CLASSE ESPECIAL NA SEMANA DA EDUCAÇÃO NA BYU

Provo, Utah – Ao compartilhar a escritura de Mateus 8:20, na qual lemos: “(…) As raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça”, Brad R. Wilcox explicou que por causa do templo ter sido profanado, não havia “casa”, ou Templo do Senhor. Entretanto, se Jesus viesse hoje, continuou o irmão Wilcox, “Ele diria: ‘ raposas têm covis, aves têm ninhos e Eu tenho uma casa. Na verdade, Eu tenho 150 casas ao redor do mundo’”.

Em sua classe intitulada “Você não esta sozinho: Vinde à Casa do Senhor”, durante a Semana de Educação no Campus da BYU, em 21 de agosto, o irmão Wilcox, Professor Associado da Universidade Brigham Young, compartilhou os Cincos “S” do Templo, para os santos dos últimos dias lembrarem sobre o Templo do Senhor.

O primeiro “S” do templo é Santuário.

Ele explicou, o templo é um santuário espiritual. “Nós podemos ir lá e nos refugiarmos da crueldade do mundo, da corrupção do mundo, e da maldade do mundo… Nossos espíritos sentem-se como estivessem indo ao lar. Irmão Wilcox citou o Presidente Erza Taft Benson que disse: “Os templos são locais de revelação pessoal. Quando me sinto acabrunhado por um problema ou dificuldade, tenho ido à Casa do Senhor com uma prece em meu coração pedindo respostas. As respostas têm chegado de maneiras claras e inequívocas”. “Que bênção termos um local onde podemos fazer isso”, disse irmão Wilcox. “Ter um local para nos refugiarmos do mundo”.

Ao apresentar o segundo “S” do templo, irmão Wilcox citou o Presidente Boyd K. Packer que ensinou: “que no templo, mantém-se uma atmosfera propícia para a instrução sobre assuntos profundamente espirituais”.

Nosso segundo “S” é Sistema de Aprendizado – um sistema de aprendizado maravilhoso, no qual são ensinadas lições da eternidade. Belas lições que devem ser importantes nesta vida e na vindoura.

Irmão Wilcox explicou que no templo, indivíduos são ensinados à maneira do Senhor – tanto direta como indiretamente. Por exemplo, às vezes o Senhor dá instruções específicas, como no Sermão da Montanha. Outras vezes, Ele ensina indiretamente, tal como, quando Ele ensinou por parábolas.

“Algumas vezes, o Senhor espera que o aluno tenha responsabilidade pelo o seu próprio aprendizado. Vamos ao templo, nos sentamos em poltronas confortáveis, e pensamos: ‘estamos aqui para sermos expectadores’, mas este não é o caso. No templo, as poltronas representam o tribunal, e eles representam o juiz. Nós não somos expectadores. Nós somos participantes. Nós “atuamos”, – nós participamos, – no “sistema de aprendizado”, temos a responsabilidade de aprender os símbolos que nos cercam.”

A melhor maneira de aprendermos no templo é irmos com questões; ensinou o irmão Wilcox. “No templo há novas respostas, conforme as necessidades de nossa vida, exatamente como uma parábola, embora tenhamos ido lá muitas e muitas vezes”. O templo oferece… novas respostas e aprendemos neste maravilhoso “sistema de aprendizado” que nos é dado no templo.”

Participantes da semana de educação da BYU.

Participantes da semana de educação da BYU. Imagem via Deseretnews.com.

O terceiro “S” do templo é Salvação.

“O templo é um local de salvação… É onde vamos receber as ordenanças salvadoras, e onde realizamos estas ordenanças por aqueles que não tiveram oportunidade.

Irmão Wilcox relatou uma experiência que teve em sua missão no Chile, onde conheceu uma mulher no ônibus, que falava fluentemente cinco línguas, e era viajada e bem-educada. Logo, ela o fez uma pergunta, pergunta esta que havia sido feita para um ministro, para um padre e para um missionário que tinha conhecido, e nenhum deles foram capazes de respondê-la. Sua questão era simples, ‘Se sua Igreja é verdadeira, então, o que aconteceu com todos aqueles que viveram e morreram antes de 1830?’”

“Vocês percebem a alegria que eu senti? Eu era capaz de dizer a ela, o que nós fazemos com um grupo de jovens quando os levamos ao templo quarta-feira à noite para fazermos batismo pelos mortos”, disse irmão Wilcox.

A Igreja oferece solução doutrinária ao construir, dedicar e encher o templo com voluntários. “Ao deparar a si mesmo no mundo, e presenciar um problema atrás do outro; apenas lembre-se que você é parte da solução, e nós temos isto no templo”.

O quarto “S” do templo é Selamento.

“O templo é um local de selamento, onde casais e famílias podem ser selados para a eternidade”.

Ser casados “para o tempo e toda a eternidade” são palavras que “nossos corações anseiam”, disse irmão Wilcox. Entretanto, “requer muito mais do que palavras, mais do que sonhos, esperanças e desejos. Isto requer autoridade”.

Isto requer, especificamente, a autoridade encontrada nas chaves seladoras restauradas a Joseph Smith no Templo de Kirtland e hoje conferidas ao Presidente Thomas S. Monson. “Nós sabemos que essa autoridade é essencial”.

O quinto “S” do templo é Salvador.

“O [templo] é um local que centraliza-se no Salvador”.

O irmão Wilcox encorajou os membros a se perguntarem, “O que isto tem a ver com o Salvador?”, sempre que haja algo no templo difícil de compreender.

“Ao fazermos estas perguntas, de repente respostas fluirão em nossas mentes… E então, o Espírito nos ensinará, pois todas as coisas no templo estão focadas em Cristo e Sua Expiação”.

Irmão Wilcox disse, “que uma mulher certa vez, contou a ele, que após frequentar o templo, ela esperava ver mais que a Expiação”. “Para mim, soou como se ela dissesse: ‘ Eu entrei em uma floresta e esperava realmente ver uma árvore’, disse ele. Até perceber que ela esperava ver representações de Cristo no Getsêmani, na cruz ou no Jardim do Sepulcro. Ele foi capaz de explicá-la, “no templo, nós vemos um grande quadro. Não vemos o “quê” da Expiação. Nós vemos o “porquê” da Expiação. Vemos porque foi necessário no princípio, e como foi planejada desde o começo e o que significa para nós – nesta vida e na vindoura.

Ao concluir, irmão Wilcox citou uma declaração feita pelo Élder Robert E. Wells, Setenta Emérito, que escreveu: “De fato, nossos sentimentos sobre o templo são os indicadores mais verdadeiros de nossos sentimentos mais profundos sobre Jesus Cristo”.

“Que declaração incrível e uma oportunidade para reflexão pessoal. Ficaremos com o Salvador? Ficaremos no templo? Ao refletirmos sobre isto, poderemos receber revelação pessoal, que nos permitirão saber as mudanças que precisam ser feitas em nossa vida. A ajuda divina está disponível para aquelas mudanças que nos possibilitarão entrar, participar e amar os templos do Senhor”.

Alunos da BYU

Imagem via Deseretnews.com.

 

Artigo original publicado por  Rachel Sterzer em DeseretNews.com. Traduzido por Regiane Bonfim.