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10 Erros Que Podem Arruinar Uma Missão

Missionária mórmon visitando um pesquisador do evangelho

Psicólogo nos alerta dos 10 erros que podem arruinar uma missão

(KUTV) Os dez principais erros que vão arruinar uma missão SUD. Foi o que um psicólogo escreveu após ajudar centenas de missionários a lidarem com desafios mentais enquanto serviam.

Dr. Gary Taylor, que passou 40 anos trabalhando como psicólogo, e que recentemente serviu duas missões SUD como um conselheiro de saúde de área, diz que todos os missionários respondem de forma diferente ao que ele chama de três “Rs” que terão de enfrentar. Esses Rs são: Rotina, Rejeição e Restrição. É por isso que Taylor diz que os futuros missionários precisam se preparar não só fisicamente e espiritualmente, mas mentalmente.

“Os missionários normalmente voltam para casa com histórias de vidas transformadas e experiências maravilhosas. Mas todas essas coisas boas vem ao pagar o preço da rotina diária”, disse Taylor ao 2News. “Portanto, é um ambiente de alta tensão dentro de um mundo de alta-tensão.”

A primeira missão de Taylor foi na Europa. Sua segunda missão foi sediada na Nova Zelândia e cobria o Pacífico Sul. No total, ele diz que ajudou a supervisionar cerca de 8.000 missionários. Desses, diz ele, cerca de 10 por cento  precisavam de algum tipo de aconselhamento.

“Noventa por cento das vezes resolvíamos o problema, de modo que aquele missionário poderia continuar a servir de forma eficaz”, disse Taylor. Mas ele diz que cerca de dez por cento desse grupo que recebia aconselhamento tiveram de voltar para casa. “Ansiedade e depressão eram os [problemas] mais comuns. Um grupo muito especial de homens e mulheres jovens, mas eles ainda são muito normais.”

De seus anos de aconselhamento e experiência no campo missionário, Taylor está escrevendo seu sexto livro. Este é voltado para jovens SUD, homens e mulheres, que estão se preparando para o serviço missionário. É chamado de “Servir com todo o Coração, Poder, Mente, Força e Sanidade: 10 Erros Que Vão Arruinar a Sua Missão”.

Aqui está o seu top 10:

  1. Ter expectativas irrealistas.
  2. Preocupar-se com coisas que você não pode controlar.
  3. Pensar e falar em termos absolutos, como “eu tenho que” ou “eu preciso”.
  4. Focar no negativo ao invés do positivo.
  5. Deixar de ver o quadro maior.
  6. Embarcar com as coisas boas, como ser um pouco perfeccionista.
  7. Falhar em seguir princípios de liderança do sacerdócio, que envolvem a caridade, a paciência e a longanimidade, em oposição à manipulação forçada.
  8. Deixar a raiva e o medo ficarem fora de controle.
  9. Não ser rápido em perdoar.
  10. Não ser suficientemente auto-disciplinado.

Taylor diz que um dos maiores erros que ele viu no campo missionário é quando os pais não revelam plenamente a condição mental de seu filho ou filha nos papéis do chamado missionário.

“Indivíduos chegam nas missões com problemas existentes que não deveriam ter. E olhando para os papéis do preenchimento do chamado, eles não foram abertos em revelar um pouco de sua história”, disse Taylor.

Ele diz que outro problema é que os pais acreditam que os problemas de seu filho ou filha serão resolvidos enquanto servirem.

“[Alguns acreditam que] todos os problemas são resolvidos pelo fato de estarem em sua missão, mas a minha experiência é que isso simplesmente não é verdade.”

Mas em outros casos, Taylor diz que homens e mulheres jovens não têm problemas mentais existentes e, subitamente, passam por uma experiência do tipo no campo missionário.

“Houve casos de missionários que nunca antes passaram por um problema, e que de repente tinham um problema grave que precisava de alguma atenção especial”, disse Taylor.

Tal foi o caso de Austin Bunkall, que foi chamado para a missão Buenos Aires Argentina, em maio de 2014. Ele era um estudante do ensino médio bem sucedido e atleta na Bingham High quando recebeu seu chamado missionário. Mas logo depois de entrar no campo missionário ele sofreu um ataque de ansiedade de mudança de vida.

“Parecia que eu não podia fazer nada. Como se eu estivesse perdido e não houvesse nenhuma solução”, disse Bunkall. “Eu precisava sair. Eu precisava sair do lugar onde estava”.

Bunkall diz que ele tentou de tudo para resolver seus problemas, incluindo aconselhamento, mas cerca de seis meses e 30 quilos a menos, ele não tinha escolha a não ser voltar para casa.

“Foi honestamente uma das coisas mais difíceis que eu já tive que fazer em minha vida”, disse Bunkall emocionado. “Eu me senti desiludido com todos”.

