A revolução que se aproxima dentro da Igreja de Jesus Cristo

Ultimamente tive experiências online e offline que me levaram a acreditar que uma mudança se aproxima dentro da Igreja de A Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Essa mudança não será contra Profetas e Apóstolos. Não será contra a história ou doutrina, e não irá enfraquecer os princípios fundamentais sobre os quais esta Igreja foi inicialmente edificada.
Não… essa revolução será contra nossa cultura e tudo o que ela implica. Essa mudança será contra aqueles que julgam, aqueles que odeiam, e aqueles que se recusam a ver além de seu estreito, extravasado e clichê ponto de vista. Essa será uma revolução de Amor.
Você consegue se lembrar do que estava acontecendo em Israel momentos antes de Cristo entrar em cena? Israel havia começado a viver por seu próprio conjunto de tradições e leis orais, ou ao que hoje nos referimos de “cultura”.
A verdadeira mensagem de Cristo
Quando Cristo veio, a sociedade de Israel era conhecida pela hipocrisia e pelos julgamentos. Mas Ele trouxe uma mensagem de amor e inclusão para todos
Os gregos, romanos, samaritanos, e todas as outras nações ao redor do globo. Sua rede (e amor) cobriu mesmo o pior de todos os pecadores. Os únicos que estavam exclusos ou banidos eram a elite impenitente… os “escribas, fariseus, e hipócritas” que “coavam um mosquito e engoliam um camelo”.
Foi Cristo quem trouxe a revolução do amor, empatia e compaixão. Ele edificou uma cultura que era ligada por aqueles que eram mansos de coração e revoltados contra quem gastava sua vida apontando as falhas nos outros.
“Porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundície.” (Mateus 23:27)
A maioria de Israel estava vivendo de acordo com sua cultura e superstições. Foi o banimento de toda e qualquer sociedade de convênios que fez Joseph Smith dizer:
“O que muitos chamam de pecado não é pecado; eu faço muitas coisas para quebrar superstições, e eu vou quebrá-las”. (History of the Church, 7 November 1841).
A doutrina desta Igreja não perde pessoas. Sua cultura e superstições é que causam contendas desnecessárias.
Visitantes são bem vindos
Consigo imaginar um tempo não muito distante, onde um gay, um homem hétero, um motociclista com o corpo todo tatuado, uma mulher fumante, um homem que bebe, um casal recém-casado que tem dificuldades em pagar o dízimo, um membro previamente excomungado e agora recém-batizado, um homem barbado usando jeans, e um missionário retornado viciado em pornografia, sentando-se juntos na mesma congregação, durante duas horas na Igreja sem alguém julgando-os com os olhos ou com palavras.
Será um tempo onde as gerações de Santos dos Últimos Dias fiéis honraram os dizeres que estão em cada uma das placas que representam a Igreja… “Visitantes são bem vindos”.
Não somente os visitantes sem pecados, pois Jesus disse que “os sãos não necessitam de médicos”, mas todo aquele que vier com sua última força diante da fraqueza que possuem. Será um tempo onde as famílias na congregação reconhecerão o quão difícil é para as pessoas voltarem à Igreja após sentir que se distanciaram demais.
“Deus não me quer em Sua casa”
Nunca me esquecerei de andar até um estacionamento de trailers em Michigan e bater na porta de uma mulher que estava nos registros da Igreja mas que estava inativa pelos últimos 25 anos. Ela já estava casada e tinha um casal de filhos.
Ainda lembro dela sentada na cadeira de balanço, chorosa nos cumprimentando e convidando para sentar-se com ela e seu marido.
Era notável que ela foi devastada por anos de uso de drogas. Quando perguntamos se ela voltaria para a Igreja conosco, nunca esquecerei sua resposta: “nunca colocarei os pés na Igreja novamente. Fiz coisas demais. Deus não me quer em Sua casa, nunca mais.”
Rapidamente abri em Alma 36, li algumas passagens sobre um profeta que esteve nas profundezas do inferno e voltou, e então a assegurei que ela não tinha ‘feito coisas demais’.
Continuamos sentados… ela começou a chorar incontrolavelmente. Nos contou sobre uma vida de pecados diferente de tudo o que eu já havia ouvido antes… e disse enfaticamente: “Deus não me quer na sua casa, nunca mais.”
