4 verdades que nos ajudam a manter a calma em meio ao estresse

sua mãe

Por que escolhemos explodir e nos esquecemos de escolher ficar calmos? Afinal de contas, a calma é o único estado em que sentimos que estamos no controle da situação. O estresse, a raiva e a frustração nunca levam ao verdadeiro controle ou à paz, apenas à escravidão emocional.

Em 1998, quando eu era uma jovem mãe de uma bebê e um menininho um pouco maior, tomei uma decisão que provou que eu realmente precisava mudar algumas coisas na criação de meus filhos.

Se me lembro bem, estava na sala com o meu filho. Provavelmente a minha filha estava dormindo em seu quarto. Como já sabemos, as crianças nem sempre se importam com o volume do barulho que fazem e me lembro claramente de quando disse “não” ao meu filho por algo que ele estava fazendo. Mas, não importa o que eu dissesse, ele continuava a fazer a coisa. É engraçado não me lembrar do que ele fez, mas lembro-me do jeito que me olhou e de tudo o que senti.

É comum que as pessoas que estão estressadas se esqueçam porque ficaram tão sensíveis ou porque levaram tudo para o lado pessoal, pois durante o momento estressante, elas estavam apenas focadas em seus próprios sentimentos, desejos ou medos. A mudança na atividade cerebral da lógica para a emocional desconecta dados e faz com que a pessoa não seja capaz de realmente ver além de seus próprios sentimentos.

Quando o meu filho mais novo ignorou descaradamente a minha proibição e me olhou desafiadoramente, gritei “não”.

Gritar com ele criou mais estresse porque me convenci de que ele era o motivo por eu estar gritando e que isso tudo poderia acordar a bebê e fazê-la chorar. Então eu teria que resolver tudo depois. Apesar do meu mau comportamento, meu filho continuou me desafiando. Foi quando perdi o controle de mim mesmo, fui até ele e dei um tapa em suas costas.

No momento em que fiz isto, soube que tinha feito a coisa errada. Ele parou e começou a chorar. Ele deixou de fazer o que estava fazendo, então por que não estava satisfeita? Por que me senti culpada e menos compreendida por ele? Eu sabia que tinha escolhido não ficar calma.

Assim como eu tinha me visto escolher a felicidade e o otimismo durante as provações em outros momentos da minha vida, eu sabia que tinha escolhido estar fora de controle naquele momento. O meu ataque verbal, físico e emocional me ensinou que eu precisava desenvolver novas habilidades para lidar com o meu filho, para que ficar tão estressada não fosse a minha primeira opção. Ele era cabeça-dura. Eu era cabeça-dura. Era uma receita perfeita para uma discussão se eu não aprendesse a me controlar e a ter controle da minha própria calma.

Decidir ficar calma

Falar da calma é sempre mais fácil do que agir com calma apesar de desapontamentos, prazos ou de outras pessoas. Consequentemente, a verdadeira calma não é algo que todas as pessoas possuem. Na verdade, enxergar a verdade pode realmente nos ajudar com nossas emoções.

A exposição à verdade traz calma, independentemente da gravidade ou de quão estressante está a situação. Estes tipos de verdades, trazidas pelo auto-questionamento, trazem foco e levam à calma em qualquer situação.

Primeira verdade: Quem sou eu?

Uma simples reflexão como esta pode fazer com que a pessoa estressada ou frustrada reconheça sua plena identidade fora de seu estado emocional daquele momento. Este tipo de reflexão é ótima para desengatar o processamento emocional e engajar o processamento lógico. O pensamento claro é necessário para a calma completa.

Depois de bater no meu filho e sentir remorso pela minha falta de autocontrole, ponderei sobre esta questão. “Quem sou eu?” Eu sou a mãe. Esse é o meu papel. É evidente porque tenho um filho. “O que faz uma mãe?” Perguntei a mim mesmo. Uma mãe ensina, alimenta e protege os seus filhos. “Eu fiz isso?”, questionei. Não.

Se eu tivesse me feito estas perguntas quando meu filho estava se comportando mal, eu teria me visto de maneira diferente. Claro, eu poderia ter precisado tirar meu filho de uma situação perigosa ou destrutiva, mas eu poderia tê-lo feito com confiança e com calma, e depois ensiná-lo sobre a situação e sobre o que ele precisava aprender.

Segunda verdade: Eu tenho as ferramentas necessárias para resolver esta situação?

A maioria dos pais que são agressivos com seus filhos simplesmente não enxergam nenhum outro caminho a seguir. Se avaliássemos a maioria dos corações dos pais, o meu palpite é que encontraríamos grande amor e esperança para os seus filhos, não agressividade. Mas, pais agressivos simplesmente não têm as ferramentas que precisam para lidar com os problemas da vida e então eles recorrem à parte emocional deles para fazer o problema desaparecer.

Quando uma pessoa tem de ser emocional para combater as suas lutas, ela não se sente confiante. Assim, a falta de fundamento no papel de pai ou mãe, ou identidade, e a falta de desenvolvimento da habilidade adequada diminuem a confiança dos pais.

Terceira verdade: Será que meus filhos sabem o que tem dentro de meu coração?

Não permita que esta pergunta o engane. As emoções mostram sentimento, mas elas realmente não transformam corações a menos que estejam enraizadas na verdade e no amor. A maioria das emoções exibidas em momentos de estresse e frustração são manipuladas.

Quando uma pessoa não está calma, a única verdade que precisa sentir mais do que qualquer outra coisa é a verdade de que é amada e compreendida. Esse sentimento vem do coração de um pai ou mãe para o coração da criança por meio do olhar, pensamentos, gestos e ocasionalmente palavras. Quando começamos a nos concentrar em chegar até os corações de nossos filhos com os pensamentos em nossos corações e o amor em nossos olhos, então a criança cede, ouve, e para de se distanciar de nós.

Quarta verdade: O que eu escolho fazer nesta situação?

A calma é uma escolha. Se uma pessoa pára e se avalia sobre o fato de que podem escolher, então são muito mais propensos a escolher a calma, sabedoria, conexão e ensino consistente em vez de escolher a agressão.

Calma é poder. E, é um poder que pode ser escolhido. Cada pessoa pode escolher ter calma e aprender a ter calma. Não existe um comprimido mágico para aprender a ter calma. É preciso praticar e escolher ficar calmo com frequência. Mas, como qualquer investimento, a calma vale a pena. Faz parte de encontrar uma paz verdadeira e duradoura, apesar das tempestades que podem estar assolando nossas vidas.

Fonte: Meridian Magazine

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