A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias é uma Igreja para todos. Todas as pessoas são bem-vindas na Igreja.

O Livro de Mórmon, a pedra fundamental de nossa religião, ensina que Deus “convida todos a virem a ele e a participarem de sua bondade; e não repudia quem quer que o procure, negro e branco, escravo e livre, homem e mulher; e lembra-se dos pagãos; e todos são iguais perante Deus, tanto judeus como gentios.” (2 Néfi 26:33)

Um Igreja para homens e mulheres

A doutrina da Igreja é clara ao afirmar que “nem o homem é sem a mulher, nem a mulher, sem o homem, no Senhor.” (1 Coríntios 11:11)

“As mulheres são uma parte essencial do plano de felicidade, e esse plano não funciona sem elas. As mulheres participam no trabalho de salvação que inclui o trabalho missionário dos membros, a retenção de conversos, a ativação de membros menos ativos, o trabalho do templo e de história da família, o ensino do evangelho e o cuidado dos pobres e necessitados. Como discípulas de Jesus Cristo, todas as mulheres da Igreja têm a responsabilidade de conhecer e defender os papéis divinos da mulher, que incluem o de esposa, mãe, filha, irmã, tia e amiga. Elas permanecem firmes e inamovíveis na fé, na família e no socorro aos necessitados. As mulheres participam de conselhos que supervisionam as atividades de congregações do mundo inteiro. Por natureza divina, também têm maior dom e responsabilidade pelo lar e pelos filhos, nutrindo-os em casa e em outras circunstâncias.” (“Mulheres na Igreja“, Tópicos do Evangelho)

O Elder M. Russell Ballard ensinou sobre o tema:

Os homens e as mulheres são iguais à vista de Deus e da Igreja, mas igual não significa idêntico. As responsabilidades e os dons divinos dos homens e das mulheres diferem em natureza, mas não em importância ou influência. Deus não considera um sexo melhor ou mais importante do que o outro. (…)

Os homens e as mulheres têm dons, pontos fortes, pontos de vista e inclinações diferentes. Essa é uma das razões fundamentais pelas quais precisamos uns dos outros. Precisa-se de um homem e de uma mulher para criar uma família, e precisa-se de homens e mulheres para se levar adiante a obra do Senhor. Um marido e uma mulher que trabalham juntos em retidão completam-se mutuamente.  (…)

Quando homens e mulheres vão ao templo, ambos são investidos com o mesmo poder, que por definição é o poder do sacerdócio. Embora a autoridade do sacerdócio seja dirigida pelas chaves do sacerdócio e as chaves do sacerdócio sejam conferidas apenas aos homens dignos, as bênçãos do sacerdócio estão à disposição de todos os filhos de Deus.” (“Os homens e as Mulheres e o Poder do Sacerdócio“, A Liahona, Setembro de 2014)

Uma Igreja para jovens e idosos

mórmon solteiro

Ser mórmon solteiro não te impede de servir.

A Igreja oferece atividades e desafios para todas as idades. Entre as oportunidades para os jovens estão servir nos quóruns do sacerdócio e nas classes das moças, participar de mutuais e conferências de jovens, desenvolver dons e cumprir metas por meio dos programas Dever para com Deus e Progresso Pessoal, participar do Seminário e Instituto de Religião, cumprir uma missão de tempo integral, estudar com o auxílio do Fundo Perpétuo de Educação, ingressar no programa Pathway, etc.

Por meio de tudo isso, e mais, os jovens tem acesso as doutrinas de salvação. Com apenas 12 anos eles já podem participar de batismos vicários no Templo, e a partir de 18 anos podem receber sagradas ordenanças no Templo.

Os adultos e idosos são fortalecidos na Igreja, ao aceitarem voluntariamente servir em diversas posições. Eles são mestres familiares e professoras visitantes, nutrindo os irmãos da Igreja. Servem em cargos de responsabilidade: como o de secretários, bispos, presidentes das moças, dos rapazes, da sociedade de socorro e do quorum de élderes.

Todos aprendem como serem melhores discipulos de Jesus Cristo, e também como serem melhores cidadãos .

Os idosos são convidados a partirem em missão, caso as circunstancias permitam.

A Igreja valoriza os idosos. O Presidente Dieter F. Uchtdorf ensinou que “a aposentadoria não faz parte do plano de felicidade do Senhor. Não há licença-prêmio nem programa de aposentadoria das responsabilidades do sacerdócio, seja qual for a idade ou a capacidade física. (…) [Não fugimos] da responsabilidade que assumimos por convênio: a de consagrar nosso tempo, nossos talentos e recursos a serviço do reino de Deus.” (“Dois Princípios para Quaisquer Condições Econômicas” (Conferência Geral outubro de 2009)

O Élder Boyd K. Packer ensinou:

“Vocês já se perguntaram por que o Senhor organizou a Primeira Presidência e o Quórum dos Doze Apóstolos de modo que a liderança mais alta da Igreja sempre será formada por homens idosos? Esse padrão valoriza a sabedoria e a experiência mais do que a juventude e o vigor físico.” (“Os anos dourados“, A Liahona abril de 2003)

Jovens ou idosos – todos são chamados ao trabalho na Vinha.

