Trabalhei com o Presidente Thomas S. Monson por cerca de 45 anos. Ele é meu amigo desde que entrei para a equipe do Deseret News como jovem repórter em 1972. Observei o Presidente Monson e sua esposa, Frances, em muitos ambientes. Em sua casa, durante as viagens pelo mundo, com amigos de longa data e entre autoridades nacionais e internacionais. Certa vez escrevi o seguinte sobre ele: “Confortável em qualquer ambiente, poderia muito bem ser descrito como amigo de todos.

Ao longo dos anos, notei uma característica: ele tratava todos igualmente. Seja em um palácio ou em uma praça pública, ele tinha prazer em encontrar as pessoas e era genuinamente interessado nelas.

Igualdade

Eu o vi movimentar-se com facilidade entre pessoas de todas as idades e estágios da vida. Em 1995, por exemplo, eu fotografei o Presidente e a irmã Monson com Rei Carl XVI Gustaf e a Rainha Sílvia da Suécia no terreno do Templo de Estocolmo, Suécia.

Alguns dias mais tarde, minha câmera o flagrou abaixando-se para conversar com uma viúva idosa baixinha em Görlitz, uma cidade na antiga República Democrática Alemã. Quando ele começou a se afastar, ele percebeu que eu tinha capturado um ato de caridade — ele havia colocado algum dinheiro na mão da viúva. Com um aceno de cabeça negativo e apontando para a câmera, ele disse: “Não coloque isso nas notícias”.

Eu vi naquele dia que o Presidente Monson não mostrara nem um pingo a mais de bondade ou respeito ao rei e rainha da Suécia do que mostrou à viúva em Görlitz.

Meu amigo, Thomas Monson

Poucas horas depois de sua morte, um repórter de televisão me perguntou qual eu achava que seria o legado do Presidente Monson. Fiz uma pausa por alguns segundos, em seguida, disse que, embora ele tenha sido fundamental para a construção de novos templos e outras realizações tangíveis, sinto que ele será lembrado por sua compaixão.

Seu nome será vinculado para sempre a gestos de compaixão, serviço ao próximo e um forte desejo de ajudar os desamparados, nutrir os fracos e levantar os que sofrem diversas aflições.

O Presidente Monson foi meu amigo. Ele usou de seu tempo para analisar alguns de meus feitos, corrigir quando necessário e consolar os enlutados. Quando minha mãe morreu, eu voltei para casa da minha família na Geórgia, onde tive a triste tarefa de ajudar a fechar a casa dela. Um dia, atendi o telefone e ouvi uma voz gentil e compassiva dizer: “Olá, Gerry. Aqui é o seu amigo Tom”.

Estas estão entre as palavras mais doces que já ouvi ao telefone.

Escrito por Gerry Avant e traduzido por Luciana Fiallo Alves

Fonte: DeseretNews.com

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