Há três cidades especiais e sagradas mencionadas nas escrituras: Sião, Jerusalém e a Nova Jerusalém. Outras cidades, tais como Betel, Abundancia, Zaraenla, Nauvoo, Adão-Ondi-Amã e Salt Lake City (Gênesis 35:6-7, 3 Néfi 11:1, Ômni 1:12-14, D&C 124:109, D&C 42:64 e D&C 136:1) são histórica e espiritualmente relevantes – mas as principais cidades de Deus, para seu povo santificado, são apenas essas três: Sião, Jerusalém e a Nova Jerusalém. Apenas aqueles que tiverem suas vestes branqueadas pelo sangue do Cordeiro poderão habitar nelas (Éter 13:10, Apocalipse 21:27).

ANTIGA JERUSALÉM. “Nenhuma cidade delineou a história e o destino da Terra como Jerusalém. Por 40 séculos, semitas, egípcios, hititas, assírios, babilônios, persas, gregos, romanos, bizantinos, muçulmanos, cruzados, turcos, europeus, árabes e israelitas constaram das páginas da sua história. Grandiosas personalidades tais como Melquisedeque, Abraão, Davi, Salomão, Isaías, Leí, Jeremias, Alexandre – o Grande, Pompeu, Cleópatra, Herodes, Pedro, Paulo, Tito, Constantino, Maomé, Ricardo – Coração de Leão, Maimonidas, Saladin, Süleyman – o Magnífico, e vários outros desempenharam papéis fundamentais no passado de Jerusalém. (…) Jesus Cristo, o Filho Unigênito de Deus na carne, nasceu perto de Jerusalém. Foi nessa cidade que o Redentor realizou os maiores eventos e contribuições de todos os tempos — Seu sacrifício expiatório e Ressurreição dentre os mortos. Esses e muitos outros acontecimentos fizeram de Jerusalém um nome eternamente sagrado.” [1]

NOVA JERUSALÉM. Aprendemos pelas escrituras que haverá uma Jerusalém no Continente Americano. Será uma Nova Jerusalém, pois a antiga será reconstruída e santificada (Éter 13:4). Haverá duas capitais no milênio – a antiga (chamada também de Cidade Santa – ver GEE Jerusalém) e a nova Jerusalém (Isaías 2:3). A Nova Jerusalém também é conhecida como de cidade de Sião (Regra de Fé nº 10). A Nova Jerusalém será a capital política, administrativa e temporal e a antiga Jerusalém será a capital eclesiástica e espiritual (note: “de Sião sairá à lei, e de Jerusalém a palavra do Senhor”, Miquéias 4:2 e Isaías 2:3). Ambas, entretanto, serão cidades sagradas (D&C 45:66; 63:49, 133:56). Serão as capitais mundiais nos mil anos que o Senhor reinar pessoalmente na Terra.

SIÃO. A cidade de Enoque, que foi chamada de cidade de Sião, descerá do céu e se unirá a cidade de Sião na Terra, a Nova Jerusalém (D&C 45:11-14, 65-66; 84:99-100).

CAPITAIS NO MILÊNIO. Haverá pelo menos um Templo na Nova e na Antiga Jerusalém (Moisés 7:62, Ezequiel 37:28, D&C 133:12-13, 30-35). Em um desses Templos os filhos de Levi voltarão, por um pouco de tempo, a fazer sacrifícios simbólicos (D&C 13, 128:24). Não obstante, toda cidade pode ser considerada como um santuário – uma cidade-templo, portanto.

A Nova Jerusalém será a herança dos descendentes de José, que trabalharam nos últimos dias coligando os gentios. E a antiga Jerusalém será a herança da Tribo de Judá e das outras tribos, inclusive das dez tribos perdidas que voltarão da terra do norte (D&C 133:12-13, regra de Fé Nº 10, Éter 13:11).

A Nova Jerusalém, em seu estado celestial e eterno, é descrita por João em Apocalipse mais adiante, no capítulo vinte e um.Haverá doze portas com os nomes das Doze tribos de Israel, em um grande muro que circundará a cidade. Os nomes dos Doze apóstolos originais serão destacados. Ela será construída com metais e pedras preciosas. Como a Glória do Senhor estará sobre a cidade, não haverá necessidade da luz do sol ou da luz da lua para que fique iluminada. (Apocalipse 21:9-27).

A gloriosa cidade foi mostrada em visão a vários profetas, como Éter (Éter 13:1-13), Enoque (Moisés 7:62-63) e João, o amado (Apocalipse 21:9-27). O Senhor o fez provavelmente para confortá-los e incentivá-los quanto ao futuro promissor da obra. Tal conhecimento deveria nos motivar também ao arrependimento e a busca pela santificação para sermos achados dignos de estarmos entre os inscritos do Livro do Cordeiro e poder adentrar essas santas cidades (Apocalipse 21:27) – que terão como habitantes os puros de coração – pois são eles que verão a Deus (Salmos 24:3-6, Mateus 5:8).

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Notas

[1] D. Kelly Ogden, “Jerusalém“, A Liahona Abril de 2003