Uma Igreja para solteiros, pais solteiros e viúvos

A Primeira Presidência e o Quórum dos Doze Apóstolos ensinaram que “o casamento entre homem e mulher foi ordenado por Deus e que a família é essencial ao plano do Criador para o destino eterno de Seus filhos” ( “A Família: Proclamação ao Mundo” , A Liahona, outubro de 2004, p. 49). Embora a unidade familiar seja o ideal, muitos membros da Igreja se encontram em várias outras circunstâncias. Alguns não são casados, mas contam com grande apoio dos pais ou irmãos. Outros talvez não tenham o apoio de parentes próximos. O evangelho de Jesus Cristo foi dado por Deus para abençoar todos os Seus filhos, sem exceção, independentemente da situação familiar em que se encontrem. O evangelho proporciona uma irmandade para fortalecer e ajudar todos os filhos de Deus. (“Membros Solteiros“, Tópicos do Evangelho)

Dirigindo-se aos pais ou às mães que criam os filhos sem o cônjuge, o Presidente Gordon B. Hinckley disse:

“Essa é uma tarefa solitária. Mas vocês não precisam ficar totalmente sozinhos. Há muitos nesta Igreja que desejam estender a mão para vocês, com sensibilidade e compreensão. Eles não desejam se intrometer onde não são chamados. Mas seu interesse é genuíno e sincero, e eles abençoam a própria vida ao abençoarem a vida de vocês e a de seus filhos. Aceitem sua ajuda. Eles precisam doar-se tanto para o bem deles quanto para o de vocês.

Temos milhares de bons bispos nesta Igreja. Temos milhares de bons líderes de quóruns. Temos milhares de mulheres maravilhosas na Sociedade de Socorro. Temos mestres familiares e professoras visitantes. Eles são seus amigos, colocados em seu caminho pelo Senhor, para dar-lhes as forças de que necessitam. E nunca se esqueçam de que o próprio Senhor é uma fonte de força maior do que qualquer outra” (“To Single Adults” [Para os Adultos Solteiros], Ensign, junho de 1989, p. 74).

Uma Igreja para todos os povos e todas as raças

Sacerdócio Negros Imposição MãosA Igreja de Jesus Cristo esta espalhada pelo mundo inteiro. O convite dos missionários é o cumprimento da ordem do Senhor: “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16:15). Assim, todos são convidados a virem a Cristo e participarem de Sua Bondade. Não há restrição de cultura ou etnia.

“A diversidade dos membros da Igreja em todo o mundo é uma característica notável dos santos dos últimos dias, porque o evangelho de Jesus Cristo transcende toda cultura, raça, nacionalidade e idioma. Culturas e povos em todo o mundo se reúnem por localização geográfica para formar as congregações locais que adoram juntas. Por causa do convite do Salvador para que todos os filhos de Deus viessem a Ele (ver Mateus 11:28; D&C 10:67), não há duas congregações da Igreja iguais. (…)

Em 1996, o número de membros que moravam fora dos Estados Unidos superou o número daqueles que residiam dentro dele; e, no ano 2000, a maioria dos membros não falava inglês como língua nativa. Em dezembro de 2014, a Igreja ultrapassou 15 milhões de membros, elevando o total de alas e ramos (congregações) para pouco mais de 29 mil em todo o mundo.” (“Diversidade e Unidade em A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias“, Tópicos do Evangelho)

Os líderes gerais da Igreja são provenientes de todas as nações. Essa diversidade é maravilhosa, entretanto, há uma unidade doutrinaria divinamente instituída. Todas as alas e ramos da Igreja cantam hinos e ensinam lições semelhantes. Há cada semestre toda Igreja se reúnem numa grande conferência Geral.

Uma Igreja para pessoas com orientações sexuais diferentes

A Igreja de Jesus Cristo tem padrões morais fortes, estabelecidos como doutrina. A Igreja ensina o padrão de castidade (não ter relação sexual fora dos laços do casamento entre homem e mulher). Entretanto, convida todos a participarem das bênçãos do evangelho.

“A Igreja diferencia o sentimento de atração por pessoas do mesmo sexo do comportamento homossexual. Aqueles que sentem atração por pessoas do mesmo sexo ou que se identificam como gays, lésbicas ou bissexuais podem fazer e manter convênios com Deus e ser dignos de participar plenamente da Igreja. Identificar-se como gay, lésbica ou bissexual ou sentir atração por pessoas do mesmo sexo não é pecado e não impede uma pessoa de participar da Igreja, de ter chamados nem de frequentar o templo.

