Algumas vezes surgem conflitos entre religiosos e ativistas da comunidade LGBT. Esses conflitos podem ser intensos e as pessoas envolvidas acabam debatendo exaltadamente.

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias é politicamente neutra, e tem como doutrina básica o amor de Deus por todos os seus filhos. Não obstante, quando sérias questões morais estão envolvidas, a Igreja reserva-se o direito de se manifestar publicamente.

A Igreja não é contra a comunidade LGBT, como alguns pensam. De fato, a Igreja se esforça para defender os direitos e garantias das pessoas que sofrem discriminação por sua orientação sexual. Um exemplo recente foi uma doação da Igreja para instituição LGBTQ.

Quando você se ver num meio de debates intensos sobre a comunidade LGBT e a Religião ou quando as questões que envolvem a sexualidade humana lhe incomodarem – talvez estas cinco considerações lhe sejam úteis:

o sacerdócio

1. Conheça bem a Doutrina da Igreja

Em Família – Proclamação ao Mundo, os Apóstolos e Profetas disseram:

NÓS, A PRIMEIRA PRESIDÊNCIA e o Conselho dos Doze Apóstolos de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, solenemente proclamamos que o casamento entre homem e mulher foi ordenado por Deus e que a família é essencial ao plano do Criador para o destino eterno de Seus filhos.

A doutrina da Igreja, portanto, é que o casamento é entre homem e mulher. Embora os governos e instituições do mundo estejam reconhecendo outras formas de casamento, a Igreja não realiza casamentos de pessoas do mesmo sexo. Todavia, respeita o direito das pessoas de pensarem e agirem de modo diverso. Esse respeito não deduz silêncio quando as doutrinas que Deus revelou – e portanto, a Igreja continua a proclamar o que é verdade.

A Igreja ensina que homem e mulher possuem, respectivamente, espíritos femininos e masculinos – e que foram gerados por Deus. Também é a doutrina da Igreja que:

“A FAMÍLIA foi ordenada por Deus. O casamento entre o homem e a mulher é essencial para Seu plano eterno. Os filhos têm o direito de nascer dentro dos laços do matrimônio e de ser criados por pai e mãe que honrem os votos matrimoniais com total fidelidade. A felicidade na vida familiar é mais provável de ser alcançada quando fundamentada nos ensinamentos do Senhor Jesus Cristo.”

Livro de Mórmon

2. Procure conhecimento e se livre dos preconceitos

Muitos ativistas são tão radicais quanto os fanáticos religiosos. Ambos são capazes de absurdos para defender seus pontos de vistas. Estes extremos não vem do Senhor, e devem ser evitados.

Devemos procurar conhecimento sobre tudo que nos cerca, pelo estudo secular e pela fé. Devemos nos livrar dos preconceitos. Todavia, nem todas as respostas vem rapidamente – e existem muitos mistérios. Ao lidar com questões difíceis devemos estar apegados aquilo que Deus já nos revelo user verdadeiro.

Ao procurar conhecimento leia as escrituras. Elas falam, por exemplo, de pessoas que, por terem atração sexual diversa, agiram de modo errado. Deus condenou a quebra da lei da castidade nestes casos. Entretanto, outras escrituras mostram que pessoas que guardaram a Lei da Castidade, levando sua cruz, suportando a vergonha do mundo, aguentando o espinho na carne, ainda que fosse muito difícil, foram abençoadas (Mateus 10:38, 19:12, 2 Coríntios 12:7-9). Entre estas pessoas certamente se encontravam as que tinham atrações sexuais diferentes. Elas preferiram obedecer os mandamentos de Deus por amor à Ele.

Há muitas vozes no mundo, mas o conhecimento mais seguro vem por revelação (Morôni 10:5). Devemos ler as escrituras, ouvir os profetas e estar atentos ao Espírito Santo. Assim poderemos receber conhecimento verdadeiro do alto.

3. Saiba que Diversidade é algo bom

Compreendendo bem a doutrina e estando sinceramente engajado a se livrar dos preconceitos, reconheceremos que a Igreja  é um lugar para todas as pessoas. O Elder Jeffrey R. Holland comparou a Igreja a um coro. Ele disse:

“Irmãos e irmãs, vivemos em um mundo mortal com muitas músicas que não conseguimos cantar ou que ainda não compreendemos. Mas rogo que cada um de nós permaneça fielmente no coro, no qual seremos capazes de saborear para sempre o hino mais precioso de todos — “o cântico do amor que redime”. Felizmente, os lugares para esse número em particular são ilimitados. Há lugar para todos os que falam idiomas diferentes, celebram culturas diversas e vivem em uma infinidade de locais. Há lugar para os solteiros, para os casados, para as famílias grandes e para as que não têm filhos. Há lugar para aqueles que já tiveram dúvidas em relação à sua fé e também para os que ainda as têm. Há lugar para aqueles que têm atrações sexuais diferentes. Em resumo, há lugar para todos aqueles que amam a Deus e honram Seus mandamentos como a medida inviolável de conduta pessoal (…)”

Na prática pode ser difícil participar de um coro tão diversificado – com vozes que parecem não apenas destoantes – mas antagônicas. Mas, Deus ama a diversidade. De fato, a diversidade dos membros da Igreja em todo o mundo é uma característica notável dos santos dos últimos dias, porque o evangelho de Jesus Cristo transcende toda cultura, raça, nacionalidade e idioma. Por causa do convite do Salvador para que todos os filhos de Deus viessem a Ele (Mateus 11:28; D&C 10:67), não há duas congregações da Igreja iguais. Todavia, todos se unem na adoração.

