emma smith 1

Emma Smith foi esposa do Profeta que restarou a Igreja .

Emma Hale Smith foi a primeira presidente geral da Sociedade de Socorro e esposa do Profeta Joseph Smith.

Ela teve uma visão do grande trabalho da Sociedade de Socorro Feminina de Nauvoo quando foi formada em 17 de março de 1842. O Profeta Joseph Smith tinha prometido organizar as mulheres “segundo o padrão do sacerdócio”. [1] Naquela primeira reunião, Emma disse às mulheres:

“Faremos algo extraordinário — quando um barco ficar preso na correnteza de um rio, com muitos mórmons a bordo, consideraremos isso um grito de socorro — esperamos ocasiões extraordinárias e chamados urgentes”.[2]

Naquela época, as irmãs realmente vivenciaram ocasiões extraordinárias e receberam chamados urgentes, como ainda ocorre hoje.

Quase doze anos antes da organização da Sociedade de Socorro, o Profeta Joseph Smith recebeu uma revelação na qual o Senhor referiu-se a Emma como “uma mulher eleita, a quem chamei”. Depois, ela soube que seria “ordenada (…) para explicar as escrituras e exortar a igreja, conforme [fosse] revelado [a ela] pelo (…) Espírito” (D&C 25:3, 7). Joseph disse que seu chamado como presidente da recém-formada organização da Sociedade de Socorro foi cumprimento dessa profecia.

 

Infância e Casamento

Emma nasceu em 10 de julho de 1804, em Harmony Township, Pensilvânia, a sétima criança a nascer na família de Elizabeth Lewis e Isaac Hale. Emma conheceu Joseph Smith Jr. em 1825, quando ele morou temporariamente com a família dela. Emma e Joseph casaram-se em 18 de janeiro de 1827 contra a vontade de Isaac Hale, pai de Emma. Em dezembro de 1827, Joseph começou a trabalhar na tradução do Livro de Mórmon. Emma e Joseph tiveram onze filhos, mas somente cinco viveram até a idade adulta. Emma faleceu em 30 de abril de 1879 em Nauvoo, Illinois.

Talvez o maior exemplo e legado que Emma tenha deixado seja a forma como cumpriu o chamado que recebeu em Doutrina e Convênios 25:5, quando o Senhor instruiu-lhe a confortar o marido “em suas aflições, com palavras consoladoras, com espírito de mansidão”. As palavras do próprio Joseph descrevem melhor o consolo que ela lhe deu: “Com que inexprimível deleite e efusão de alegria no peito tomei pela mão, naquela noite, a minha amada Emma — ela que era minha esposa, sim, a esposa de minha juventude e a escolhida de meu coração. Ela estava ali, até nos momentos mais terríveis — impassível, firme e inabalável — imutável e afetuosa Emma!” [3]

 

Serviços Mais Significativos

Criação da Sociedade de SocorroEmma propôs o nome Sociedade de Socorro Feminina de Nauvoo. Embora tenha servido de escrevente para Joseph durante certo tempo enquanto ele traduzia o Livro de Mórmon, Emma nunca viu as placas de ouro. Ela serviu de instrumento para que fosse revelada a Palavra de Sabedoria, pois foi quem demonstrou preocupação ao Profeta sobre o tabagismo de muitos homens. Em 1843, Emma organizou um comitê de visitas, o começo das professoras visitantes, e compilou o primeiro hinário da Igreja.

 

Seu Coração

Emma revelou seus maiores anseios numa carta a Joseph: “Desejo o Espírito de Deus para conhecer-me e compreender-me, de modo a ser capaz de superar qualquer tradição ou natureza que não contribua para a minha exaltação nos mundos eternos. Desejo uma mente fértil e ativa, para ser capaz de compreender os desígnios de Deus, quando revelados por intermédio de seus servos, sem duvidar”. [4]

 

Após a Morte do Profeta

emma smith 3A morte de Joseph ocorreu em 27 de junho de 1844. O êxodo dos Santos de Nauvoo ocorreu um ano e meio depois deixando a Emma, uma viúva de 41 anos de idade, com sua sogra envelhecida, Lucy Mack Smith, e cinco crianças, cujas idades iam dos quinze meses aos quatorze anos de idade sob seu cuidado. Ela tinha poucos meios para prover a sua família na cidade deserta. Em dezembro de 1847, ela se casou com “o Prefeito” Louis C. Bidamon. Com sua ajuda ela criou a seus filhos e foi madrasta das duas filhas de Louis. Emma e Louis cuidaram da mãe de Joseph até que ela morreu em 14 de maio de 1856. Até 1872, “o Prefeito” Bidamon havia construído uma casa nova para Emma sobre os cimentos onde haveria sido construído um grandioso hotel (a casa de Nauvoo) se Joseph tivesse vivido para completá-lo. Emma viveu seus últimos sete anos pacificamente na Mansão Ribeirinha.