A pureza sexual é parte essencial do plano do Pai Celestial para nossa felicidade. As relações sexuais são reservadas para um homem e uma mulher que são legal e legitimamente casados um com o outro. As relações sexuais entre um homem e uma mulher que não são casados, ou entre pessoas do mesmo sexo, violam as leis mais importantes de nosso Pai Celestial e interferem em nosso progresso eterno. Pessoas de qualquer orientação sexual que violam a lei da castidade podem reconciliar-se com Deus por meio do processo do arrependimento.” (“Same-Sex Attraction“, Tópicos do Evangelho).

A Igreja se preocupa com a discriminação contra pessoas que se identificam como integrantes da comunidade LGBT. O Élder Dallin H. Oaks, do Quórum dos Doze Apóstolos, expressou o seguinte nessa entrevista coletiva:

“Conclamamos os governos locais, estaduais e nacionais a [protegerem] os direitos de nossos cidadãos LGBT em questões como moradia, emprego e acesso público a hotéis, restaurantes e meios de transporte — proteção essa que não está disponível em muitas partes do país [e do mundo].” (“Transcript of News Conference on Religious Freedom and Nondiscrimination”)

Comentando sobre a aprovação de leis que protegem a comunidade LGBT em Utah (um Estado norte-americano com 60% de população mórmon), o Elder Ronald A. Rasband disse:

“Com a aprovação de leis de proteção tanto para LGBTs quanto para pessoas religiosas ocorrida seis semanas (…), nossos líderes da Igreja e outras pessoas parabenizaram a comunidade LGBT. Foi encorajador vê-los protegidos contra despejo, discriminação em relação à moradia ou demissão do emprego por causa de sua orientação sexual ou seu gênero. Também congratulamos nossos amigos religiosos de outras denominações ao vê-los semelhantemente protegidos no local de trabalho e em praças públicas.

Utah — e a Igreja — recebeu cobertura nacional nos noticiários e elogios por esse acordo histórico. Agora, notem que nenhum princípio religioso ou doutrina foram sacrificados com isso. Não foi feita nenhuma mudança na lei moral de Deus nem em nossa crença de que não deve haver relações sexuais fora do casamento entre um homem e uma mulher. O resultado foi justo e equitativo para todos, refletindo consistência nos padrões e ensinamentos morais e no respeito para com todos.” (“Fé, Equidade e Liberdade Religiosa“, A Liahona Setembro de 2016).

Uma Igreja para todos os filhos de Deus

Eu poderia continuar escrevendo sobre a maravilhosa capacidade da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias de ser inclusiva, mas já tornei este artigo bem extenso. Eu poderia, por exemplo, comentar sobre os esforços da Igreja igreja em cuidar os pobres do mundo, por meio de iniciativas humanitárias, ou da dedicação em cuidar dos refugiados, poderia explicar que todas as pessoas, dos partidos políticos mais diversos são bem-vindos na Igreja. Poderia ainda incluir que os intelectuais e pesquisadores científicos são bem-vindos, bem como os simples e menos instruídos. O justo, o pecador – todos são convidados! Essa Igreja é realmente para todos. Como o apóstolo Paulo ensinou:

“Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos e da família de Deus” (Efésios 2:19)

Todos somos parte da família de Deus. Podemos entrar na Igreja como estivermos – mas não podemos esperar permanecer como somos. A doutrina da Igreja visa mudar o homem – tornando-o melhor. Por meio do que aprendemos e sentimos somos convidados ao arrependimento e conversão. Por meio de Cristo tornamo-nos novas criaturas – e unos na fé.

Elder Jeffrey R. Holland expressou:

“Há lugar [na Igreja] para todos os que falam idiomas diferentes, celebram culturas diversas e vivem em uma infinidade de locais. Há lugar para os solteiros, para os casados, para as famílias grandes e para as que não têm filhos. Há lugar para aqueles que já tiveram dúvidas em relação à sua fé e também para os que ainda as têm. Há lugar para aqueles que têm atrações sexuais diferentes. Em resumo, há lugar para todos aqueles que amam a Deus e honram Seus mandamentos como a medida inviolável de conduta pessoal, porque, se o amor a Deus é a melodia de nossas canções compartilhadas, certamente nossa jornada de obedecer a Ele é a harmonia indispensável para isso. Com ordens divinas de amor e fé, arrependimento e compaixão, honestidade e perdão, há espaço nesse coro para todos os que desejam estar nele. “Venha como você é”, um Pai amoroso diz a cada um de nós, mas Ele acrescenta: “Não planeje ficar como você está”. Podemos sorrir e nos lembrar de que Deus está determinado a fazer de nós mais do que pensamos ser capazes” (“Músicas Cantadas e Não Cantadas“, Conferência Geral Abril de 2017).