Embora sejamos diferentes em muitos aspectos somos unidos em nosso amor a Deus e a Cristo – de modo que guardamos seus mandamentos. O padrão moral é o mesmo – independentemente de sermos homens, mulheres, jovens, idosos – ou nos enxergarmos como parte da comunidade LGBT.

tudo bem

4. Entenda que a Tolerância não pode ser absoluta

Ao fazermos todos bem-vindos na Igreja e desejarmos a paz, não devemos esquecer que a tolerância não é uma virtude absoluta. O Presidente Russell M. Nelson, na época que era membro do Quórum dos Doze Apóstolos disse:

“Gostaria de fazer-vos uma advertência. Pode-se ter a idéia errada de que se um pouco de alguma coisa é bom, essa mesma coisa em grandes quantidades deve ser ainda melhor. De jeito nenhum! Doses excessivas de um remédio podem ser tóxicas. A misericórdia desmedida pode opor-se à justiça. Do mesmo modo, a tolerância sem limites pode levar a uma indulgência hesitante.

O Senhor estabeleceu fronteiras que definem os níveis aceitáveis de tolerância. O perigo surge quando os limites divinos são desobedecidos. Do mesmo modo que os pais terrenos ensinam as criancinhas que não devem correr e brincar na rua, o Salvador ensinou-nos que não devemos tolerar o mal. “E entrou Jesus no templo de Deus e … derribou as mesas dos cambistas”.

Isso significa que embora devamos ser tolerantes com as pessoas, não podemos deixar a verdade de Deus de lado. Esse equilíbrio se encontra quando colocamos Deus acima de todas as coisas. Jesus exemplificou isso: ao ser confrontado com uma mulher apanhada em adultério, Ele condenou o pecado, mas teve compaixão da pecadora. Ele a incentivou a se arrepender e não voltar a pecar. E por tabela, ensinou que não devemos julgar uns aos outros (João 8:4-11).

encontrar a verdade

5. Considere que Deus ama a todos e por isso nos deu mandamentos

O Livro de Mórmon ensina que Deus não repudia ninguém (2 Néfi 26:33). A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias prega que todas as pessoas são filhos e filhas de Deus – e que todas devem ser tratadas com respeito e amor. A base do cristianismo é amor. Tanto que o Apóstolo João resumiu os atributos e perfeições do Senhor simplesmente dizendo: “Deus é amor” (1 João 4:8).

O amor de Deus é tão grande que Ele tem um Plano de Salvação. Esse Plano nos permite atravessar o teste da mortalidade com segurança e paz – e voltar a presença de Deus em glória. Parte vital deste plano é Jesus Cristo, que foi enviado para ser nosso exemplo e nosso Salvador. Jesus nos deu mandamentos – que são leis que quando obedecidas nos concedem bênçãos. Quando não cumprimos alguma lei de Deus, sofremos – e somos conduzidos a perigos físicos e espirituais.

Essa linha de pensamento é adequada para tratar de qualquer assunto que envolve a Igreja e o Evangelho (inclusive o proposto neste artigo), pois é nesta perspectiva que os membros da Igreja procuram encarar os desafios, problemas e questões da vida.

Sendo assim, as complexas indagações que envolvem a sexualidade humana – e a luta por direitos de determinado grupo minoritário, sempre levam em consideração, para os santos dos últimos dias, a perspectiva do Evangelho – que se resume no amor de Deus por seus filhos.

Entre os mandamentos está o de ser casto. Castidade é manter-se sexualmente puro – em pensamentos e atos – e não ter relação sexual a não ser com sua esposa (caso você seja homem) ou com seu marido (caso você seja mulher).

medo de namorar

Conclusão

Na prática pode ser difícil participar de um coro tão diversificado – com vozes que parecem não apenas destoantes – mas antagônicas. Mas, Deus ama a diversidade. De fato, a diversidade dos membros da Igreja em todo o mundo é uma característica notável dos santos dos últimos dias, porque o evangelho de Jesus Cristo transcende toda cultura, raça, nacionalidade e idioma. Por causa do convite do Salvador para que todos os filhos de Deus viessem a Ele (Mateus 11:28; D&C 10:67), não há duas congregações da Igreja iguais. Todavia, todos se unem na adoração.

Embora sejamos diferentes em muitos aspectos somos unidos em nosso amor a Deus e a Cristo – de modo que guardamos seus mandamentos. O padrão moral é o mesmo – independentemente de sermos homens, mulheres, jovens, idosos – ou nos enxergarmos como parte da comunidade LGBT.

 

Coro de Homens Gays de São Francisco canta com o Coro do Tabernáculo Mórmon

A Igreja Esclarece Porque Defende Alguns Direitos LGBT e se Opõem a Outros