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Vamos Parar de Especular Sobre os Pecados das Outras Pessoas

outras pessoas

Seja lá o que for que alguém tenha feito para trazer vergonha sobre si não deve ser ampliado por outros seres humanos imperfeitos. É um assunto entre Deus e a pessoa. Só porque alguém foi chamado para liderar na Igreja, no chamado que for, não significa que não devemos tratar essa pessoa humana e respeitosamente.

“Eu, o Senhor, perdoarei a quem desejo perdoar, mas de vós é exigido que perdoeis a todos os homens.”

Caso recente

Recentemente, houve um homem que foi rechaçado por ser excomungado. A questão é que… não é problema nosso. Em algumas conversas, as pessoas têm impiedosamente destruído esse homem por meio da especulação. Considerem as consequências que isso pode trazer no futuro à vida de uma pessoa, da família dela e principalmente do cônjuge e dos filhos dela. Seja lá o que aconteceu, não ganhamos nada especulando sobre a situação. Alguém errou feio ou está escolhendo um caminho diferente. É simples assim. Temos muitas outras coisas com as quais devemos nos preocupar. Ponderar, melhorar nosso próprio caráter e a retidão devem ser suficientes para dar aos outros o benefício da dúvida.

Sinceramente, por que outras pessoas ficam tão alvoroçadas com a propagação e especulação sobre os defeitos e faltas dos outros? Como se fosse algum tipo de novela. Por que transformar as deficiências e provações dos outros em notícia viral? Por que ascender um holofote sobre as coisas que os outros estão fazendo ou fizeram de errado? Será que as pessoas se sentem melhor fazendo isso? Talvez seja porque “o diabo nos lisonjeia dizendo que somos muito justos enquanto apontamos as falhas dos outros” como salientou Joseph Smith.

Os pecados de outras pessoas não são da nossa conta!

A menos que eu seja o líder eclesiástico de uma pessoa e ela me procure pedindo ajuda, seus erros não são da minha conta. O que é da minha conta é desejar-lhes tudo de bom se fui chamado para ser um verdadeiro discípulo e seguidor dos ensinamentos de Jesus Cristo. Se acontecer de nos depararmos com falhas ou pecados dos outros, devemos enfatizá-los ou não? O que significa quando Jesus convidou os escribas e fariseus a atirar a primeira pedra se eles estivessem sem pecado? O que significa a seguinte citação de Joseph Smith:

“Quanto mais nos aproximamos de nosso Pai Celestial, mais dispostos estamos a olhar com compaixão para as almas que perecem; sentimos que desejamos levá-las nos ombros e tomar seus pecados sobre nós?”

Todos são iguais

Este é um daqueles problemas culturais que temos que superar se não quisermos afastar as pessoas. As confissões e ações disciplinares da Igreja não deveriam ser vistas como uma carta escarlate viral que arruína a vida de uma pessoa. Ninguém, seja alguém com um ano de membro que serve no berçário ou alguém com 60 anos no primeiro quórum dos 70, deve ser exposto e difamado pelas especulações de todos. Independentemente de a pessoa merecer a atenção negativa ou não, não agrega nada para nós como Igreja ou como indivíduos acabar com outra pessoa e atirar tomates virtuais nela.

Eu entendo por que é importante para a Igreja fazer um comunicado para informar as pessoas sobre a notícia. Isso foi feito a fim de proporcionar a transparência de sempre e minimizar a especulação que pode cercar o evento. Mas o que as pessoas têm feito ultimamente com essa notícia é outra história.

Algumas pessoas têm sido gentis. Outras tornaram a situação numa espécie de circo, e a repercussão disso é grande para as pessoas de dentro e fora da Igreja. Independentemente de como tenha sido a ação disciplinar ou a excomunhão de alguém, se uma pessoa “foi apanhada” ou não. As pessoas devem se apresentar pessoalmente, corrigir seu curso, arrepender-se e seguir em frente. Quantas pessoas existem na Igreja que deveriam ser excomungadas ou não têm uma recomendação para o templo e decidem viver com a culpa em vez de limpar a consciência, justamente porque sabem que vão virar um espetáculo público seja em nível local ou geral? As outras pessoas sabem que a especulação sobre elas será eterna, e que elas nunca conseguirão mostrar a cara novamente. Isso não é o plano do evangelho.

Conselhos disciplinares

O propósito dos conselhos disciplinares da Igreja é ajudar uma pessoa a progredir para que elas possam voltar à plena comunhão com a consciência limpa. A essência da Expiação de Cristo é transformar o vermelho em branco brilhante. Mas as pessoas têm esta tendência de fazer com que os outros nunca se esqueçam e se perdoem pelos erros que cometeram ao longo do caminho, tanto pequenos como grandes. Temos que parar de atirar pedras digitais com ignorância e começar a amar as outras pessoas. Mesmo nas circunstâncias mais extremas.

Escrito por Greg Trimble e traduzido por Luciana Fiallo Alves

Fonte: www.gregtrimble.com

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| Para refletir
Publicado por: Luciana Fiallo
Tradutora e intérprete de formação e paixão. Escolheu essa profissão para, no futuro, poder fazer lição de casa com os filhos e continuar trabalhando.
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