Gentileza hoje pode ser a virtude mais incompreendida produzida pelo Espírito dos nove listados em Gálatas 5:22–23: “o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.”

Dois milênios depois, a gentileza é frequentemente usada como um ponto positivo na fraqueza. Mas a gentileza na Bíblia não é enfaticamente a falta de força, mas o exercício do poder piedoso.

Gentileza não indica falta de habilidade, mas a capacidade adicional de administrar a força de alguém, de modo que ela sirva a propósitos bons e vivificantes, em vez de ruins e vitais.

Tome a chuva como exemplo. A chuva forte destrói a vida, mas a “chuva suave” dá vida (Deuteronômio 32:2). Chuva violenta faz mal, não é bom. O fazendeiro ora não por chuva fraca ou nenhuma chuva, mas por chuva suave. O meio de entrega é importante. Precisamos de água (o poder para a vida) entregue gentilmente, não destrutivamente. Ser gentil não significa ser fraco, mas forte de forma adequada – dar vida, não tirar.

Assim também, “uma língua suave é uma árvore da vida” (Provérbios 15:4). Ser gentil não significa ser fraco, mas adequadamente forte – dando algo de bom, não como uma mangueira de incêndio, mas na devida medida.

Ou considere navegar. Um vento soprando suavemente (Atos 27:13) responde a uma oração de marinheiros, enquanto um vento violento significa problema (Atos 27:18).

A virtude da gentileza é vista melhor no próprio Deus, que “vem com poder” (Isaías 40:10). Como ele empunha sua força em direção ao seu povo? “Como pastor apascentará o seu rebanho; entre os seus braços recolherá os cordeirinhos, e os levará no seu regaço; as que amamentam guiará suavemente.” (Isaías 40:11). A violência é o uso destrutivo da força (Isaías 22:17). Gentileza é o seu exercício de vida.

Quando o apóstolo Pedro contrasta o bom poder com o mau, governantes x injusto, ele descreve os bons líderes como “bons e gentis” (1 Pedro 2:18). O oposto de um mestre desonesto não é um fraco – quem quer a proteção de um senhor fraco? – mas “bom e gentil”. Queremos líderes gentis, não fracos.

Queremos líderes com força e poder, não para usar contra nós, para o nosso mal, mas para exercer para o nosso bem, para nos ajudar. É isso que torna a imagem de um pastor tão apropriada tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. Ovelhas são manifestamente fracas e vulneráveis.

Elas precisam de pastores fortes, não fracos. Elas precisam de pastores que sejam bons e usem seu poder para ajudar as ovelhas, não para usar e abusar delas.

Pensem nos homens mais fortes. Agora, analisem suas vidas. Suas vidas demonstraram falta de respeito? Falta de educação? Indiferença? Aspereza? Indiferença? Ou demonstraram gentileza?

Com exceção da ocasião em que Cristo fica bravo com os comerciantes no templo (e com razão), você consegue se lembrar de algum outro episódio onde Cristo não foi gentil?

Joseph Smith, outro grande exemplo. Mesmo em tantas dificuldades, ele foi forte e ao mesmo tempo gentil com as pessoas.

Maria, a mãe de Jesus, teve que lidar com grandes tribulações e problemas, juntamente com seu esposo José. No entanto, em nenhum momento, temos conhecimento de que deixaram de ser gentis com as pessoas.

Há uma lista gigante de pessoas nas escrituras e na atualidade, que demonstraram sua força e ao mesmo tempo sua gentileza admirável. Nós talvez conheçamos várias elas.

Devemos ter em mente, tal como escreveu Joseph Joubert:

“A gentileza é a essência do ser humano. Quem não é suficientemente gentil não é suficientemente humano.”

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