Mesmo assim, ele disse que todos foram amorosos e abertos a ele. Ainda assim, ele não podia deixar de pensar que todos estavam decepcionados.

“Não importa o que qualquer pessoa fosse dizer, eu sempre pensava, ‘Oh eles não estão realmente pensando nisso’.”

Bunkall disse que levou cerca de seis meses depois da volta para casa para se sentir bem novamente, superar a sua ansiedade e seguir em frente com sua vida.

“Eu me ocupei com a escola e o trabalho, e amei a vida do jeito que ela era. Finalmente acreditei e entendi que Deus ainda me ama. E mesmo com meus defeitos eu posso encontrar a felicidade”.

Na Estaca American Fork Leste da Igreja SUD, a preparação missionária entre os jovens é levada muito a sério. Todo domingo de manhã quando o sol está nascendo, dezenas de homens e mulheres jovens preenchem o prédio SUD do seminário ao lado da American Fork High School.

“Eles estão saindo para fora numa idade mais jovem. Espera-se mais deles do que nunca”, disse Adam Boyle que é o diretor de preparação missionária da estaca.

É por isso que eles estudam. Eles praticam e aprendem com missionários retornados.

“Eles precisam ficar próximos destes missionários retornados para que os missionários possam lhes dizer: ‘Essa é a minha experiência”, disse Dave Hansen, um dos líderes dos jovens.

A maioria dos jovens no grupo são rapazes que servirão logo após terminarem o ensino médio. E dos mais de 50 jovens que apareceram para a classe, 10 já tem o chamado missionário em mãos.

“Eu estou realmente animado para ir”, disse Garrett Purvis, que entra em 29 de junho no Centro de Treinamento Missionário de Provo, Utah, onde ele se preparará para servir em Lansing, Michigan. “Eu sinto que estou preparado. Tenho vindo à preparação missionária desde que eu tinha 14 anos eu estou muito forte mentalmente, eu acho que serei capaz de lidar com isso”.

Megan Staten, de 19 anos, está indo para Orlando, Florida.

“Eu não estou totalmente certa se estou completamente preparada, mas eu tenho o verão para trabalhar nisso. Eu fui para a faculdade por um ano, definitivamente me ajudou na preparação, eu penso”.

A preparação é crítica, mas nada consegue prepará-los plenamente para o futuro. Basta perguntar a Tessa Davidson que acaba de voltar de uma missão no Uruguai e estava na classe para ajudar os missionários.

“Você ainda vai se sentir um pouco despreparada quando você chegar lá”, disse Davidson. “Vocês todos são subitamente colocados numa posição onde o mundo inteiro depende de você em essência”.

Davidson diz que seu maior erro foi querer ser aquela missionária perfeita e tudo o que isso causou foi estresse.

“Você nunca será um missionário perfeito e estará bem com isso apenas dando o melhor de você”, disse Davidson. “Não há problema em não alcançar as expectativas. Não há problema em estragar algo. Não há problema em lutar”.

Davidson diz que essa atitude ajudou-a a ter uma missão bem sucedida e passar por tempos difíceis.

“Eu amei a minha missão. Eu amei. Eu amei.”

Mas ainda assim haverão missionários que voltarão para casa, não importa o quanto eles tentem resolver essas questões. E para aqueles que voltam para casa, Taylor disse que eles ainda podem dizer que serviram uma missão honrosa.

“Você certamente não precisa se sentir culpado. Você precisa considerar que você é um missionário retornado em todos os sentidos da palavra”.

Em um vídeo no site da igreja mórmon, o Élder Brent H. Nielson, o director executivo do Departamento Missionário, fala sobre os missionários que voltam para casa mais cedo. Ele diz que os membros precisam amá-los.

“Este é um momento difícil”, disse Nielson. “Nosso padrão sempre precisa ser esse: nós sempre os amamos, e nos preocupamos com eles e os fazemos bem vindos”.

Bunkall deixa um conselho para aqueles que voltam para casa mais cedo: Há esperança, pare de ficar tão para baixo, as coisas vão ficar melhores e sempre se lembre que Deus o ama, mesmo que você não sinta isso.

Taylor disse que ficaria feliz em responder a qualquer pergunta de pais ou futuros missionários sobre a preparação missionária. Você pode enviar-lhe um email (em inglês) para [email protected]

Imagem principal via KUTV. Este artigo foi escrito por Dan Rascon no site kutv.com. Traduzido por Esdras Kutomi.

| Missão
Publicado por: Esdras Kutomi
Formado em SI, mórmon, gosta de RPG e Star Wars, lê artigos científicos por diversão, e se diverte mais com crianças ou idosos do que com pessoas de sua idade.
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