Jovens mórmons e os Jogos Olímpicos. Existe algo em comum?

jovens mórmons e os jogos olímpicos

Jovens mórmons e os Jogos Olímpicos

A uma semana da abertura dos jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, em uma tarde ensolarada a Presidência de área de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias se reuniu para apresentar o devocional “Erguer-se e Brilhar.” A apresentação emocionou pela beleza e cuidado com que foi preparada e pelo teor intimista das mensagens que foram especialmente direcionadas aos jovens entre 12-18 anos. Élder Marcos A. Aidukaitis divertiu a todos quando decidiu tirar o palitó para fugir do calor. A conversa teve tom informal, mas o assunto tratado foi de extrema importância: D&C 115:05 “em verdade vos digo, erguei-vos e brilhai para que vossa luz seja um estandarte para as nações”. Entre os temas abordados se tornou evidente a semelhança entre os símbolos existentes nos programas intitulados “Progresso Pessoal” e “Dever para com Deus” com alguns dos símbolos  Olímpicos.  Leia e compare:

Os jogos na Antiguidade

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Jogos Olímpicos na Antiguidade grega.

Surgiu no que hoje conhecemos como Grécia uma série de competições atléticas que tinham um caráter político, religioso e esportivo. A Grécia não era um país, mas um conjunto de cidade-estado e os jogos ainda que promovessem a rivalidade entre estas várias cidade-estado, também traziam um sentido de unidade entre elas. Durante os jogos Olímpicos estabelecia-se um período de trégua e os conflitos e guerras que estavam em andamento eram paralisados.

A sociedade grega antiga era dividida em três grupos ou estamentos (eupátridas, metecos e escravos). Somente os homens livres, considerados cidadãos podiam participar dos jogos. Os jogos tinham uma duração média de 5 dias e os vencedores eram vistos como heróis em suas cidades. Estes vencedores recebiam como prêmios coisas que simbolizavam a glória e honra consquistada, tais como: coroas de louro e ramos de palmeiras. Estima-se que a partir do século XVII este prêmio tenha sido alterado para uma medalha e a partir do século XIX (1884) A Associação de Atletlas amadores estabeleceu o padrão Ouro, Prata e Bronze para os três primeiros colocados.

O programa para rapazes e moças

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Os jovens mórmons e os jogos olímpicos tem coisas em comum.

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias possui um programa direcionado as moças solteiras entre 12 e 18 anos incompletos, conhecido como Progresso Pessoal. Existem três própositos no Progresso pessoal: o primiero é fortalecer o testemunho das jovens em Jesus Cristo, o segundo fortalecer sua família atual bem  como sua família futura e o terceiro é  prepará-la para fazer os convênios do templo e segui-los. O objetivo principal é fazer com que a jovem se sinta preparada para  seu papel e responsabilidades futuras.

Quando uma moça termina seu trabalho com todos os 8 valores das moças e é entrevistada pelo bispo ela recebe o “Reconhecimento das Moças”. Esse reconhecimento consiste num certificado e um medalhão que pode ser na cor prata ou ouro. Geralmente o certificado é recebido em uma reunião sacramental. Depois do Certificado de Reconhecimento, a jovem pode continuar seu progresso e receber o “Pingente de Honra da Abelhinha”.

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Cumprir dever para com Deus é uma das semelhanças entre os jovens mórmons e os jogos olímpicos.

O programa para os rapazes é chamado de “Dever para com Deus”. Este programa também possui três objetivos: fortalecer o testemunho e relacionamento do rapaz com o  Pai Celestial, segundo proporcionar com que este aprenda a cumprir seus deveres no sacerdócio e terceiro, aplicar os padrões de “Para o vigor da Juventude”. Após a realização de todas as metas e o projeto o rapaz recebe um certificado de reconhecimento. A este respeito o Élder Marcos A. Aidukaitis, testificou:

“de todas as condecorações, medalhas e prêmios que eu ganhei, a medalha que realmente tem valor pra mim e a que eu mais aprecio  aquela que eu guardo com carinho é uma medalha que eu ganhei quando eu fiz “O meu dever para com Deus”. (…) Era uma pequena medalha em formato de cabeça de búfalo e isso  tinha um significado.

