouvi” (como registrado em Marcos 9:7; Lucas 9:35).

Os nefitas em Abundância

chance

A terceira ocasião em que o Pai apresentou Seu Filho está em 3 Néfi 11:7. As pessoas na cidade de Abundância haviam se reunido no templo, esperando receber mais luz e conhecimento por causa da “grande e maravilhosa transformação que havia ocorrido” por causa da morte de Jesus (v. 1).

A medida que “conversavam sobre esse Jesus Cristo” (v. 2), “eles ouviram uma voz que parecia vir do céu” (v. 3). Não foi grosseira. Não foi alta. Era mansa. Mas “penetrava-lhes até o âmago, de modo que não havia parte de seu corpo que não tremesse; sim, penetrou-lhes na própria alma e fez-lhes arder o coração” (v. 3). Juntos, como povo, ouviram a voz que dizia: “Eis aqui meu Filho Amado, bem quem me comprazo e em quem glorifiquei meu nome — ouvi-o.” (v. 7).

O motivo

Cada um destes três exemplos nos ensina coisas sobre como o Pai gostaria que ouvíssemos Jesus Cristo. Na Primeira Visão, Joseph ouviu pessoalmente e em privado. Joseph Smith ouviu estas palavras do Pai quando estava sozinho.

Se separarmos um tempo para ficar sozinhos, fugir, deixar as coisas do mundo para trás, nossos ouvidos espirituais podem se abrir para que possamos ouvir, e também nossos corações, para que possamos entender.

O jovem Joseph—como tantas outras pessoas – tinha perguntas e necessidades urgentes que ninguém parecia capaz de responder ou explicar. Ele tirou um tempo de sua rotina regular para se concentrar nesses assuntos de importância eterna, e ele levou seus pedidos pessoais e perguntas a Deus.

Em seu coração, ele sinceramente desejava perdão. Em sua mente, ele voluntariamente buscou e aceitou orientação pessoal. Porque ele estava pronto, disposto, e capaz de dizer: faça-se a tua vontade, não a minha, ele ouviu o Salvador.

Por meio da experiência de Pedro, Tiago e João na Transfiguração de Jesus, aprendemos que o Senhor quer que O escutemos por meio de Seus líderes do sacerdócio e a medida que todos nós, individualmente, operamos dentro de linhas de autoridade do sacerdócio.

E O ouvimos quando fazemos convênios para obedecer, quando cumprimos as ordens do Senhor e quando continuamos focados, sem nos distrairmos. Ir ao templo, a Casa do Senhor, é o nosso atual “Monte do Senhor” (Salmos 24:3), onde ouvimos a palavra Dele.

Finalmente, a medida que as pessoas se reuniram ao redor do templo em Abundância, aprendemos a ouvir o Senhor coletivamente, como Sua comunidade digna do convênio. Observe aqui uma variação sutil na fórmula comum em 3 Néfi 11:7: “ouvi-O.” Neste caso, o comando para “ouvi-Lo” está no imperativo e se estendeu a todo o povo como um todo. Nós também precisamos ouvi-Lo como povo.

Durante todas as horas daquele dia, estas pessoas ouviram o Senhor (3 Néfi 11-18). Eles ouviram como famílias, preocupados uns com os outros. Eles ouviram como discípulos, encarregados de deveres importantes. Eles ouviram como povo do convênio, dizendo sim para guardar Seus mandamentos.

Jesus Cristo chamando apóstolos nas américas

Eles ouviram em harmonia, a fim de evitar discussões. Ouviram promessas que se aplicavam coletivamente a todos os que choram, a todos os que têm fome e sede, a todos os puros de coração, a todos os pacificadores e a todos os que são perseguidos.

Ouviram-No dizer-lhes para serem o sal da terra e a luz para os outros sobre um monte. Eles O ouviram dizer para suprimir a raiva, para não julgar, para se reconciliar com os outros na comunidade do convênio.

Eles O ouviram pedir para ser fiéis um ao outro como cônjuges, para virar a outra face, para dar generosamente a quem pede um casaco para vestir ou a quem pede ajuda para carregar seus fardos por um quilômetro, a amar e a orar pelos inimigos, para dar esmolas para os pobres, para orar (sozinho e também como um grupo), para construir o reino do Pai tanto na terra como no céu (3 Néfi 11-14).

Eles O ouviram quando Ele os ensinou sobre Seus planos futuros para a coligação da Israel dispersa e a construção coletiva de Sião (3 Néfi 15-16). Eles O ouviram quando Ele curou seus doentes, como Ele orou por eles, como Ele abençoou seus filhos, e como Ele administrou o sacramento, instruindo-os a orar juntos, reunirem-se e cuidarem uns dos outros (3 Néfi 17 e 18).

De todas estas maneiras, eles O ouviram como o Seu povo. Como uma comunidade do convênio. Como famílias. Como companheiros Santos, pensando uns nos outros, cuidando uns dos outros, e ajudando uns aos outros.

Por todas estas razões—pessoal, organizacional, coletiva—Jesus veio a este mundo. Veio para que todos O conhecessem como aquele que o Pai havia enviado, para morrer e expiar os pecados de todo o mundo. Pois ele venceu a morte, levantou da tumba, e virá novamente ressuscitado em glória eterna.

Fonte: Book of Mormon Central

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