Da esquerda para a direita: Bruno (18), com o bebê no colo Éderson (43), Jean (13), Eduardo (22), Kelvin (19) e Rafael (21). (Imagem via uol)

Pai Solteiro Mórmon adota 8 meninos

O guia de estudo das escrituras define que pai é um título sagrado concedido ao homem que gerou ou adotou legalmente uma criança. A igreja acredita que os membros que pretendem adotar filhos ou assumir a guarda de menores devem observar estritamente todas as exigências legais de seu país. [1]

O jornalista e microempresário Éderson Flávio Ribeiro, 43 anos, de Taubaté (SP) levou isso a sério. Éderson é membro de A Igreja e Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e seu desejo de ser pai sobrepujou o fato de nunca ter ser casado.

Ao longo de sete anos, ele adotou oito meninos. Alguns deles com histórias de vida tristes e que tinham sido devolvidos aos abrigos após tentativas frustradas de adoção. Além disso, acolheu mais um, que não tinha para onde ir. Hoje, apesar de solteiro, Éderson tem uma família grande e feliz.

A história de Éderson

pai solteiro

Éderson o pai solteiro que adotou a Eduardo. (imagem via uol)

A história de Éderson é tão interessante que foi publicada no Uol. Em depoimento ele conta que sempre desejou muito ser pai. Sua primeira oportunidade real de adoção apareceu quando ele decidiu ajudar a jovens que completavam 18 anos e por isso eram expulsos dos abrigos onde haviam vivido até então.

A primeira criança a ser adotada foi Eduardo, ele tinha 13 anos quando Éderson o encontrou. Eduardo já havia sido devolvido 3 vezes. Nas duas primeiras vezes as mães conseguiram engravidar e desistiram da adoção. Na terceira vez, o marido era alcoólatra e o conselho tutelar pediu que a mãe adotiva escolhesse entre ele ou a criança. Ela preferiu ficar com o marido.

pai solteiro

Pai solteiro decide que também iria adotar a Jean.

Devido a boa relação com seus filhos e com o  abrigo de onde eles haviam vindo, os funcionários da instituição decidiram apresentar Jean a Éderson. Jean na época tinha 4 anos e estava sofrendo maus tratos pelas demais crianças da instituição porque era “muito bonzinho”. Assim a família ganhou mais um integrante.

O que inicialmente Éderson não sabia era que Jean tinha outros dois irmãos biológicos que estavam naquele mesmo abrigo. A família ganhou outros dois membros.

Cada uma das adoções passou um período de adaptação. A entrada de mais um irmão na família foi sempre discutida entre todos e se tornou uma decisão coletiva.

Defensor da causa da adoção tardia

Baseando-se em sua própria experiência e no que havia visto em abrigos, Éderson se tornou defensor da causa da adoção tardia. Foi como palestrante em um desses eventos que Éderson conheceu a mais dois de seus filhos. O último a integrar a família foi Kelvin que já tinha 15 anos quando foi adotado.

A decisão de adotar não foi fácil. Dificuldades financeiras e preconceito social foram parte do processo. Muitas pessoas não compreendem o fato da certidão de nascimento das crianças não terem o nome da mãe. Os filhos passaram a ser a prioridade deste pai solteiro que perdeu oportunidades de trabalho e relacionamentos por eles.

Para ler a reportagem completa você pode acessar aqui.


 

Desejo de ser pai me levou a adotar 8 meninos mesmo sendo solteiro. Uol.

[1] Manual 2 de Administração da Igreja. Adoção e guarda de menores.