Os cristãos não-praticantes geralmente são as pessoas que nasceram de pais cristãos, mas decidiram não ser ativos na Igreja. Eles podem ou não nutrir a fé, mas preferem não ter um compromisso de frequência as reuniões religiosas. Já aqueles que frequentam a Igreja e procuraram viver de acordo com os ditames da religião são considerados “praticantes”.

Na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias usamos a palavra “ativo” para descrever os mórmons praticantes. Os inativos são aqueles que não vão na Igreja.

Entretanto não basta a presença todo domingo para ser um cristão-praticante. Abaixo listamos 5 coisas sobre os cristãos praticantes – coisas que os não-praticantes e os praticantes devem lembrar:

1.Um Cristão praticante não é perfeito

Sei que isso é evidente – ninguém é perfeito – mas muitas vezes os “não-praticantes” e os que não são cristão cobram perfeição dos cristãos ativos. Isso também acontece com os próprios cristãos praticantes – alguns exigem muito de si mesmos e de outros. É verdade que Jesus Cristo deu o mandamento de sermos perfeitos, mas, isso é um processo.

O Élder Jeffrey R. Holland disse sobre isso:

“Na Igreja, ouço muitos que lutam com esta questão: “Não sou bom o bastante”. “Sou tão falho.” “Nunca vou estar à altura.”(…)

Meus irmãos e irmãs, exceto por Jesus Cristo, jamais houve realizações perfeitas nesta jornada terrena em que estamos, portanto nos esforcemos na mortalidade para alcançar um progresso constante, mas sem a obsessão que os cientistas comportamentais chamam de “perfeccionismo tóxico”. Devemos evitar esse tipo de expectativa excessiva em nós mesmos, nos outros e, eu acrescentaria, naqueles que são chamados para servir na Igreja” (“Sede vós perfeitos – no final“, Conferência Geral outubro de 2017)

Família junta feliz

 

2.Um cristão praticante ama as escrituras

Não dá para ser um cristão devoto sem amar a Bíblia – que é a palavra de Deus, e conta a história do Salvador Jesus Cristo. Os membros da Igreja amam e valorizam a Bíblia. Temos, porém, o Livro de Mórmon – e outros livros sagrados. Elder M. Russell Ballard disse que algumas pessoas dizem que os mórmons não são cristãos por terem outros livros:

“Irmãos e irmãs, tenho certeza de que muitos de vocês passaram pela experiência de ouvir pessoas dizerem que “os mórmons não são cristãos porque têm sua própria Bíblia, o Livro de Mórmon”. Para qualquer pessoa com esse tipo de concepção errônea, afirmamos que cremos em nosso Senhor Jesus Cristo como nosso Salvador e o autor de nossa salvação, e que cremos na Bíblia Sagrada, a reverenciamos e amamos. De fato, temos escrituras sagradas adicionais, inclusive o Livro de Mórmon, mas ele apóia a Bíblia e jamais a substitui.” (“O milagre da Bíblia Sagrada“, Conferência Geral, abril de 2007)

A verdade sobre os mórmons

3.Um cristão praticante deseja que outros conheçam sobre Cristo

Um dos mandamentos mais vigorosos de Jesus foi dado antes Dele ascender ao céu. Ele disse:

“Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.” (Marcos 16:15)

Os verdadeiros cristão convidam outras pessoas a conhecerem sobre Jesus Cristo e a segui-lo. Eles fazem isso tanto por palavra, como por exemplo. Entretanto, conforme a 11 Regra de Fé preceitua:

“Pretendemos o privilégio de adorar a Deus Todo-Poderoso de acordo com os ditames de nossa própria consciência; e concedemos a todos os homens o mesmo privilégio, deixando-os adorar como, onde, ou o que desejarem.” (Regra de Fé 11)

Isso significa que cremos na liberdade religiosa, e não impomos nossa religião – permitindo que todos vivam de acordo com o que acreditam.

o salvador

One By One – Walter Rane

4.Um cristão praticante deseja que os “não-praticantes” voltem a viver sua religião

Isso significa que amamos viver nossa fé, e queremos que aqueles que não estão mais entre nós, retornem. Um grande líder da Igreja, já falecido disse:

“Convidamos todos os que se sentiram ofendidos ou que perderam o interesse [pela Igreja], ou que se afastaram por qualquer motivo, a voltarem a integrar-se plenamente conosco. Os membros fiéis, com todas as suas falhas e seus defeitos, estão se esforçando humildemente para realizar a obra sagrada de Deus no mundo inteiro. Precisamos de sua ajuda na grande batalha contra os poderes das trevas reinantes no mundo de hoje. Ao participarem desta obra, vocês todos poderão satisfazer os mais profundos anseios de sua alma. Poderão conhecer o consolo pessoal encontrado na busca das coisas sagradas e santas de Deus. Poderão desfrutar as bênçãos e os convênios administrados nos templos sagrados. Poderão ter mais significado e propósito na vida mesmo no mundo profano em que vivemos. Poderão ter força de caráter para agir por si mesmos e não somente receber a ação.” (Presidente James E. Faust (1920–2007), “Uma Herança Inestimável”, A Liahona, janeiro de 1993, pg. 91)

5.Um cristão praticante é um verdadeiro discípulo de Cristo

O Élder Robert D. Hales ensinou o que significa ser um verdadeiro discípulo de Jesus Cristo:

“Um discípulo é alguém que foi batizado e que tem o desejo de tomar sobre si o nome do nosso Salvador e de segui-Lo. Um discípulo se esforça para tornar-se como Ele é, guardando Seus mandamentos na mortalidade, assim como um aprendiz procura tornar-se como seu mestre.”

Ele também disse que ser um discípulo não é apenas ser um “seguidor”, mas é uma condição de ser, o que sugere ser algo além de estudar e de aplicar uma lista de atributos individuais.

“Os discípulos vivem de modo que as características de Cristo estejam entrelaçadas nas fibras do seu ser, como um tapete espiritual.” (“Tornar-nos Discípulos de Nosso Senhor Jesus Cristo“, Conferência Geral abril de 2017)

Existe algo mais que você acrescentaria a esta lista? O que um cristão praticante faz?