Por que você deixou a Igreja?

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Há certas coisas que só vivendo para se conhecer bem, não é? Decidir voltar à Igreja, após certo tempo de inatividade, é uma delas. Sentir-se de volta à casa do seu Pai é indescritivelmente gratificante, mas o caminho até esse ponto pode ser desafiador e às vezes doloroso.

Se você está pensando em percorrê-lo, por favor, leia as palavras de quem passou – bem – por ele.

O primeiro passo é se perguntar por que você, originalmente, parou de ir à Igreja. A menos que você resolva essa questão, é provável que o seu regresso não seja seguro. Existe uma série de motivos que normalmente fazem com que as pessoas deixem de ir à Igreja.

Uma razão são sentimentos feridos. Às vezes um membro critica uma pessoa por conta de um assunto pessoal ou relacionado ao que eu vou chamar aqui de “rotina administrativa da Igreja”, por falta de termos mais adequados. A pessoa magoada pára de ir à Igreja para evitar o membro que a magoa. Se isso aconteceu com você, você terá que decidir como lidar com os sentimentos feridos. Você pode querer conversar a respeito com a pessoa que machucou você. Muitas vezes, quando fazemos isso, descobrimos que a outra pessoa realmente não tinha a menor idéia de que nos sentimos magoados ou que suas intenções não eram o que pareciam ser. Se você não se sentir confortável em falar sobre o assunto, procure perdoar a pessoa e siga adiante. Todos nós podemos ser insensíveis no falar às vezes e podemos magoar outras pessoas sem muita consciência disso. Isso não é certo, mas acontece…

Algumas pessoas ficam inativas porque um líder da Igreja as desapontou. Um bispo lhes deu um conselho de que elas não gostaram ou as fez sentir desconfortáveis por algum motivo. Sabemos que nossos líderes, mesmo tendo sido escolhidos por Deus, continuam sendo humanos. Sim: eles cometem erros, como eu e você. Por outro lado, pode ser que nós é que não estávamos querendo ouvir as palavras que, realmente, vieram de Deus. As escrituras não nos dão inúmeros exemplos de casos assim? Moisés, em Êxodos, fez o impossível e, ainda assim, o povo murmurou contra ele. Como não estou no mérito de fazer especulações (nem se eu conhecesse a questão intimamente), só você pode julgar que caso se aplica a você. Examine seu coração, e, mais uma vez, esteja disposto a perdoar e seguir em frente.

Outros deixam a Igreja por questões doutrinárias. Eu lhes asseguro: estas questões podem ser superadas através de oração, estudo e jejum. Uma vez que você honestamente se determina a ganhar um testemunho, pode pedir ajuda para passar por esse processo de encontrar um forte testemunho que o fará superar qualquer desafio. Suas professoras visitantes e seus mestres familiares podem ser um forte apoio, assim como seu bispo.

Muitas pessoas nunca fizeram formalmente a decisão de sair. Elas simplesmente nunca tiveram o forte hábito de ir à Igreja e, aos poucos, foram indo cada vez menos até deixarem de ir por completo. Para alguns, o evangelho não havia se tornado um hábito ainda. Viver o evangelho leva prática e compromisso. Em vez de ficar decidindo, a cada semana, se irá ou não à Igreja neste próximo domingo, decida-se, de uma vez por todas, a ir todo domingo às reuniões sacramentais. Assim, quando você se levantar no domingo de manhã, não vai precisar debater consigo mesmo se irá ou não… 🙂 Faça o mesmo com cada mandamento que você decidir (re)começar a cumprir.

Tome essas palavras finais como testemunho: após voltar, quanto mais você se envolver com a Igreja e seus membros, mais fácil será se manter ativo.

PS – Quando o exemplar de A Liahona de maio sair, coloco aqui um link para o discurso que o Élder Wirthlin, do Quórum dos Doze Apóstolos, proferiu durante a 178ª Conferência Geral Anual d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Maravilhosas palavras, como sempre!

Obrigada, Terrie Lynn Bittner!

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