 Explicando o significado ele acrescentou:

Os pioneiros da igreja, quando atravessaram o deserto até o caminho do Lago Salgado encontravam cabeças de búfalos e usavam essas cabeças de búfalos para mostrar o caminho para as caravanas que viriam atrás. Dessa forma eles penduravam as cabeças em mastros e mostravam os caminhos a seguir para aqueles que viriam depois. Muito parecido com o papel de um portador do sacerdócio Aarônico hoje, porque o portador do sacerdócio Aarônico é aquele que vai na frente e abre o caminho para aqueles que vem depois. Dentro desta cabeça de búfalo, tem uma gravura de João Batista, concedendo o sacerdócio de Aarão para Joseph Smith e Oliver Cowdery e uma inscrição : Dever para com Deus, honrar o sacerdócio”. (Élder Aidukaitis, Devocional, Erguer-se e brilhar, 2016).

A tocha olímpica e o medalhão das moças

O emblema das moças é uma tocha envolta pelo lema das moças “defender a verdade e a retidão”. A tocha representa a luz de Cristo, convidando todos a virem a Cristo. A moça é incentivada a assumir o compromisso de fazer sua luz resplandecer, sendo um exemplo e permanecendo digna de fazer e guardar convênios sagrados e receber as ordenanças do templo.

Um dos símbolos dos jogos olímpicos é a tocha olímpica. Há centenas de milhares de anos, o frio e a fome perturbavam a sobreviência humana. O Homem precisava se deslocar e seguir em busca de alimentos. O nomadismo somente foi superado depois que o Homem foi capaz de dominar o fogo. Domínio do fogo representa aquecer-se, proteger-se de predadores e cozinhar alimentos. Em grande maneira é portanto, domínio da vida. Liberdade de morar aonde lhe parecesse melhor. Não é de se admirar que a chama tenha sido elegida como um dos símbolos Olímpicos.

Na história dos jogos olímpicos, somente os vencedores podiam acender ao local onde estavam os sacerdotes e a chama olímpica. Pode-se aqui construir uma analogia com a frequência aos templos. Somente os jovens que se mantém puros, podem frequentar este local sagrado.

 “Que a Tocha Olímpica siga o seu curso através dos tempos para o bem da humanidade cada vez mais ardente, corajosa e pura” (Pierre de Coubertin)

O transporte da chama através de um  processo de revezamento, produz  reflexão sobre a importância de cada geração na propagação do evangelho. A cada tempo uma geração carrega sua responsabilidade e abre espaço para uma outra.  A luz da tocha já foi transmitida por impulso elétrico enviado de Atenas ao Canadá (ano de 1976), já foi transportada embaixo d´àgua (ano 2000). A chama olímpica pode ser comparada ao testemunho que precisa ser erguido a todas  as nações e que pode fortalecer-se mediante a situações inóspitas.

A grande diferença entre os jogos e o plano do senhor

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O testemunho e a Chama Olímpica são uma das semelhanças entre os jovens mórmons e os jogos olímpicos.

Élder Jario Mazzagardi finalizou a Devocional mencionando a grande diferença entre o plano de senhor e os jogos Olímpicos. Competições de alto nível como esta não abrem espaço para imperfeições. Entre vários atletas de cada categoria somente três podem chegar a serem medalhistas. O princípio da competitividade não é aplicado ao plano do senhor,

“eis que tu es meu filho e tenho uma obra para ti”(Moisés 1:04,5,6)

O Senhor trabalha com seus filhos dentro de suas imperfeições, exigindo apenas que possam ser obedientes aos princípios do evangelho de Jesus Cristo. Élder Mazzagardi ilustrou esse princípio dizendo como foi capaz de realizar o sonho de mergulhar ainda que não saiba nadar:

“todos nós podemos vencer nossos medos e desafios. Lembrem-se que vocês tem que dar o melhor. No plano divino, quando você faz tudo e você paga o preço, o Senhor vem e completa aquilo que falta. Esse é o Plano de Deus.” (Élder Mazzagardi, Devocional, Erguer-se  e Brilhar, 2016).


Bibliografia

História Global, Brasil e Geral – Gilberto Cotrim, Editora Saraiva.

Dever Para com Deus.
Devocional “Erguer-se e brilhar”

Progresso Pessoal on line.

| Vida dos Santos dos Últimos Dias
Publicado por: Leilyanna da Penha
Leilyanna da Penha é natural de Goiânia, professora de História, serviu na missão Argentina Buenos Aires Oeste, é estudante de inglês e fala espanhol fluentemente.
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