5 Expressões das Escrituras que Você Precisa Conhecer

As escrituras contém lições vitais para nosso bem-estar na vida e para salvação eterna. Algumas desta lições marcantes podem ser sintetizadas em apenas algumas palavras. Essas “expressões” foram utilizadas por vários profetas, para realçar importantes princípios e doutrinas. Confira cinco, que separamos:

 

Firmar a Arca – Durante o reinado do rei Davi a arca da Aliança estava sendo levada de volta para Jerusalém em um carro de bois dirigido por Uzá e Aiô. ‘E, chegando à eira de Nacom, estendeu Uzá a mão à arca de Deus, e pegou nela; porque os bois a deixavam pender. Então a ira do Senhor se acendeu contra Uzá, e Deus o feriu ali por esta imprudência; e morreu ali junto à arca de Deus’ (II Samuel 6:6–7; ver os versículos 1–11). “A arca era um símbolo da presença de Deus, Sua glória e majestade. (…) Por mais bem-intencionado que tenha sido, Uzá aproximou-se negligentemente de um objeto que só podia ser tocado sob as mais estritas condições. Ele não tinha fé no poder de Deus; pensou que a arca corria perigo, esquecendo-se de que ela era o símbolo físico do Deus Todo-Poderoso. Não há como presumir que podemos salvar a Deus e Seu reino por meio de nossos próprios esforços.

“A ofensa de Uzá consistia no fato de haver tocado na arca com sentimentos profanos, embora cheio de boas intenções, ou seja, a de impedir que caísse do carro. Tocar na arca, o trono da divina glória e penhor visível da invisível presença do Senhor, era um ultraje cometido contra a majestade do santo Deus. ‘Uzá foi, portanto, um protótipo de todos aqueles que, cheios de boas intenções, humanamente falando, mas que ainda não possuem a mente santificada, interferem nos assuntos do reino de Deus, tendo a falsa noção de que ele está em perigo, e tendo a esperança de salvá-lo” (O. V. Gerlach).’ (Keil e Delitzsch,Commentary, bk. 2: Joshua, Judges, Ruth, 1 and 2 Samuel, ‘Second Book of Samuel’, p. 333.)” (Doutrina e Convênios Manual do Aluno, 2ª ed., Manual do Sistema Educacional da Igreja, 2001, p. 188).

Numa revelação moderna, o Senhor Se referiu a esse incidente a fim de ensinar o princípio de que não devemos tomar sobre nós a responsabilidade de orientar (“firmar a arca”) nossos líderes do sacerdócio ou outros a quem Deus tenha chamado e designado (ver D&C 85:8).(ver Doutrina e Convênios Manual do Professor do Seminário, 2013, lição 89)

O Presidente David O. McKay ensinou:

“Corremos certo risco ao nos desviarmos de nossa esfera de ação e tentarmos dirigir, sem autorização, os assuntos concernentes à vida de outro irmão. Lembrem-se do caso de Uzá, que estendeu a mão para firmar a arca [ver I Crônicas 13:7–10]. Ele achava que tinha o direito de, no momento em que os bois tropeçaram, erguer a mão e segurar aquele símbolo do convênio. Hoje em dia, julgamos que seu castigo foi por demais severo. Mesmo que tenha sido, o incidente todo transmite uma lição de vida. Olhemos ao nosso redor, e observemos como rapidamente as pessoas que tentam firmar a arca sem possuírem a devida autoridade, morrem espiritualmente. Sua alma se torna amargurada, sua mente desajustada, suas concepções enganosas e seu espírito deprimido. Essa é a lamentável condição dos homens que, negligenciando suas próprias responsabilidades, passam o tempo encontrando defeitos nos outros” (Conference Report, abril de 1936, p. 60).

Ligar o Testemunho e Selar a Lei – Isaías é o primeiro a utilizar essa expressão (Isaías 8:16), que é repetida no Livro de Mórmon (2 Néfi 18:16), no Novo Testamento (TJS Lucas 3:8) e em Doutrina e Convênios (D&C 88:84, 109:38 e 46, 133:72). Ligar é ativar, atar, unir. O testemunho é uma certeza espiritual dada pelo Espírito Santo. Ligar o testemunho, portanto é colocá-lo em prática, significa viver segundo se crê – agir conforme a certeza espiritual recebida. Não se liga o testemunho, por exemplo, quando se sabe que a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias é verdadeira – o Reino de Deus na Terra – e não frequentá-la e defendê-la.  Selar a lei significa ligar, unir, associar – e no Evangelho relaciona-se ao poder de tornar ações dignas validas para além da vida mortal.  Nas passagens citadas a expressão – ligar o testemunho e selar a lei – é sempre colocada em um contexto de advertência e exortação. Assim, cabe aos santos de Deus, os discípulos de Cristo, nos tempos de dificuldade e perseguição, ativarem o poder de seu testemunho pessoal e buscarem fazer e cumprir convênios sagrados “para preparar os santos para a hora do julgamento que está para vir” (D&C 88:84). Ligar o testemunho e selar a lei preparam o coração do povo de Deus para todos os julgamentos que virão e os ajudam a não desfalecer (D&C 109:38).

