Os mórmons tendem a ser bons em ajudar outras pessoas, mas precisamos ter certeza de que estamos abertos a receber ajuda também.

Recentemente li Os Dons da Imperfeição da famosa palestrante do TED, Brene Brown. Fala sobre abraçar seu eu autêntico, entre outras coisas, e em certo ponto ela diz o seguinte:

“Até que consigamos receber com o coração aberto, nunca realmente damos com o coração aberto. Quando julgamos o fato de receber ajuda, consciente ou inconscientemente julgamos o fato de ajudar também.”

Luz ao Entendimento

Isto trouxe à minha mente absoluta clareza e me fez perceber que agimos erroneamente quando elevamos nossa autossuficiência ao ponto de nunca compartilhar com os membros da ala quando vamos fazer uma cirurgia ou quando surge um problema que outras pessoas podem nos ajudar a enfrentar. (Sim, eu sei que existe a privacidade médica, mas espero que vocês entendam onde quero chegar, que alguns de nós se escondem demais – de tragédias espirituais a enfrentar um luto, de complicações legais a mudanças, perda de emprego e assim por diante.)

Por um lado, os seres humanos anseiam — e beneficiam com — as conexões. Precisamos entender uns aos outros. É saudável e é o plano de Deus para nós carregar os fardos uns dos outros, até mesmo “chorar com os que choram”. (Mosias 18:8-9)

Mas quando nós envolvemos em um manto de privacidade até impedirmos que as outras pessoas vejam nossas lutas e dores, na verdade estamos nos excluindo “daqueles sofredores” e não de uma maneira bonita.

Publicado pela Meridian Magazine e traduzido por Luciana Fiallo.

Fonte: www.ldsliving.com