Vários anos mais tarde, Emma disse a Parley P. Pratt, quem a visitou em Nauvoo, “creio que ele, Joseph, foi tudo o que ele professou ser.” [5] Em reunião com seus filhos, alguns meses antes dela falecer, Emma afirmou seu testemunho: “Minha crença é que o Livro de Mórmon é de autenticidade divina. Não tenho a mais leve dúvida disso. Até eu fui uma participante ativa nas cenas que se desenvolviam, e estive presente durante a tradução das placas e tive conhecimento das coisas tal e como aconteceram, o que é maravilhoso para mim, ‘uma maravilha e um assombro'”. [6] Ela também deu seu testemunho, “Eu sei que o Mormonismo é verdadeiro; E creio que a Igreja foi estabelecida sob direção divina.”

 

emma smith 2Emma viveu quase trinta e cinco anos depois do martírio de seu marido, o Profeta. Ela morreu em 30 de abril de 1879 aos setenta e cinco anos de idade. Em seus últimos anos ela foi grandemente amada, e nas últimas horas de sua vida ela foi atendida por sua família: Louis Bidamon, Julia, José III, e Alexander. De acordo com Alexander, Emma parecia estar indo embora, mas então ela voltou a si e estendendo sua mão, exclamou, “Joseph! Joseph!” Deixando cair seu braço para trás, Alexander seu filho, cruzou suas mãos em seu peito, e seu espírito se foi. Tanto Alexander como Joseph pensaram que ela chamava a seu filho Joseph, mas mais tarde, Alexander aprendeu mais sobre o incidente. Elizabeth Revel, irmã da moribunda Emma, comentou que alguns dias antes Emma lhe havia dito que Joseph tinha vindo a ela em uma visão e lhe disse, “Emma, venha comigo, é hora de você ficar comigo.” Logo Emma continuou contando ‘pus meu gorrinho e meu chale e fui com ele; Não pensei que fosse qualquer coisa extraordinária. Fui com ele a uma mansão, e ele me mostrou os diferentes quartos dessa mansão tão bela.’ E um quarto era para os bebês. Ali, no quarto para bebês havia um bebê no berço. Então, ela disse, ‘Reconheci a meu bebê, mi Don Carlos que foi tirado de mim.’ Ela se inclinou pra frente, e pegou a criança entre seus braços e chorou com alegria sobre ele. Quando Emma se recuperou o suficiente, virou-se para Joseph e disse, “Joseph, onde está o restante de meus filhos.” Ele lhe disse, ‘Emma, tenha paciência e terás a todo teus filhos.’ Logo ela viu a seu lado um ser de luz, o Senhor Jesus Cristo.” [7]

Lucy Mack Smith, mãe do profeta Joseph Smith, prestou o seguinte tributo a Emma: “Nunca vi uma mulher na minha vida que resistisse a qualquer tipo de fadiga e adversidade, mês a mês, ano a ano, com essa firme coragem, com esse zelo, e essa paciência, como ela alguma vez o fez; pois sei o quanto ela teve que suportar – ela foi lançada ao oceano da incerteza – ela foi arrastada por tormentas de perseguição, e suportou a fúria dos homens e dos diabos, a qual teria derrotado qualquer outra mulher.” [8]

 

Veja um vídeo que resume a vida de Emma:

 

 

 


Notas

As principais fontes para este texto foram: “Emma Hale Smith – Priemira Presidente Geral da Sociedade de Socorro” e “MY GREAT-GREAT-GRANDMOTHER, EMMA HALE SMITH“, Ensign Agosto de 1992.

  1. Sarah M. Kimball, “Autobiography”, Woman’s Exponent, 1º de setembro de 1883, p. 51.
  2. Emma Smith, Relief Society Minute Book, Nauvoo, Illinois, 17 de março de 1842, Biblioteca de História da Igreja, Salt Lake City, p. 12.
  3. Joseph Smith, History of the Church, 5:107.
  4. Emma Smith a Joseph Smith, 1844, Biblioteca de História da Igreja, Salt Lake City.
  5. Statement of Nels Madsen, 27 November 1931, LDS Archives. (Nels Madsen accompanied Parley P. Pratt on his visit to Nauvoo.)
  6. “Emma Smith’s Last Testimony,” Feb. 1879, RLDS Archives.
  7. Alexander Hale Smith, sermon given 1 July 1903, Bottlineau, North Dakota.
  8. Lucy Mack Smith, History of Joseph Smith (Salt Lake City: Bookcraft, 1958), pp. 190–91.