Estou aqui porque…
Não é fácil para as pessoas voltarem à Igreja depois de uma vida cheia de tormento mental e angústia por causa de seus pecados passados. Eles sabem que o fizeram foi errado. Não precisam de mais alguém para lembrá-los disso.
Quando eles finalmente dão um passo em frente, há uma boa chance de que esses sejam os sentimentos no seu coração ao caminharem para a porta da capela:
“Estou aqui porque preciso da ajuda do Salvador e eu preciso da sua ajuda”.
“Estou aqui por não tenho esperança, não tenho felicidade, não tenho família e nem amigos”.
“Estou aqui porque cheguei ao fundo do poço e estou aqui porque as mãos misericordiosas do Salvador me guiaram para este caminho através do poder do Espírito Santo”.
“Estou aqui porque a chama dentro de mim não foi completamente extinta e espero e oro para que você coloque alguns gravetos nessa chama e não a extingua por completo com seu desdém por mim.”
Revolução
Acredito que essa revolução produzirá um ambiente no qual as pessoas sempre se sentirão confortáveis ao entrarem na Igreja. Elas se sentirão em casa. Nunca sentirão que precisam estar se protegendo, nem se preocupando com o que o fulano ou ciclano vai achar de sua roupa, ou o que fulano e ciclano vai pensar do fato de que ele voltou mais cedo de sua missão.
Aqueles que se afastaram ainda jovens da Igreja se sentirão bem vindos quando decidirem voltar e curar suas feridas. Não precisarão sofrer a indignação dos outros, baseado no tempo que se passou e nos pecados que já foram perdoados.
A história passada de uma pessoa não significará nada para essa nova geração de santos. “Quem você é agora?!” é o que será perguntado, e não “Quem você foi?”
Será que as pessoas olharam para os filhos de Mosias e se perguntaram: ‘Como eles podem ser missionários, representar Cristo ou aconselhar a Igreja, sendo pecadores no passado?’
Talvez eles tenham enfrentado críticas, mesmo após se arrependerem. Mas por superarem seus erros, foram os mais preparados para tocar os corações dos lamanitas.
Cheiro da mudança
Quem enfrenta grandes desafios ou comete erros pode entender e ajudar outros de forma única, especialmente aqueles que achamos inatingíveis.
Tudo se resume ao amor: um gesto, uma oração, ou um abraço. Precisamos aprender a cuidar mais uns dos outros, em vez de reclamar como na parábola dos trabalhadores da vinha.
Um dos mais influentes missionários sêniores com o qual eu servi durante minha missão, uma vez me disse que ele amava o cheiro de álcool e tabaco na Igreja. Ele disse: “é o cheiro da mudança”.
Tem alguém sentado naquele banco tentando livrar-se de um hábito, aprendendo sobre Cristo, e esperando por um amigo para tirar sua cabeça daquele vício. E, ainda assim, alguns de nós iremos se mudar para o banco mais distante e simultaneamente dizer coisas que o depreciarão.
Vejo um lugar onde as pessoas estudarão em grupo para ajudar aqueles que precisam de amigos, para falar sobre as coisas que eles ouviram na internet e nas redes sociais.
Também, vejo um lugar onde as pessoas ajudarão umas às outras, farão perguntas, resolverão problemas e falarão francamente sobre coisas que lhes dificultam na vida e na Igreja.
Vejo uma época onde “amizade” será substituída por “parceria” e onde o puro amor é um motivador mais forte que a culpa.
Revolução e amor que precisam partir de Sião
Acredito que essa mudança produzirá pessoas que não fazem listas do que fazer e não fazer no Dia do Senhor, analisando os outros com base em seus próprios padrões e listas.
Gastaremos menos tempo atrás de portas fechadas, reunindo-nos e discutindo sobre tudo o que deveríamos estar fazendo, e mais tempo ministrando a órfãos e viúvas. Voltaremos à verdadeira religião e eliminaremos qualquer vestígio de religião programática ou metódica.
Os membros aumentarão novamente seu estudo pessoal das escrituras. Missionários começarão a memorizar escrituras, para haver água em seu poço. E chamados não serão vistos como promoções onde parabéns sejam devidos.
Qualquer forma de ostentação desaparecerá com essa mudança, durante a ascensão da maior geração de santos que este mundo já viu. Espero que essa mudança aconteça rapidamente porque este mundo está precisando de amor e este amor precisa partir de Sião.
Fonte: gregtrimble.com
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