Algumas pessoas compartilharam experiências especiais relacionadas ao trabalho de história da família e do templo. São relatos de sonhos, inspirações, coincidências e milagres que aconteceram enquanto buscavam conhecer melhor seus antepassados.

Essas histórias mostram como o trabalho de história da família pode fortalecer a fé, aproximar gerações e nos lembrar de que os laços familiares vão além desta vida.

A seguir, conheça quatro experiências que mostram como pequenas inspirações podem levar a descobertas e momentos espirituais inesquecíveis.

Ele sabia que aquele bebê era uma bênção

Pouco depois do nascimento de nosso primeiro filho, em 1977, aconteceu o seguinte:

Morávamos em uma residência estudantil da Universidade Brigham Young (BYU), onde eu estudava. Certa noite, enquanto nosso bebê, Christopher, dormia em seu berço, minha esposa, Jill, levantou-se para alimentá-lo.

Ao entrar no quarto do bebê, ela viu um homem todo vestido de branco, em uma posição como se estivesse sentado, embora não houvesse nenhuma cadeira visível debaixo dele. Ele observava atentamente nosso filho.

Minha esposa não falou com ele, nem ele falou com ela. Jill não ficou assustada e sentiu paz na presença daquela pessoa. Depois de cuidar de nosso filho, voltou para a cama.

Quinze anos se passaram. Naquele verão, viajamos para visitar familiares na Califórnia. Uma das visitas foi à minha mãe. Enquanto estávamos lá, ela nos mostrou algumas fotografias antigas da família.

Para surpresa de minha esposa, uma das fotografias mostrava exatamente a pessoa vestida de branco que ela havia visto no quarto de nosso filho. O homem era o pai da minha mãe! Finalmente entendemos quem ele era!

Mais quinze anos se passaram. Estávamos morando no norte do Colorado. Em uma tarde de sábado, minha esposa, nosso filho Chris e eu decidimos ir ao Templo de Denver. Naquela época, era o único templo em nosso estado. Todos nós desejávamos participar de uma sessão de investidura.

Minha esposa descende de uma longa linhagem de pioneiros. Eu sou o pioneiro da minha família. Por isso, já tinha muitos nomes impressos. Distribuí aleatoriamente um nome para cada um de nós representar como procurador. Foi uma experiência maravilhosa.

Durante o trajeto de volta para casa, comecei a refletir sobre os nomes das pessoas por quem havíamos realizado as ordenanças. Então, percebi que a investidura de meu avô havia sido realizada por Christopher!

Era a mesma pessoa que havia observado nosso filho ainda bebê com tanta atenção e expectativa em 1977.

Todos ficamos maravilhados e gratos por essa experiência tão profunda, que se desenrolou ao longo de 30 anos.

— Chuck e Jill Johnson
Eaton, Colorado

Recebi uma compreensão clara do porquê fui enviada até lá

Tive uma forte impressão de que precisava ir ao cemitério de Parowan, em Utah. Não conseguia entender o motivo, pois não tenho antepassados de Parowan. Aprendi, por experiência própria, a confiar nas inspirações e segui-las. Por isso, meu marido e eu viajamos até o cemitério de Parowan.

Eu sabia que meus antepassados pioneiros, James e Emily Lewis, estavam entre os primeiros colonizadores de Parowan, mas eles permaneceram lá por apenas dez anos antes de serem chamados para ir à região de Dixie, em Utah. No entanto, encontrei em nossos registros familiares a informação de que eles tiveram um filho chamado Nathaniel, que morreu aos 13 meses de idade e foi sepultado em Parowan, em 1860.

Encontramos no mapa a localização do túmulo de Nathaniel, mas não conseguimos encontrá-lo. Liguei para a prefeitura, e eles confirmaram que o túmulo, que não tinha nenhuma identificação, estava exatamente no local onde estávamos.

Pude sentir minha avó Emily por perto e recebi uma compreensão clara do motivo pelo qual havia sido enviada até lá. Era importante para ela que seu amado bebê fosse devidamente lembrado.

Entrei em contato com uma funerária e encomendei uma lápide. Um mês depois, voltamos para ver a identificação recém-instalada no túmulo.

Essa experiência foi um lembrete delicado de que toda alma é preciosa. Ao realizarmos diligentemente o trabalho do templo e de história da família, conquistamos a confiança daqueles que estão do outro lado do véu. Eles sabem que podem contar conosco para ajudá-los.

— Myrna Hoyt
Orderville, Utah

Imagem: IA e equipe Mais Fé.

Quando estaremos separados?

Há muitos anos, passamos o verão nas Ilhas Britânicas fazendo pesquisas de história da família e fotografando lugares. Levamos nossas duas filhas mais novas e fomos de arquivo em arquivo, de vilarejo ancestral em vilarejo ancestral, tentando conhecer melhor nossos antepassados e aprofundar nossas pesquisas para descobrir novas gerações de nossas linhagens familiares.

Durante aqueles quase três meses, meu irmão Paul, sua esposa Peggy, sua filha Emily e minha mãe vieram nos visitar por nove dias.

Estávamos animados para mostrar a eles de onde vinham “nossos antepassados” e levá-los a vários lugares importantes, cemitérios e igrejas ligados à nossa família.

Em determinado dia, minha cunhada Peggy quis procurar seus próprios antepassados, e isso exigiu bastante tempo de viagem até o vilarejo de seus ancestrais e uma igreja antiga.

Não sei por quê, mas eu estava me sentindo um pouco incomodado com todo o tempo que estávamos tirando de nossos preciosos dias de verão para procurar os “antepassados dela”.

Estávamos ali para pesquisar nossas próprias linhagens e havíamos feito sacrifícios para passar o verão inteiro realizando aquele trabalho tão minucioso.

Quando chegamos à igreja e ao cemitério, todos saímos da van, e Peggy percebeu o que eu estava sentindo (ela me conhece há praticamente toda a minha vida).

Ela colocou as mãos sobre meus ombros, olhou diretamente nos meus olhos e disse:

“Scot, quando, em toda a eternidade, estaremos separados?”

A mensagem me atingiu como um raio vindo do nada.

Os antepassados DELA eram os MEUS antepassados e sempre seriam!

Senti uma onda de energia (e esclarecimento espiritual) e saí correndo pelo cemitério, determinado a encontrar os NOSSOS antepassados.

Fui o primeiro a descobrir lápides com aqueles sobrenomes da família.

Foi uma lição especial que nunca esqueci.

— Scot Facer Proctor
Alpine, Utah

Imagem: IA e equipe Mais Fé.

Aquele sonho foi diferente: era muito claro

Eu tinha 25 anos quando recebi minha investidura. Alguns meses depois, tive um sonho em que uma família de indígenas norte-americanos veio até mim.

Não costumo sonhar com frequência, e aquele sonho foi diferente. Era muito claro.

Havia um pai, uma mãe e uma filha. A filha estava sentada em uma cadeira, e seus pais estavam em pé atrás dela.

Eles usavam roupas tradicionais dos povos indígenas norte-americanos. Cada um deles sorriu para mim.

Algumas semanas depois, meu pai comentou que estava trabalhando em uma pesquisa genealógica de indígenas norte-americanos.

Então, pedi a ele alguns nomes para levar ao templo, e ele me entregou os nomes de uma família: um pai, uma mãe e uma filha.

— Mary
Salt Lake City, Utah

Fonte: Meridian Magazine

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