3 mitos sobre o vício em pornografia + Como vencer o vício

Nota do editor: É importante notar que há uma distinção importante entre o uso de pornografia e pornografia em si. O seguinte se aplica àqueles que sofrem dependência de pornografia, embora os princípios e idéias discutidos possam ser esclarecedores para uma variedade de vícios, circunstâncias ou situações.

Quando Tony Overbay deu uma pausa na carreira na indústria de tecnologia e começou a fazer aulas noturnas para se tornar um terapeuta familiar licenciado, ele o fez porque sentiu que tinha um chamado para ajudar os homens.

Ele começou a trabalhar para a Igreja e descobriu que muitos homens estavam buscando terapia pelo mesmo motivo: vício em pornografia.

Essa área tornou-se a especialidade de Overbay e ele tem trabalhado com homens e mulheres para ajudá-los a superar isso.

Em um podcast, Overbay falou sobre alguns mitos que as pessoas criam sobre o vício em pornografia e o que os santos dos últimos dias podem fazer para ajudar aqueles que tentam se curar de seu vício. Embora esses mitos não se apliquem a todos os casos de uso de pornografia, é importante analisá-los para encontrar soluções valiosas a todos que lutam contra o vício.

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Mito 1: “O uso pornografia é consequência de algo que você vê.”

Uma imagem, um pensamento, uma ação – esse é um padrão que Overbay observou quando trata clientes com dependência de pornografia.

Embora muitas pessoas assumem que o que engatilha o uso de pornografia é ver alguma imagem sensual ou algo do tipo, não é isso que Overbay observou.

“Sobre o que estimula o uso de pornografia, muitas pessoas dizem: ‘Oh, eles vêem uma mulher bonita e já surge a vontade de ver pornografia’, ou algo do tipo. Mas um dos estímulos mais comuns é o que eu chamo de ‘crimes de oportunidade’. ” Ele diz no podcast .

Esses “crimes de oportunidade” surgem quando um homem ou uma mulher percebem que eles tem um momento que seria propício ver pornografia. Overbay dá o exemplo de um homem que deixou seus filhos na escola e depois ficou sozinho por um período de tempo, o que pode levar ao pensamento e a ação.

Para ajudar a evitar os “crimes de oportunidade,” Overbay sugere colocar uma distância entre o pensamento e a ação. Use estratégias como:

  • ligar para alguém
  • fazer flexões
  • ir passear sem o celular

Estratégias como essa pode se transformar o comportamento para tratar o vício da pornografia.

“Com o passar do tempo, essas pessoas serão capazes de domar seus pensamentos, porque elas nem sempre serão capazes de correr para fora da sala ou esse tipo de coisa quando há um estímulo mental, ” ele diz.

Mito 2: “O vício da pornografia é alimentado pela luxúria.”

Ao ajudar seus clientes a modificar o comportamento, Overbay percebe que muitas vezes há “problemas centrais” alimentando o vício em pornografia que não tem nada a ver com a luxúria.

Frequentemente, ele percebe que há algum tipo de vazio na vida de seus clientes, algo que leva a sentimentos de inadequação ou de desconexão de seu trabalho, de sua família e, às vezes, de sua fé.

“Qualquer uma dessas coisas causa desconforto e, quando esse desconforto é enfatizado, o cérebro diz: ‘Ei, temos essa coisa aqui que traz alívio’. Seja qual for o vício: comida, apostas, videogame, etc.

Mas a pornografia é uma coisa que o cérebro sempre sugere, principalmente por causa de um padrão de comportamento que começou na juventude”, diz ele. .

Criar conexões e reparar sentimentos de inadequação é uma parte importante do tratamento de qualquer tipo de vício, diz Overbay.

Fazer conexões genuínas é um primeiro passo importante, que leva há uma possível conversa com o bispo.

“Já é tão difícil para a pessoa entrar na sala. Nosso principal objetivo deve ajudá-los a sentir amor e não vergonha. Tudo sobre esse vício é baseado na vergonha. Meu conselho para os bispos é: ‘Seja grato pela coragem da pessoa de estar lá’.”

Mito 3: “Precisamos fazer a pessoa sentir vergonha.”

Vergonha e culpa não são a mesma coisa. E fazer a pessoa sentir vergonha ao tentar ajudar alguém viciado pode ser extremamente prejudicial.

“Eu acho que muitas pessoas pensam: ‘Eu ainda preciso que ele(a) saiba que isso é realmente sério. Ele(a) percebe o quanto a situação é ruim?’ Essa preocupação ainda tem um resquício de vontade de fazer a pessoa sentir vergonha. Temos que dar esperança às pessoas e remover essa vergonha.”

A culpa pode funcionar como um “sinal de parada”, forçando-nos a considerar as conseqüências de nossas ações. A vergonha, por outro lado, pode nos fazer acreditar que nossas ações nos tornam irredimíveis e ela não faz nada que nos ajude a corrigir nossos comportamentos. Overbay diz que, em vez de usar a negatividade da vergonha, a empatia tem um impacto mais positivo e duradouro.

Compartilhando uma citação de alguém que ele conhece, Overbay disse:

“O pecado, o vício ou os maus hábitos não são algo definitivo ou uma condenação terrível de quem somos, mas são sintomas ou resultados de necessidades profundas ou não atendidas em nossa vida que causaram um vazio figurativo dentro de nós que estamos desesperadamente tentando preencher, mas não sabemos como.”

Ele continua: ”Somos melhores que nossos piores erros e piores pecados; precisamos amar os outros e a nós mesmos. Precisamos focar menos em resistir ao pecado, e mais na razão profunda por trás do desejo de pecar; e então trabalhar em algo positivo para preencher esse vazio que tentamos desesperadamente preencher com o vício. ”

Fonte: LDSliving

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