Palestrantes
O primeiro orador foi Samuel Luz, Presidente da Associação Brasileira de Liberdade Religiosa e Cidadania. Ele falou sobre a situação da liberdade religiosa no Brasil. Mencionou que o Brasil perdeu sua posição do país que mais permite a liberdade religiosa no mundo. Ele explicou a importância de respeitar o direito de crença do próximo, apesar de suas diferenças.
Desafios da liberdade religiosa
Charlyane Silva e Souza, membro da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da OAB-SP, falou sobre suas experiências pessoais onde prejudicaram seu direito de liberdade religiosa. A questionaram durante o exame da OAB, por estar usando o hijab (véu sagrado, de acordo com as crenças muçulmanas). Por causa desse episódio, mudanças nas diretrizes do exame foram feitas para respeitar religiosidade dos participantes. Ela falou sobre os desafios que os muçulmanos enfrentam por causa de sua crença. Então ela procedeu em esclarecer mal-entendidos sobre suas crenças e práticas.
Conforme o Dr. Douglas McAllister, assessor legal na Área Brasil, de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias falou sobre a Liberdade Religiosa e seu significado e citou o profeta Joseph Smith durante seu discurso:

“Se foi demonstrado que tenho a disposição de morrer por um ‘mórmon’, declaro destemidamente perante o Céu que estou igualmente pronto para morrer em defesa dos direitos de um presbiteriano, um batista ou um bom homem de qualquer outra denominação; porque o mesmo princípio que destruiria os direitos dos santos dos últimos dias também destruiria os direitos dos católicos romanos ou de qualquer outra denominação que venha a ser impopular ou demasiadamente fraca para defender-se.”
A Dra. Damaris Moura Kuo, Presidente da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da OAB-SP, encerrou o evento falando sobre os três desafios da liberdade religiosa nos dias de hoje: o secularismo, o extremismo e o individualismo. Ela disse:
“A liberdade religiosa deve ser protegida, promovida e defendida”
O direito de adorar, onde, o que e como quiser
Diante dos relatos e ensinamentos compartilhados, torna-se evidente que a liberdade religiosa não é apenas um direito legal, mas um alicerce indispensável para a dignidade humana e a paz social. A defesa desse princípio, como ensinado por Joseph Smith e reforçado pelos especialistas presentes, exige empatia e vigilância constante contra o extremismo e a intolerância. Proteger o direito de crença do próximo — seja ele de qual denominação for — é, em última análise, a única maneira de garantir a nossa própria liberdade de adorar, construindo uma sociedade onde o respeito mútuo prevalece sobre as diferenças.
Fonte: Sala de Imprensa
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