Durante tantos anos, a ciência tem sido vista, de certo modo, como contrária à religião. Como se defendesse princípios diferentes ou seguisse caminhos opostos. 

Neste artigo, gostaria de expor como a religião, a ciência e a saúde andam mais unidas do que imaginávamos, principalmente nesta época única. 

Um estudo feito por Harold G. Koenig, professor de psiquiatria e diretor do Centro de Espiritualidade, Teologia e Saúde no Centro Médico da Duke University afirma que a religiosidade pode reduzir os riscos de uma pessoa contrair o vírus e morrer de COVID-19. Tudo isso porque pessoas que participam de uma religião organizada possuem uma menor tendência de ter comportamentos prejudiciais para consigo mesmo e para com os outros.

É claro que o Coronavírus não escolhe suas vítimas, todos os seres humanos estão suscetíveis a ele, independente de religião, classe social ou mesmo nível escolar. Entretanto, as pessoas religiosas cuidam melhor de seu corpo por meio de exercícios, hábitos alimentares saudáveis, não fumam nem bebem bebidas alcoólicas, o que fortalece o sistema imunológico desses indivíduos. “Faz sentido, se pensar sobre o assunto”, disse Koenig.

A religião por si só não salva pessoas da COVID-19, mas praticar uma religião, orar, meditar e ter fé, combinados com um tratamento médico adequado pode sim ajudar as pessoas a vencerem o vírus. “Religiosidade traz saúde mental e emocional”, disse Nicole Fisher, presidente da Health & Human Rights Strategies.

Normalmente, os estudos que envolvem religião e saúde partem do princípio ensinado em diversas religiões do mundo, de que o nosso corpo é um templo e que por isso precisamos cuidar dele por meio dos alimentos que ingerimos e pelo seu uso. 

Um estudo de 2017 da Emory Rollins School of Public Health contou com pessoas de religiões diversificadas, como protestantes, católicos, judeus e também pessoas sem religião. O estudo concluiu que pessoas que frequentam reuniões religiosas com frequência possuem 40% a menos de risco de morte.

Estar com outras pessoas, em convívio social, “tem um grande efeito na saúde das pessoas”, disse Carolyn Aldwin, diretora do Centro de Pesquisa de Envelhecimento Saudável da Universidade do Estado de Oregon. A religião e o apoio dado pelas pessoas praticantes dentro da mesma comunidade religiosa beneficiam a saúde emocional, trazendo propósito, alegria e satisfação com a vida; e o sentimento de paz que acompanha tudo isso é um impacto positivo no sistema imunológico.

O cardiologista Dhanunjaya Lakkireddy, do Instituto de Frequência Cardíaca da Cidade de Kansas, pretende estudar o impacto da oração na saúde de pacientes de COVID-19. As pessoas que se voluntariarem, receberão grupos de oração que representarão diferentes religiões. Ele quer entender o efeito que a religiosidade terá na recuperação dos pacientes, no número de dias que eles passarão na UTI ou usando respiradores. “Sempre estive intrigado com a ideia de que um poder divino sobrenatural poderia impactar o que fazemos como seres humanos nesta terra”, disse Lakkireddy.

Sem dúvidas, a religião tem grande influência em quem somos e em quem estamos nos tornando. Ela também influencia em nossa saúde física – a maneira que cuidamos de nosso corpo – e em nossa saúde mental e emocional – como lidamos com as situações da vida e como encaramos os problemas.

Entretanto, é sempre importante usarmos nosso discernimento, combinado com os conselhos do Espírito Santo para que esse equilíbrio saudável sempre exista. Seguir nossos líderes inspirados, bem como as leis do país é a fórmula para estarmos, em breve, e em segurança, reunidos como irmãos em Sião.

Fonte: Deseret News

Relacionado:

Sobe para 92 o número de templos que começaram a reabertura gradual | COVID-19