 

Bálsamo de Giliade – O bál­sa­mo de Gileade era uma erva aro­má­ti­ca usada anti­ga­men­te para curar e acal­mar. Feito de uma árvo­re ou arbus­to que cres­cia em abun­dân­cia nos arre­do­res de Gileade, era uma espe­cia­ria muito comum, sem­pre muito requi­si­ta­da. A expressão é muito utilizada pelos líderes da Igreja em nosso dias, e remonta a uma escritura em Jeremias: “Porventura não há bálsamo em Gileade? Ou não há lá médico? Por que, pois, não se realizou a cura da filha do meu povo?” (Jeremias 8:22). Jeremias estava advertindo o povo iníquo de Jerusalém. Sua indagação tem conotação espiritual. Ele quer lembrar o povo que há uma cura e há um médico de almas. No final o bálsamo de Giliade é o poder e graça do Senhor Jesus Cristo. O Elder Kent F. Richards explicou: “Às vezes, ao sofrer dores profundas, somos tentados a perguntar: “Porventura não há bálsamo em Gileade? Ou não há lá médico?” Testifico que a resposta é sim, há um médico. A Expiação de Jesus Cristo cobre todas [as] situações [de dor e angustia] e [cumpre] os propósitos da mortalidade. (…) As bênçãos de cura vêm de várias formas, cada uma adaptada a nossas necessidades individuais, que são conhecidas por Aquele que mais nos ama. Às vezes a ‘cura’ elimina nossa doença ou alivia nosso fardo. Em outras ocasiões, porém, somos ‘curados’ ao recebermos forças, compreensão ou paciência para suportarmos os fardos recebidos. E todo aquele que se achegar poderá ser “envolvido pelos braços de Jesus”. Toda alma pode ser curada por Seu poder. Toda dor pode ser aliviada. Nele, podemos encontrar descanso para nossa alma. Nossa situação mortal talvez não mude de imediato, mas nossa dor, preocupação, sofrimento e temor podem ser sobrepujados por Sua paz e Seu bálsamo de cura.” (Conferência Geral Abril de 2011).

 

Sepulcro Caiado – Em Mateus 23:27, o Salvador repreende os escribas e fariseus devido a sua hipocrisia. Ele disse: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundície.” O Elder J. Richard Clarke ensinou: “Nossas almas devem ser mais do que “sepulcros caiados”, que parecem louváveis, mas por dentro são câmaras ocas desprovidas de bondade. Devemos não só parecer mas também ser o que Deus esperar de seus filhos e filhas.” (Conferência Geral, Abril de 1984). O Elder Lynn G. Robbins disse: “O Salvador com frequência denunciava os que faziam sem serem, chamando-os de hipócritas: “Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim” (Marcos 7:6). Fazer sem ser é hipocrisia, ou seja, simular o que não é: é ser fingido. Por outro lado, ser sem fazer é vazio, como em “a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma” (Tiago 2:17). Ser sem fazer não é ser de verdade: é enganar-nos a nós mesmos, crendo que somos bons, simplesmente por termos boas intenções. Fazer sem ser (hipocrisia) passa uma falsa imagem para os outros, ao passo que ser sem fazer passa uma imagem falsa para nós mesmos. O Salvador repreendeu os escribas e fariseus por sua hipocrisia: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que dizimais” — algo que eles faziam — “a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé” (Mateus 23:23). Em outras palavras, eles não eram o que deviam ser.” (Conferência Geral Abril de 2011).

 

Ternas Misericórdias – Essa expressão sempre esta ligada a bondade de Deus, Sua graça e condescendência para com Seus filhos. Néfi escreve seu registro desejando mostrar que “as ternas misericórdias do Senhor estão sobre todos aqueles que ele escolheu por causa de sua fé, para torná-los fortes com o poder de libertação” (1 Néfi 1:20). Mórmon relata o sentimento dos jareditas ao chegarem na terra prometida, dizendo: “E desembarcaram nas costas da terra prometida. E quando puseram os pés nas praias da terra prometida, inclinaram-se sobre a face da terra e humilharam-se perante o Senhor e verteram lágrimas de alegria diante do Senhor, por causa da imensidade de suas ternas misericórdias para com eles.” (Éter 6:12). Nas belas profecias do pai de João Batista encontramos os versos: “Pela terna misericórdia do nosso Deus, com que do alto nos visitará a aurora; Para alumiar os que estão assentados em trevas e na sombra da morte; a fim de dirigir os nossos pés pelo caminho da paz.” (Lucas 1:78-79). Podemos sentir o poder e majestade de Deus ao lermos as escrituras e vê-Lo mover-se de íntima compaixão por nós (Lucas 7:13), socorrendo-nos de nossas dores, tristezas, pecados – e ajudando-nos a melhorar até chegarmos a glória celestial “por meio dos méritos e misericórdia e graça do Santo Messias” que deu sua vida por nós (2 Néfi 2:8).

 

Gostou dessas expressões. Há outras nas escrituras que você gostaria de mencionar? Comente abaixo!

 

| Inspiração
Publicado por: Lucas Guerreiro
Escritor, Advogado, Membro da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da OAB/SP, Membro da J. Reuben Clark Law Society São Paulo. Fez Missão em Curitiba - Brasil. Gosta de desenhar, estudar filosofia, fotografar, viajar e assistir series de super-heróis.
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