Parem já! Como parar de fofocar de uma vez por todas

As fofocas são complicadas, não são?

É um dos pecados mais fáceis de cometer, porque ao contrário, digamos, do assalto a bancos, acontece quase que sem perceber em nossas conversas.

Num minuto estamos apenas conversando com um amigo, e no outro percebemos que fazemos ou concordamos com um comentário negativo sobre outra pessoa.

Mas quão sério é a fofoca, afinal? Não é só uma brincadeira inofensiva?

Em um artigo chamado “Fofocar é bom”, a revista The Atlantic disse:

“Pesquisadores da Universidade do Texas e da Universidade de Oklahoma concluíram que, se duas pessoas compartilham sentimentos negativos sobre uma terceira pessoa, elas provavelmente vão se sentir mais próximas uma da outra do que se sentiriam se esses sentimentos fossem positivos”.

A NBC diz que todos fofocamos, é apenas uma habilidade social. E eles citam um professor de psicologia que diz: “É apenas informação social e aprendemos muito sobre o mundo social ao nosso redor quando fofocamos”.

Então, é educativo. E não há problema nisso. Tenho a certeza que Jesus simplesmente não entendeu quando disse:

Não falarás mal de teu próximo nem lhe farás mal algum” (Doutrina e Convênios 42:27).

“Parem já!”

É óbvio que estou sendo sarcástica, e veja como alguns dos “especialistas” de hoje estão afastados daquilo que Deus disse:

“E além disso, também aprendem a andar ociosas de casa em casa; e não só ociosas, mas também paroleiras e intrigantes, falando o que não convém” (1 Timóteo 5:13).

Em Pedro 3:10 lemos, “Porque quem quer amar a vida, e ver os dias bons, refreie a sua língua do mal, e os seus lábios para que não falem dolosamente”.

E em Tiago 1:26 lemos, “Se alguém entre vós supõe ser religioso, e não refreia a sua língua, mas engana o seu coração, a religião desse é vã”.

Você lembra do discurso do Élder Dieter F. Uchtdorf onde ele diz: “Parem já!”? Vamos ler o trecho completo:

“No que se relaciona a ódio, maledicência, desprezo, infâmia, rancor ou o desejo de magoar, apliquem o seguinte: Parem já!”

Fofocar é muito mais perigoso do que parece (mais uma vez, Satanás tem feito um grande trabalho de marketing).

A fofoca pode arruinar vidas, reputações, negócios, testemunhos, relacionamentos. Acredito que todos nós conhecemos alguém que se mudou para longe para fugir de fofocas.

Por isso, mesmo que você já te tenha se envolvido com fofocas antes, hoje e o momento de reconhecer como isso é ruim e parar.

Um método prático e eficaz

Tenho uma sugestão legal de como podemos cortar esse mal pela raiz e que aplico em meu dia-a-dia.

Não é uma lista de tarefas, composta de perguntas curtas como: “é verdade? Útil? Inspirador? Necessário? Gentil?”

Não consigo imaginar ninguém a parando no meio de uma frase para responder essa lista mental.  Só falamos sem pensar, e as fofocas acontecem num piscar de olhos.

Não. A maneira mais fácil e eficaz é simplesmente visualizar a pessoa em questão ao seu lado. Você falaria aquilo se o Fulano ou a Sicrano estivesse ali?

Se não, então não diga nada.  Ou melhor ainda, se for um elogio, fale. Compartilhe algo positivo e mude o rumo da conversa.

Imaginar a pessoa é algo instantâneo. Nos lembra que estamos falando de uma pessoa real, alguém com sentimentos, alguém que tem o direito de se arrepender, alguém que o Pai Celestial ama.

Então, segue mais uma dica: em suas conversas, procure ter pensamentos positivos e gentis sobre os outros.

Raramente dizemos coisas em que não pensamos, isto significa que esses pensamentos já estão presentes em nossa mente.

Na verdade, ao ter bons pensamentos sobre os outros  seremos pessoas mais feliz. Tente e veja o que acontece.

Por último, ore e peça ajuda para parar de fofocar. O Pai Celestial quer que você seja melhor do que isso. Ele vai querer ajudar você.

Fofocar nunca será algo bom. Não é uma habilidade social útil. E diz mais sobre você do que sobre a pessoa em questão.

E qualquer pessoa com quem você fofocar hoje, saberá que você provavelmente vai fofocar sobre eles também.

Então abandone essa coisa de fofocar!  Deixe a fofoca no passado, e curta um futuro mais feliz e gentil.

Fonte: Meridian Magazine

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