A geração da Internet — nome dado à geração nascida a partir do início dos anos 80 até meados da década de 90 e o início do século XXI — considera-se religiosa, mas muitas vezes não tem religião nenhuma. E os dados mostram que, em geral, os membros da geração da Internet estão se tornando cada vez mais seculares, muito mais do que as gerações mais velhas.

The Becket Fund

Emily Hardman, presidente da Amicus Communications.

PRINCETON, Nova Jersey — A geração da Internet acredita que a liberdade religiosa é importante, mas eles não conseguem entender o que a liberdade religiosa significa de verdade.

Isso é uma grande vantagem que Emily Hardman, presidente da Amicus Communications, destacou em uma apresentação na semana passada sobre os resultados de uma pesquisa que envolveu a geração da Internet e a liberdade religiosa.

Ela disse que ficou surpresa com os dados que mostram que os membros da geração da Internet aceitam a liberdade religiosa de maneira abstrata, mas apoiam consideravelmente menos as religiões e as crenças quando as situações para as apoiar surgem na vida real.

“Eles pensam nela (liberdade religiosa) meramente como apenas uma escolha, e é preocupante ver que muitos não sabem o que ela significa, que é mais do que apenas escolher — significa viver as crenças de modo significativo e autêntico”, disse Hardman, que também faz parte da geração da internet e que se formou na faculdade de direito J. Reuben Clark da Universidade Brigham Young.

A Geração da Internet

Hardman apresentou a Conferência de Liderança Negra 2017, patrocinada pelo Instituto Seymour de Igrejas Negras e Estudos de Política realizada no Seminário Teológico de Princeton. A Amicus Communications é especializada em estratégias de comunicação de alto risco, inclusive pesquisas e divulgações sobre liberdade religiosa.

Em uma pesquisa realizada em 2015 com membros da geração da Internet conduzida pela Amicus, 95% dos entrevistados disse que a liberdade religiosa era importante — 68% muito importante e 27% pouco importante.

E quando os participantes foram convidados a selecionar três dos mais importantes direitos ou liberdades de uma lista de 10, os três direitos mais votados foram os direitos de ser tratado igualmente perante a lei, o direito de escolher a própria religião e o direito de liberdade de expressão.

Como explicou Hardman, esses três direitos podem ser resumidos em três palavras que combinam bastante com a geração da Internet: igualdade, escolha e expressão.

 Resultados

E as tendências preocupantes para aqueles que apoiam a religião, como sugerido pela pesquisa? Hardman, apontou o seguinte:

  • 58% dos membros da geração da Internet concorda que “religião é pessoal e não deve desempenhar um papel significativo na sociedade”.
  • Geração da Internet é 13% mais secular do que as gerações mais velhas.
  • A quantidade de membros da geração da Internet que considera a liberdade religiosa “muito importante” é uma taxa significativamente menor — em 8 por cento — do que os americanos mais velhos.
  • A Geração da Internet concorda cerca de 10% menos do que os mais velhos em declarações do tipo “O envolvimento de igrejas e líderes religiosos ajuda as comunidades a resolver problemas” e “os valores religiosos tornam as famílias mais estáveis e ajuda mais as comunidades”.

Comparação

Outro exemplo da pesquisa foi a comparação feita entre os membros da geração da Internet que fogem da taxa de 95% que afirmam que a liberdade religiosa é importante, mas que quando são colocados no contexto não apoiam, resultando assim em duas respostas.

  1. Há uma diferença entre um comércio que serve as pessoas igualmente e obrigar um comércio a participar de uma cerimônia que viole suas crenças religiosas. Devemos respeitar a liberdade religiosa dessas pessoas.
  2. Não há nenhuma diferença entre discriminação ilegal e um comerciante que se recusa a prestar serviços para uma cerimônia de casamento gay por motivos religiosos. Devemos fazer cumprir as leis antidiscriminação contra estas pessoas.

50% dos entrevistados da pesquisa escolheram a primeira declaração e 49% a segunda.

Hardman disse que quando ao utilizar mensagens para ajudar a personalizar e promover a liberdade religiosa de maneira positiva é importante enfatizar as palavras “escolha”, “igualdade”, “liberdade de expressão” e “dignidade humana”.

“Acho altamente eficaz a abordagem da Igreja SUD de ‘Justiça para todos’, que mostra a dignidade humana e o aperfeiçoamento da humanidade de todas as pessoas”, Hardman disse após sua apresentação.

“É preciso mostrar que a liberdade religiosa é importante e que faz a diferença na sociedade ao mostrar o bem que as instituições religiosas trazem para a sociedade, a quantidade de pessoas que se importam com isso, o fato de que os serviços prestados por religiosos neste país somam US$ 6 bilhões da economia dos EUA, o número de moradores de rua que recebem abrigo e o número de pessoas alimentadas por causa de instituições religiosas. Precisamos mostrar esses benefícios”.

Mensagens nas Mídias Sociais

Também é essencial trazer as mensagens a um nível pessoal — por que alguém da geração da Internet deveria se preocupar com a liberdade religiosa. Hardman mostrou dois vídeos como exemplos de mensagens positivas, um é uma compilação no YouTube salva de postagens ao vivo no Snapchat do humorista Chaz Smith sobre sua fé cristã e o outro é mais um vídeo do YouTube intitulado “Quem Dizeis Que Eu Sou?”

“Mostrar que a liberdade religiosa está intimamente ligada à sua dignidade humana, que a crença religiosa acima de qualquer outro direito é o que nos torna humanos, essa habilidade de procurar a verdade, abraçar a verdade e expressá-la é o que significa ser humano”.

O humorista Chaz Smith fala no YouTube sobre suas crenças e sobre como as pessoas não devem criticar a religião umas das outras em uma série de vídeos feitos com post feitos ao vivo no Snapchat.

Escrito por Scott Taylor e traduzido por Luciana Fiallo.

Fonte: www.deseretnews.com

Saiba mais:

Terapeutas Mórmons Convidados a Ajudar na Preservação da Liberdade Religiosa