A sua bondade é natural ou aleatória? Confira o que a Irmã Craig disse sobre isso!

Eu notei algo interessante esta semana enquanto eu estava lendo as notícias do dia. Duas notícias de duas organizações completamente diferentes usaram o termo, “ato aleatório de bondade.”

Colocar o acaso e ao lado da bondade me fez parar tudo o que estava fazendo. Fui ao dicionário procurar a definição de “aleatório” e encontrei um significado que dizia: “que depende das circunstâncias, do acaso; casual, fortuito, contingente.”

Certamente, atos aleatórios de bondade ocorrem. Existem momentos em que as pessoas se sentem inesperadamente compelidas a fazer compras para alguém, ligar para um vizinho do nada, ou até mesmo se aproximar de um estranho e começar a conversar.

Mas o mundo não seria diferente se houvesse um plano, um propósito, ou um padrão para a nossa bondade? Basta pensar em alguns dos antônimos ao acaso: bondade metódica, bondade organizada, ou bondade regular.

No episódio desta semana do podcast do LDS Living, Sarah Jane Weaver, editora do Church News, compartilha que em seus 25 anos cobrindo notícias e conversando com os líderes da Igreja, ela sempre notou uma característica em comum entre todos eles.

“É incrível para mim que a qualidade número um que eu vejo nos líderes de nossa Igreja é a bondade”, diz ela no episódio do podcast antes de compartilhar uma história comovente de quando o Presidente Gordon B. Hinckley mostrou sua bondade a ela quando era uma nova repórter.

E, no final da semana, ouvi o discurso da Conferência Geral de outubro de 2020 da irmã Michelle D. Craig, “Olhos para ver.” No discurso, ela compartilha que tinha recebido uma inspiração para guardar seu telefone enquanto ela tinha que esperar em filas. Fazer isso a levou a conversar com um senhor na fila do supermercado. E, para sua surpresa, era o exato dia do aniversário desse homem – que não tinha compartilhado isso com ninguém.

Se um estranho estivesse observando aquele momento entre a irmã Craig e o senhor na fila, poderiam ter pensado que era um ato aleatório de bondade. Mas, na verdade, ao agir de acordo com a inspiração que recebeu, a irmã Craig tinha se preparado para estar pronta para a bondade.

Acredito que a bondade faz parte da nossa herança divina e que se nos prepararmos da maneira certa, a bondade se torna natural, não aleatória. Mas como nos preparamos? Em seu discurso, a Irmã Craig falou sobre o que eu acredito ser uma chave fundamental para desenvolver essa bondade.

Ela disse: “Talvez as coisas mais importantes que precisamos ver com clareza são: quem é Deus e quem realmente somos — filhos e filhas de pais celestiais, “com uma natureza divina e um destino eterno”.”

Às vezes penso que ver quem é Deus e compreender quem somos são duas coisas que andam de mãos dadas. O Profeta Joseph Smith uma vez ensinou: “Se os homens não compreendem o caráter de Deus, eles não compreendem a si mesmos.”

Nas notas de rodapé do discurso da irmã Craig, ela compartilha esta citação impressionante de C. S. Lewis encontrado no livro O Peso da Glória:

“É algo sério viver em uma sociedade constituída por possíveis deuses e deusas, é algo sério lembrar que a mais desinteressante das pessoas com quem falamos pode, um dia, vir a ser alguém que, se a víssemos agora, nós nos sentiríamos fortemente impelidos a adorar. (…)  Não há pessoas comuns”.

Entender quem somos, entender quem Deus é, e entender quem cada um de nós pode se tornar pode tornar a bondade um pouco menos aleatória e um pouco mais natural—mas não importa, eu acredito que não custa nada ser gentil.

Fonte: LDS Living

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