“A música pode ajudá-los a se aproximarem do Pai Celestial. Pode ser usada para educar, edificar, inspirar e unir. No entanto, o ritmo, o compasso, o volume e a letra da música podem embotar sua sensibilidade espiritual. Vocês não podem permitir que sua mente se encha de música impura.”

Presidente Thomas S. Monson

Você já parou para pensar em como a música que você ouve influencia sua vida?

sofrimento

O poder de influenciar

As músicas têm um poder natural de nos influenciar, estejamos conscientes disso ou não. Na maior parte das vezes, somos influenciados por ela, mesmo que minimamente.  O processo é simples. A música nos invade lentamente, pouco a pouco.

A música vem ao encontro de nossas necessidades, de nossos sentimentos mais escondidos e afeta nossas emoções sem que percebamos. Ela trabalha sutil e poderosamente. Sem notar, permitimos que ela entre em nós e faça morada em nossos corações e mentes. Em determinado momento, ela nos invade e toma conta por completo e desvencilhar-se de tais sons se torna difícil e até muitas vezes doloroso.

Ela altera nosso jeito de ser, nosso modo de falar, de agir e de pensar.

Associamos comportamentos e situações a muitas das músicas que ouvimos, se não a todas elas. A cada música que ouvimos, fazemos ligação com alguma circunstância já vivida ou que desejaríamos viver.

Excluir totalmente a música de nossas vidas, é quase impossível. Podemos até não selecionar algo para ouvir, mas em um momento ou outro, ouviremos alguém escutando música ou em locais públicos. A música está em todo o lugar. No entanto, precisamos de máxima cautela com o que escolhemos ouvir, pois o que ouvimos pode nos influenciar para algo positivo ou para algo negativo.  

Mente, espírito e comportamento

Para o Vigor da Juventude ensina que a “música tem um profundo efeito em sua mente, em seu espírito e comportamento”. A música pode enriquecer sua vida de muitas formas, mas também pode ser perigosa. O Presidente Thomas S. Monson afirmou: “A música pode ajudar-nos a chegar mais perto do Pai Celestial. Pode ser usada para educar, edificar, inspirar e unir. No entanto, o ritmo, seu volume e sua letra podem entorpecer a sensibilidade espiritual. Vocês não podem dar-se ao luxo de encher a mente com a música degradante de hoje”. E pouco importa se prestamos atenção à letra ou não, pois palavras acopladas à música tendem a ser aprendidas e lembradas facilmente. Não é de se estranhar que recebamos o conselho de “escolher cuidadosamente a música que ouvimos”.

Charles Darwin, se dizia perplexo diante de nossa aptidão musical. Para ele, tratava-se de uma “das mais misteriosas habilidades do ser humano”.  

Aqueles que ouvem música compreendem muito bem a influência que ela pode ter na mente e no espírito. A música boa e inspiradora pode proporcionar um sentimento de felicidade e paz. Os hinos da Igreja são uma parte muito importante da adoração e tornam o ambiente receptivo ao Espírito do Senhor. Eles podem ser particularmente úteis no controle dos pensamentos. Por outro lado, a música imprópria e negativa pode incentivar pensamentos e comportamentos indevidos. Tal como em relação a outros meios de comunicação, os membros da Igreja são incentivados a tomar muito cuidado ao escolherem as músicas que vão ouvir.

Para o Vigor da Juventude, uma publicação da Igreja para rapazes e moças, contém o seguinte conselho aplicável a todos em relação aos tipos de música:

“A música é uma parte importante e poderosa da vida. Ela pode ser uma influência para o bem e que os ajuda a chegar mais perto do Pai Celestial. No entanto, pode também ser usada para propósitos iníquos. A música profana pode parecer inócua, mas terá efeitos maléficos em sua mente e espírito.

Escolham cuidadosamente as músicas para ouvir. Prestem atenção ao que sentem quando as ouvem. Não escutem músicas que afastem o Espírito, incentivem a imoralidade, valorizem a violência, usem linguagem impura ou ofensiva, promovam o satanismo ou outras práticas maléficas” (“Música e Dança”, p. 20).

“A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros com palavras, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração”. (Colossenses 3:16)

Capacidade intelectual

Suas escolhas musicais também podem afetar sua capacidade de realizar tarefas ou aprender. Dois pesquisadores exploraram essa relação, estudando os efeitos da música e do ritmo sobre o sistema nervoso de ratos. Durante oito semanas, um grupo de ratos ouviu constantemente valsas de Strauss (um tipo de música altamente organizada e ordenada), enquanto um segundo grupo ouviu sons desarmoniosos na forma de tambores contínuos. Um terceiro grupo foi deixado em silêncio.

Depois de oito semanas, os ratos foram colocados num labirinto para procurar alimento. Os ratos do segundo grupo vagaram sem nenhum senso de orientação — “uma indicação clara de que estavam com problemas de aprendizagem” — e demoraram muito mais para achar a comida do que no início do estudo. Os ratos expostos “aos sons caóticos não só desenvolveram dificuldades na aprendizagem e na memória, (…) mas também sofreram mudanças estruturais nos neurônios”. O diagnóstico dos pesquisadores é muito interessante: “Cremos que os ratos estavam tentando fazer um tipo de compensação a esse bombardeio constante de ruídos desarmônicos. (…) Estavam lutando contra o caos”.

Qual seria um exemplo de “caos” em algumas músicas de hoje — coisas que poderiam impedi-lo de aprender de modo eficaz? Pode dizer respeito ao ritmo e à batida da música (como no caso dos ratos) ou com a letra ou as mensagens apresentadas. O Presidente Boyd K. Packer, que foi Presidente do Quórum dos Doze Apóstolos, disse:

“A sociedade sofre uma transformação sutil, mas profunda. Ela se torna cada vez mais permissiva com respeito ao que aceita como entretenimento. Em consequência disso, grande parte da música executada pelos artistas populares de hoje parece destinada mais a provocar tumulto do que a pacificar; mais a acirrar os ânimos do que os acalmar”.

He restoreth my soul – Yongsung Kim

Sussurros do Espírito

Não é apenas o ritmo e a letra das músicas dissonantes que são prejudiciais. Ao ouvir esse tipo de música, também nos privamos de momentos de silêncio que nos permitem pensar claramente e ouvir o Espírito. Em Cartas do Diabo a Seu Aprendiz, romance cristão muito popular, um personagem chamado Screwtape representa Satanás e tenta arregimentar para sua causa as almas boas. Screwtape diz: “É curioso como os mortais sempre nos imaginam colocando-lhes coisas na mente: na realidade, nosso melhor trabalho é justamente mantê-las de fora”. Em essência, Satanás sabe que não precisa sempre encher nossa mente de pensamentos ruins, basta conseguir impedir-nos de concentrar-nos nas coisas do Espírito. “Se estiver constantemente ouvindo música, pode ser que não tenha um momento de paz para pensar, sentir e receber orientação espiritual”.

Precisamos do Espírito Santo conosco em todos os momentos. Por esse motivo, devemos escolher com cuidado o tipo de música que ouvimos e o tipo de festa que frequentamos. Deixe o Espírito ser seu guia, e quando tiver dúvidas sobre a música que estiver ouvindo ou as circunstâncias em que se encontrar, tenha a coragem de agir de maneira que permita ao Espírito permanecer a seu lado.

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